quarta-feira, 24 de julho de 2013
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
DA MINHA COMPLETA DESILUSÃO EM RELAÇÃO AO SISTEMA.
Caro leitor, se você pretende ler uma crônica leve, bem humorada, cheia de pequenos encantos e delícias, devo aconselhá-lo a procurar outra página mais legal do que esta, porque hoje estou do avesso e a coisa aqui vai ser feia.
É, eu me virei do avesso... porque a dor por dentro é tanta que não dá mais para suportar. Então resolvi colocá-la para fora, virando meu avesso para o exterior para poder esfregá-lo na cara daqueles inconscientes que não sabem o que acontece nos quintais das suas casas.
PINHEIRINHO...
Vergonha de ser brasileira. Dor pelo sofrimento do meu semelhante. Revolta por ter as mãos atadas diante destas administrações podres e corruptas. Medo por estar num mundo onde este tipo de barbárie se comete livre e impunemente.
PINHEIRINHO...
Holocausto tupininquim, ditadura descarada, violência injustificada e desnecessária. Insanidade social no mais alto grau.
PINHEIRINHO...
Assassinato em massa de humanos e animais. A lei do mais forte em ação. Descaso pela vida e pela dignidade humanas.
PINHEIRINHO...
Ampla vitrine social que reflete, no espelho da verdade, quem é quem. Reflete Alckmin, o que autoriza a matança; reflete Dilma, que se fez de cega, surda, muda e retardada para depois, lá na distante Cuba, falar que achou a coisa toda bárbara (bárbaro mesmo foi o solene “foda-se” que ela gritou com seu silêncio em relação à situação!); reflete também a “JUSTIÇA” (deveríamos ter mais pudor ao usar esta palavra aqui no Brasil, já que ela nunca se aplica), esta justiça parda e minúscula que, como sempre, lava as mãos no melhor estilo Pôncio Pilatos.
PINHEIRINHO...
Onde hoje a força bruta ainda está agindo contra os indefesos acampados, que têm sido aterrorizados dia e noite pela polícia que os contém (para segurança dos poderosos) naquela miserável condição. (Você duvida? Entre em contato pelo email acima e eu lhe envio alguns links para que você veja por si).
PINHEIRINHO... JAMAIS ESQUECEREMOS.
E as mentiras continuam...
Governo do Estado repudia artigo sobre Pinheirinho
É com repúdio que o Governo do Estado recebe as mentirosas e inconseqüentes declarações da professora Érica Marin, em seu artigo “Da minha completa desilusão em relação ao sistema” publicado neste jornal no dia 02/02/2012.
Afirmar que o processo de reintegração de posse do Pinheirinho é o Holocausto Tupiniquim coloca em xeque o próprio discernimento de realidade da professora. É uma afirmação no mínimo absurda. Não houve um caso sequer de morte e a Polícia Militar em nenhum momento utilizou armas letais para a ação. Os moradores concordaram em sair pacificamente do local e os raros casos de confronto foram provocados por grupos radicais. Afirmações como que houve “assassinato em massa” revela que o artigo da professora é tão somente alarmista e descabido.
No último dia 26, o governador Geraldo Alckmin anunciou a construção de cinco mil moradias na cidade. Além disso, os ex-moradores já estão recebendo o aluguel social. O benefício tem valor de R$ 500 mensais (R$ 400 ofertados pelo Estado e R$ 100 pela prefeitura de São José dos Campos), e está garantido até as famílias receberem o atendimento habitacional por definitivo. Essas são as ações do governador para as famílias do Pinheirinho.
Escrever mentiras e fazer uma comparação tão infeliz, de um processo de reintegração de posse pacífico e decidido em esfera judicial, com um dos períodos mais tristes da história mundial e que culminou com a morte de milhares de pessoas, é leviano e de uma ignorância inadmissível para uma professora, responsável pela educação de tantas pessoas.
Assessoria de Imprensa do Governo do Estado de São Paulo.
DA MINHA COMPLETA DESILUSÃO EM RELAÇÃO AO SISTEMA II
Foi com grande satisfação que li a réplica dos senhores Assessores de Imprensa do Governo do Estado de São Paulo. Se eles se deram ao trabalho de rebater minhas denúncias é porque, com toda certeza, elas procedem. Se fossem invenções inexatas, ilusões bobas de uma Josefa-ninguém eles deixariam para lá. E gostaria de deixar claro que a “professora Érica”, que só fala de Arte em suas salas de aula, não tem nada a ver com a coluna. Porém eu, a “Érica-cidadã-consciente”, por ser um ser humano dotado de inteligência, senso crítico, compassividade e ética, escrevi o texto e assumo toda a responsabilidade por ele.
Por ser muito bem informada (o que dizem que não sou) é que vim a público falar daquilo que a mídia de massa esconde a todo custo, da verdade por detrás da ocupação de Pinheirinho. A Globo empurra o nojento BBB goela abaixo de seus “fiéis” mas não mostra nada daquilo que deveria mostrar, enquanto que outras tantas mídias importantes fogem da sua responsabilidade para com a informação do povo. (Meus sinceros parabéns e profunda gratidão ao Diário de Taubaté pela coragem de propiciar a mim este espaço sagrado de expressão!)
Retomando a expressão holocausto, devo dizer que na Alemanha nazista de Hitler os judeus eram lançados para fora de suas casas, desprovidos de tudo que era seu e eram marcados com estrelas de seis pontas em suas roupas (mais tarde iriam morrer nas câmaras de gás e não foram milhares, mas aproximadamente sete milhões). Já os moradores de PINHEIRINHO foram lançados para fora de suas casas com requintes de violência, foram aterrorizados, privados de tudo que possuíam, foram marcados com pulseiras coloridas e ainda tiveram o desprazer de ver muitos dos seus animais de estimação serem mortos a tiros (em frente aos seus filhos pequenos) ou soterrados entre os escombros da demolição. VERGONHA!!!
Por falta de espaço (mas na semana que vem eu continuo) vou parando por aqui, deixando a como convite alguns links onde os interessados poderão, acessando a Internet, ver pessoalmente as razões das minhas postagens. Tenho os vídeos e textos comigo e me disponho a ir até Taubaté (caso algum espaço com condições seja disponibilizado para o evento) para mostrar pessoalmente às pessoas todo o material que recolhi. (E NÃO, eu não tenho nenhuma pretensão eleitoral porque desprezo absolutamente a tal política partidária).
Aqui, um defensor público prova a má fé e a arbitrariedade do Governo do Estado em relação à desocupação: Defensor público explica porque a ação no Pinheirinho não poderia ter acontecido - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=JfUuOaXdIBE
Neste, http://www.youtube.com/watch?v=huMSeSWvkQQ&feature=related podemos
ver cenas reais dos atos cometidos.
Aqui, http://www.youtube.com/watch?v=PMLiUjQUPo4&feature=related vemos o esforço de um jovem artista em greve de fome em frente à Globo pedindo uma cobertura decente dos fatos.
Neste artigo, Uma voz no tiroteio - http://www.cartacapital.com.br/sociedade/uma-voz-no-tiroteio/ podemos ler um excelente e destemido texto sobre o massacre.
Neste, mostram sobre a comida azeda que está sendo entregue aos desabrigados pela prefeitura de S.J.C. http://www.youtube.com/watch?v=aGmWgfQN6bY
Aqui, Ricardo Boechat se expressa sobre a barbárie, aludindo aos conchavos escusos existentes entre os interessados na desocupação: http://www.youtube.com/watch?v=mghmTSVEyrM&feature=related
Este trás um diálogo muito interessante ocorrido um dia antes do massacre: http://www.youtube.com/watch?src_vid=NBjjtc9BXXY&feature=iv&annotation_id=annotation_405936&v=YHUiFYtwXOA
Há muitos outros... mas por hoje vou parando, porque o espaço de que disponho é reduzido. Gostaria de escrever mais, porém deixarei para a semana que vem, quando retomarei o tema para, quem sabe, finalizá-lo. Este e os outros textos estarão disponíveis no blog indicado acima do artigo. Fico grata a todos pela leitura gentil e atenta.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
OS ECOS DO DESCASO.
domingo, 27 de março de 2011
MILHO AOS POMBOS.
E AGORA, JOSÉ?
EDUCANDO SEM VIOLÊNCIA
terça-feira, 1 de março de 2011
A BAITA BOBAGEM BABACA... E OUTRAS COISINHAS AFINS.
Há momentos em que eu gostaria de ter os olhos nublados, os ouvidos moucos e o coração blindado.
Não é sempre que me sinto assim, mas de vez em quando a coisa bate, e bate forte.
Eu me sinto assim, por exemplo, quando ouço falar da tal da “Baita Bobagem Babaca” (ou, para os fãs, o BBB, Big Brother Brasil), esta escola de futilidades, de crueldade, de falta de ética e de moralidade. Em tempo, volto a dizer: não sou moralista, não sou puritana, não sou santa, não sou religiosa e nem sou bozinha demais... e mesmo assim considero um imenso desserviço ao país e aos seus cidadãos a veiculação do tal programa em rede nacional, com tanta divulgação enfiada goela abaixo do público que rumina e vegeta diante das TVs.
Fico perplexa com o tanto de atenção que estes anônimos são capazes de atrair, de Norte a Sul do nosso país. O tal programa é como um imã que canaliza olhos, ouvidos e corações para as realidades toscas ali vividas.
Não, antes que alguém me pergunte, eu não o assisto, mas basta que estejamos vivos para saber do que se passa na tal casa. As notícias quentes sobre os “heróis’ do Pedro estão no jornal, nas revistas, nos ônibus, no elevador, em todo e qualquer canto.
E o que estará fazendo o Bial neste programinha merreca, além de enchendo os bolsos de dinheiro e consolidando a sua popularidade? Jornalismo sério, para ele, é coisa do passado... Ah, sim! Uma das coisas que ele faz à perfeição é tentar redefinir este termo, “herói”. É, porque ao se referir aos habitantes daquela casa infame como “heróis” ou ele está redefinindo o termo ou está desmerecendo aqueles que, antes deste evento infeliz chamado BBB, assim foram chamados.
Este país é sério? Claro que não. Se fosse, além de privilegiar conteúdos melhores em todas as mídias, não estaria chorando junto a população do Rio de Janeiro por conta do incêndio que destruiu a tal cidade do samba e sim arregaçando as mangas com seriedade para sanar os efeitos dos deslizamentos de terra na região serrana no mês passado. Não é mesmo impressionante como uma tragédia daquelas, que privou muita gente de tudo o que tinha na vida, em termos materiais e afetivos, pode ser rapidamente nublada nos noticiários por outro evento muito menor, que priva algumas poucas pessoas de alguma diversão carnavalesca, mas que é lamentado às lágrimas, como se fosse o fim do mundo?
É por estas e outras que ocasionalmente eu gostaria de ver menos, escutar menos, entender menos e me aborrecer menos.
Um dos prêmios que recebemos da vida por dilatar nossa visão de mundo, aguçar nossa mente curiosa e questionadora e sensibilizar nossos corações é este, uma dolorosa solidão e um real distanciamento das coisas ditas normais e legais, das realidades que fazem a festa nas vidas dos alienados e adormecidos.
Tenho um amigo professor que diz convictamente que “felicidade é saúde e ignorância”.
Quer definição melhor? Se o cara é saudável, pode tudo, come de tudo e todas que aparecem, pinta e borda e não se preocupa com nada que vá um centímetro além do seu umbigo ou da tela da sua TV (onde heróis de barro correm pela casa do BBB com microfones pendurados na cintura), como é que ele vai ser infeliz? Ele, que acredita nas mentiras públicas, na mídia perversa, que vive mergulhado na tríade cerveja com churrasco-futebol-sexo, que não tem a menor noção de que há uma realidade paralela muito mais elevada e interessante esperando apenas pelo seu interesse para se mostrar, vai ser infeliz porque?
Na próxima encarnação eu quero nascer (e permanecer) assim: burra, bonita e muito saudável. Claro que daí então eu não estarei aqui, pretensiosamente escrevendo sobre meus perrengues para vocês, Mas tenho certeza de que sempre haverá quem o faça (quiçá com mais talento e brilhantismo do que eu!)
* * * * *
A INDIFERENÇA HUMANA.
E isso é assim apesar das campanhas religiosas, de alguns comerciais de TV sensíveis, dos muitos livros já escritos sobre o tema , das campanhas sociais e alguns bem intencionados nos exortarem a dirigirmos um olhar amoroso para o nosso semelhante, a estendermos as mãos em auxílio aos mais necessitados, a nos doarmos em favor do outro.
Eu conheço esta realidade muito bem porque, por conta dela, eu já tomei muitas atitudes em favor de outros seres humanos, de animais, de grupos necessitados de auxilio e me intrometi em várias realidades que não as minhas tentando ser útil.
Adotei crianças, recolhi animais abandonados, fui voluntária em n+1 ONGs e comunidades religiosas, dirigi voluntariamente instituições filantrópicas... e isso tudo pelo mero prazer de facilitar e tornar mais bela a experiência de vida dos outros.
Mas o que a vida ensina no cotidiano aos puxões de orelhas, na crua experiência dos dias, é algo bem diferente. A prática da vida no dia-a-dia, a violência das ruas, a lei de Gerson reinante em todo e qualquer canto (filas, trânsito, restaurantes e etc.) e a competitividade em todas as esferas sociais nos dão tapas na cara nos ensinando, por exemplo, a desviar os olhos quando vemos um homem bêbado, batido pela vida e reduzido a nada, jogado numa calçada qualquer, visto que “ele bebe porque quer”; ensinam-nos a fechar bem fechadinho o vidro nos semáforos, porque as crianças que vendem doces nas paradas dos carros são trombadinhas em potencial; nos ensinam a ignorar a presença do vizinho, porque além de a televisão ser bem mais interessante do que ele, ela nunca nos pede favores, apenas nos vende ilusões e mentiras (o que é muito mais cômodo). E é por isso, porque a vida é uma escola cruel, dura e fria, que acontecem coisas como a relatada a seguir.
O corpo de uma idosa portuguesa foi encontrado, na cozinha de seu apartamento em uma vila a 25 km de Lisboa, Portugal, quase nove anos depois do registro de seu desaparecimento. A descoberta ocorreu na terça-feira (08/02), dia em que ela seria despejada por atrasar a prestação do imóvel. “Foi uma vergonha para o país. Se não fossem as Finanças (órgão responsável pelo despejo) quererem o dinheiro deles, o corpo continuaria lá”, diz Aida Martins, de 82 anos. Foi ela quem, em agosto de 2002, avisou as autoridades locais sobre o desaparecimento da vizinha, Augusta Martinho, que completaria 96 anos neste sábado, dia 12.
“Eu olhava para a janela dela, que tinha luz acesa todos os dias. Até que um dia a luz apagou-se".
A aposentadoria havia sido cortada em 2003. Aida enviou de volta os recibos que se amontoavam na caixa de correio de Augusta. A energia também foi cortada. “Quando eu ia trabalhar, olhava para a janela dela, que tinha a luz acesa todos os dias. Até que um dia a luz apagou-se”, conta a aposentada Fernanda Borges, de 55 anos, também moradora do prédio.
Após localizar um parente pela lista telefônica, como orientada, Aida afirma ter voltado à Guarda Nacional Republicana para abrir o inquérito. “Localizaram uma foto de quando ela era professora em outra cidade e me perguntaram se eu a reconhecia. Disse que sim", afirma Aida, que foi orientada a aguardar. Os pedidos de arrombamento não adiantaram, conta a idosa. “Eu disse: o condomínio paga a fechadura."
Na terça-feira, os novos proprietários, um funcionário das Finanças e um chaveiro chegaram para tomar posse. A porta de entrada já havia sido aberta, mas o corpo de Augusta impedia a entrada na cozinha. Os bombeiros foram chamados. “Havia também o cadáver de um cão e de alguns pássaros, que deviam fazer companhia para ela, mas nunca houve cheiro algum”, diz Luís Pimentel, comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, que atenderam à ocorrência. Em 43 anos de profissão, diz ele, foi a primeira vez que se deparou com um caso como esses.
“Ela era muito amiga dos animais. Ralhava com ela algumas vezes, pois dava comida aos gatos aqui na rua e atraía ratos”, diz Júlio Luís, de 60 anos, dono de um pequeno café ao pé do prédio da vítima. “Ela era pouco sociável. Só passava para jogar o lixo fora.”
Apesar de ser uma das primeiras moradoras do prédio, Augusta era reservada, segundo os vizinhos. “Era só bom dia, boa noite na escada”, diz a aposentada Laurinda Cardoso, de 77 anos, que mora no andar de baixo ao de Aida. “Ela só tocava a campainha para pagar o condomínio”. O marido havia morrido alguns anos atrás. Ela não tinha família, não estava inscrita em nenhuma associação de terceira idade. “Sabíamos que ela morava ali, mas não mantínhamos contato”, diz Felipe Santos, da Junta de Freguesia (semelhante, no Brasil, à subprefeitura) de Rio do Mouro. “Ninguém consegue explicar como isso ocorreu. Mas ocorreu”.
E é assim que encerro a coluna de hoje, com uma minúscula oração:
-“Dona Augusta, neste momento eu peço ardentemente "Àquele que governa os Universos" que a senhora encontre pessoas boas e amáveis, carinhosas e ternas aí onde a senhora está agora e que isto seja suficiente para que a senhora esqueça os tristes momentos de isolamento e a morte solitária que teve que vivenciar. Amém.”
* * *
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
UM CONTO DE FADAS REALIZADO.
Eu tenho sido razoavelmente sábia nas minhas incursões pela rede e, por conta destas escolhas, tenho aprendido muito e compartilhado com gente do planeta inteiro assuntos que jamais teriam chegado até mim de outra forma. E isto é uma dádiva, não é mesmo? Um milagre moderno, eu diria.
Inspirador... não começa com “era uma vez”, mas é muito mais perfeito do que o mais perfeito dos contos de fada, não é mesmo?
PARA ONDE CORREMOS?
Eu ainda posso me lembrar de um tempo em que nos fins de tarde havia cheiro de café e bolo de fubá fresquinho, postos sobre a toalha de tecido limpo e cheiroso, seco num varal ao sol. Era um tempo em que quase tudo girava em torno de coisas hoje consideradas tolas, na verdade tão importantes quanto o ar que respiramos: amizade, convívio familiar, alegria de conviver, afeto, apoio mútuo e bem-querer.
Andamos tão apressados, desatentos e sobrecarregados de cobranças sociais, que me parece imprescindível perguntar: você já se perguntou alguma vez o que está fazendo com sua vida?
Presos a valores risíveis e insanos, nem temos tempo de raciocinar, de refletir, repensar ou de escolher livremente, pois não podemos amar o azul num mundo só de amarelos, sob o risco de sermos considerados “estranhos” ou “anormais”. Não temos tempo nem vontade de enxergar as mil maneiras diferentes pelas quais estamos matando o romantismo, a fraternidade, o planeta e a vida, tal como a conhecemos.
Diuturnamente testemunho sonâmbulos andando e colidindo entre si nas calçadas repletas de qualquer cidade. E sempre me espanta o número de mortos vivos que dirigem, orgulhosos e vaidosos, seus reluzentes carros do ano, indo e vindo em alta velocidade de não sei onde para lugar algum.
