<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989</id><updated>2011-09-21T04:15:00.906-07:00</updated><title type='text'>Olhares sobre a vida</title><subtitle type='html'>Miscelânea de sentimentos, reflexões, poesias e outros pequenos cacos que formam este todo incoerente (porém belo) que eu sou. Marcas do meu crescimento, testemunhas do meu viver, estar palavras carregam em sí boa parte da minha essência.

Aqui também estão os textos da minha coluninha, que sai regularmente às quintas-feiras no Diário de Taubaté.

...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-7084865656547028913</id><published>2011-04-21T18:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T18:07:55.381-07:00</updated><title type='text'>OS ECOS DO DESCASO.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;É cedo, a amanhã raiou há pouco. Noêmia se levanta, vai ao banheiro, lava o rosto, prende o longo cabelo num coque rápido e segue para a cozinha. Põe a água para ferver para o café, abre a janela e dá uma olhada no céu azul, imaginando quanta roupa ela poderá lavar durante o dia. Fica feliz, não há sinal de chuva e ela vai poder adiantar o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre o armário e encontra o saco de pão amassado, mas não vazio. O filho mais velho havia comido quase todos os pães ao chegar da escola, tarde da noite, cansado e faminto, mas ainda havia o suficiente para o café da manhã. Caprichosamente, ela pega os pãezinhos, umedece um por um e os coloca na assadeira de alumínio, levando-os ao forno para ficarem novamente crocantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estica a toalha limpa sobre a mesa, pega duas canecas, dois pratinhos, uma faca e colherinhas. Lembra-se do açucareiro, da margarina e das poucas fatias de mortadela que haviam sobrado do dia anterior. Desde que o marido tinha ido embora com outra mulher, a vida ficara mais difícil e solitária, mas ela estava dando conta de criar os dois filhos com seu trabalho de costureira e com a ajuda dos irmãos da igreja, sempre presentes quando a necessidade se fazia maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o café e vai acordar Ritinha, a filha de dez anos, que dorme na cama ao lado da sua e é fã de mortadela.A casa é pequena, então todos dividem o mesmo quarto. Chama pela filha, que acorda e se espreguiça. Diz bom dia saindo em seguida aos pulos, para lavar o rosto. Logo depois estão ambas sentadas à mesa, conversando sobre assuntos banais enquanto engolem o café com pão. Terminando a rápida refeição, Ritinha pega sua mochila, cheia de chaveirinhos pendurados, e se dirige contente para a escola, enquanto a mãe começa a limpeza da casa já pensando nas peças a cortar e costurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro canto da cidade Wellington acorda sozinho, na casa quase sem móveis, sem beleza e sem aconchego. Sente fome, mas não há quem lhe faça o café ou lhe dirija um bom dia. Isso só acentua sua sensação de solidão, sua dor interior, fazendo fermentar seus pensamentos desencontrados. Pai e mãe, irmãos, amigos... tudo isso lhe falta, nada disso pertence à sua rotina. Ele tentou fazer amigos nas escolas onde estudou, mas nunca conseguiu ser realmente notado, visto, aceito, querido, sendo sempre apenas um nome a mais na lista de alunos e um rosto anônimo e desiludido na multidão das salas de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pouco conforto que encontrara nos últimos anos solitários viera das leituras de textos religiosos que caíram em suas mãos por acaso. Incapaz de interpretá-los e compreendê-los sozinho, tanto quanto de procurar novamente o convívio de um grupo humano numa igreja qualquer, absorve destas leituras apenas conceitos vagos, representados por palavras desconexas que se agitam no seu interior. E hoje, por sinal, elas se agitam mais do que nunca, tornando-se dolorosas interrogações e acusações, afirmações de desesperança e abandono. Por onde andavam aqueles que lhe tinham negado amizade? Como viveriam aqueles que o haviam ignorado e espezinhado por anos a fio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas crescem junto com a revolta, com a dor, com a solidão, com a sua incapacidade de lidar com a enormidade da sua confusão mental. Interiormente ele avalia novamente, como já vem fazendo há meses, a possibilidade de dar um fim àquele estado de coisas, colocando em prática seus planos de desforra e vingança. Decide-se a realizar os planos naquele mesmo dia. Para que esperar mais? Pelo que esperar mais? Pela compassividade de uma sociedade que nem sequer nota sua existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resoluto, junta dentro da mochila as armas, as balas, a revolta, a solidão, a dor do anonimato e da falta de amor e segue resoluto para o local da sua ultima tentativa de uma vida normal, a escola onde estudou nos últimos anos. Ao chegar lá, não encontra mais os alunos que o desprezaram no seu tempo, mas seus olhos os enxergam representados por outras crianças inocentes, que ele ataca furiosamente pensando, talvez, em assim poder exterminar a dor que o corrói por dentro. Mata, fere, é baleado e, num ato final de supremo desespero, tira a própria vida, deixando registrado num papel qualquer toda sua dor e confusão interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui para frente, Noêmia não tomará mais seu café da manhã ao lado de Ritinha, porque ela e sua predileção por mortadela terminaram ali, no tiroteio. Daqui para frente, não haverá mais Wellington de tal, um coitado anônimo que só conseguiu despertar a atenção das pessoas de todo um planeta quando se tornou um assassino de crianças inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ganha, todos perdem,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;e infelizmente nada mudará para melhor depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entristecedor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-7084865656547028913?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/7084865656547028913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=7084865656547028913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7084865656547028913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7084865656547028913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/04/os-ecos-do-descaso.html' title='OS ECOS DO DESCASO.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3802888544156374784</id><published>2011-03-27T05:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T05:45:33.848-07:00</updated><title type='text'>MILHO AOS POMBOS.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Grande Zé Geraldo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao escrever esta canção, cujo título eu tomei por empréstimo para nomear minha coluna de hoje, ele provavelmente pretendia despertar no cidadão médio alguma capacidade de reflexão para a urgência das coisas ditas incomuns, aquelas que fogem à rotina do nosso cotidiano e se escondem dos nossos olhos, mas que merecem um olhar diferenciado de nossa parte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ocasionalmente eu componho músicas (já até ganhei alguns festivais) e, quem sabe, um dia eu também componha algo assim necessário, algo assim lúcido como Milho aos Pombos, falando com a poesia necessária sobre as coisas que precisam ser ditas e ouvidas para que algo, talvez, mude algum dia para melhor na nossa sociedade, no nosso planeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E eu falaria de muitas coisas... como a dor do outro, que existe para além da minha pele e pela qual eu passo indiferente; coisas como a fome, essa assassina encruada que passeia pelo mundo a ceifar populações inteiras, como as das nações africanas mais pobres, e a matar milhares de crianças em tenra idade todos os dias; coisas como a violência das muitas guerras e revoluções que hoje convulsionam alguns países africanos; coisas ainda como a ignorante violência que, mascarada de religião, oprime e assassina milhares de mulheres todos os dias nos países islâmicos. Se sobrasse inspiração depois de tudo isso, poderia falar ainda do calor do toque de outra mão na minha, de lábios macios sobre os meus, mas não creio que estarei no clima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caso eu escreva tal canção algum dia, estarei preparada para o fato de que muitos não gostarão de perceber, na minha canção, entrelinhas plenas de tantos significados e de críticas duras a alguns aspectos sociais e políticos amplamente aceitos e festejados. Devo admitir também que, com certeza, terei composto sem que alguém tenha me pedido isso, tanto quanto ninguém pediu a ele, o Zé Geraldo, para colocar em versos sua opinião sobre os assuntos que ele desnuda em sua letra e nem pediu a ele que levantasse estas lebres todas e as jogasse na cara dos alienados, demonstrando o quanto a cegueira e a acomodação das pessoas pode contribuir para este estado de coisas (mas ele o fez porque este é o papel do artista, do comunicador e de todo aquele que se dirige a algum grupo em algum momento, seja ele um cantor, um autor, um professor, um escritor, um colunista ou um cineasta, o papel de levar idéias e informações incomuns ao público, idéias que funcionem como um fermento no o meio das massas que jazem inertes por falta de formação, informação ou por mero comodismo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim, seguindo os passos de tantos outros que levantaram lebres e agitaram idéias antes de mim (mas provavelmente com muito menor brilhantismo), eu escolho meus assuntos de acordo com aquilo que me ocupa a mente e o coração no momento em que escrevo, sempre buscando presentear o meu leitor com um texto-prisma, um algo cristalino e de várias faces, capaz de refletir a mesma realidade em infinitas nuances e em ângulos caprichosos e incomuns. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por isso ocasionalmente deixo de lado os aspectos mais belos e poéticos dos dias e falo daquilo que, mesmo podendo ser incômodo para alguns poucos e incomum para muitos, são assuntos que me apaixonam, que me incomodam, que eu estudo e pesquiso porque atiçam minha curiosidade e julgo pertinentes, necessários, abordando-os fraternamente, de maneira fundamentada e sensata. Compartilhar com as pessoas os resultados que obtenho nas minhas pesquisas sobre tais assuntos é muito compensador porque sei que eles são incomuns, que eles não são, em geral, abordados pelas mídias, e eu creio que todas as pessoas do mundo têm o direito de saber um pouco de tudo aquilo que ocorre por aí, seja nos nossos corações, nos nossos corpos, na nossa cidade ou país, no continente ou no planeta... e isso por mais que alguns assuntos pareçam risíveis, estranhos e/ou incômodos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais, eu sinto que estas conclusões a que chego, a partir do meu sentir, das minhas observações e estudos pessoais, não pertencem a mim apenas. Não, elas são universais, são do interesse geral, porque atingem a todos nós, porque alcançam de alguma forma a todos os que aqui vivem e não são um algo ambíguo como um ponto de vista pessoal sobre o amor ou predileção por um partido político ou por um time de futebol, amores que importam ao indivíduo que sente tal amor e a mais ninguém além dele. Meus informes e conclusões são de interesse geral porque abordam o genérico, o universal, o comum a todos nós, por isso julgo útil e agradável partilhá-los. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim sendo apertem os cintos, queridos leitores, porque mais questionamentos, notícias incomuns e assuntos espinhosos vêm pela frente. Mesmo por que eles, os fatos, ocorrem independentemente de se acreditar previamente neles e de os desejarmos ou não. .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3802888544156374784?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3802888544156374784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3802888544156374784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3802888544156374784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3802888544156374784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/03/milho-aos-pombos.html' title='MILHO AOS POMBOS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1006185779453070396</id><published>2011-03-27T05:35:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T05:41:35.855-07:00</updated><title type='text'>E AGORA, JOSÉ?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A internet ferveu nos últimos dias. Aos montes, pipocaram em toda parte notícias, fotos, vídeos, textos e reportagens abordando, sob todos os ângulos possíveis, o terremoto e o conseqüente tsunami do Japão. Vi, na telinha do meu computador, cenas inéditas e cruéis que não vi na TV; conheci, através dos textos publicados em blogs e sites de notícias, alguns pontos de vista amplos e bem fundamentados sobre o evento sísmico, assim com também outros tantos bastante risíveis. Participei e moderei muitos debates sobre o tema nas listas de discussão que assino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Certo, tudo isso é de se esperar quando um evento catastrófico desta magnitude levanta poeira (no caso não poeira, mas muralhas de água) na nossa aldeia global. Aldeia sim, porque hoje estamos inegavelmente conectados, ligados, amarrados uns aos outros, somos todos UM. Por menos que entendamos ou aceitemos esta realidade, sim, somos UM. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A catástrofe doeu no Japão e vai doer, num efeito dominó inevitável, no mundo todo. Seja por conta da radiação (que agora ameaça se espalhar amplamente), pelos inevitáveis problemas econômicos que surgirão para assombrar ainda mais as já combalidas finanças japonesas, russas e americanas (há outros falidos, mas vamos deixar para lá por enquanto) ou ainda pela escassez de alimentos que vai se desdobrar daqui para ali abraçando nação após nação, sem dar tréguas, eu tenho certeza que vai doer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Eu nutro uma imensa simpatia pelo povo japonês. Valentes, corajosos, organizados, laboriosos, eles saíram da segunda guerra mundial em farrapos, mas deram uma magnífica sacudida na poeira e uma imensa volta por cima da situação, atingindo níveis de desenvolvimento bastante significativos (não fosse pela crueldade praticada por eles na matança de baleias, de golfinhos e na falta de respeito pela dor da vida animal, eu os acharia a raça mais evoluída da Terra). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Lamentando profundamente pelo fato de eles terem que passar mais uma vez por uma provação assim tão grande, acabei por sentir a necessidade de olhar para "o meu umbigo" (esta vidinha cotidiana de todos nós). Um umbigo brasileiro, um umbigo acostumado a presenciar algumas tormentas, mas não as naturais e sim as da corrupção onipresente nos diversos níveis do poder público, da Lei de Gerson (já impressa no DNA do cidadão médio), da alienação que varre a mente da população (intoxicada tanto por big mac's quanto por big brothers e por um consumismo deslavado e desenfreado). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Embora este umbigo não esteja ainda acostumado a ver este tipo de tragédia acontecendo no quintal de casa, acho interessante que ele vá se acostumando à idéia de que já faz certo tempo que Deus pediu cidadania em outros rincões, deixando para trás a terra do samba, suor e cerveja, a terra das palmeiras onde canta o sabiá. Ocorre que um dia antes do terremoto do Japão acontecer, os gráficos do LISS (LIVE INTERNET SEISMIC SERVER, que é um site que mostra ao vivo uma coletânea de dados sísmicos coletados a partir de estações sismográficas instaladas em todo o mundo), mostravam uma muito intensa atividade sísmica global, simultânea, incomum, uma coisa de assustar, pois os monitores situados em terras brasileiras também mostravam atividade constante e preocupante. Algo assim como o planeta se chacoalhando como um cão após o banho, compreendem? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Para quem não sabe, aí vão alguns dados que a mídia, no geral, não veicula: no dia 02 de março de 2011 um terremoto de 3.2 graus atingiu a cidade de Aliança do Tocantins (TO); no dia 04 de março de 2011 um terremoto de 3.7 graus atingiu a cidade de Estrela do Norte (GO); no dia 05 de março de 2011 um terremoto de 3.2 graus de magnitude atingiu a cidade de Montes Claros (MG). Foram três terremotos em apenas 72 horas, com a mídia em silêncio... (quereriam eles omitir informações desta natureza para não disseminar o pânico?) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Como eu disse antes: hoje dói no Japão, amanhã talvez doa aqui, na nossa terrinha; no Chile, ainda mais exposto que nós; nos EUA, eternamente à espera do Big One; em qualquer outra parte do famigerado anel de Fogo do Pacífico. O Sol desperta e promete turbulências; a economia mundial vai indo mal das pernas; as safras quebram em todo canto por conta das secas, das enchentes, das nevascas. A situação se complica, meus caros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Bem, meu espaço para escrever se acabou por hoje, mas penso que ainda dá para deixar uma pergunta no ar, um algo para se pensar: E AGORA, JOSÉ? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1006185779453070396?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1006185779453070396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1006185779453070396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1006185779453070396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1006185779453070396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/03/e-agora-jose.html' title='E AGORA, JOSÉ?'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8947863028891055313</id><published>2011-03-27T05:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T05:34:40.398-07:00</updated><title type='text'>EDUCANDO SEM VIOLÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;Estou publicando esta coluna meio atrasadinha, pois já estamos em Março e ela foi escrita em Janeiro. Mas tudo bem, idéias não envelhecem e meu ponto de vista não mudou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;.................................................................................................................. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;Janeiro chega ao fim e todos nós, os que trabalhamos na área da Educação, já estamos vibrando na energia da volta às aulas. Alguns, satisfeitos com a prática do magistério, já estão cheios de planos para o ano letivo e se sentem contentes por voltar às salas de aulas; outros muitos, abandonados e sabotados pelo sistema mal ajambrado e equivocado, já andam tensos e temerosos em relação àquilo que enfrentarão no decorrer deste ano. Suportarão o desgaste das eternas batalhas que travam com alunos, direção e comunidade para poderem realmente ensinar? Irão agüentar mais um ano de descaso e desatenção, sobrevivendo dolorosamente ao passar dos dias? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Triste este quadro, não é mesmo? Pintado com as cores fortes da desestruturação da família, dos modismos educacionais, do descarte dos valores primordiais da ética, da gentileza, da boa vontade e do amor fraterno, esta paisagem, nem sempre fácil de enfrentar, é a realidade que espera muitos professores neste ano letivo que se inicia. As coisas poderiam mudar para melhor se alguns valores importantes fossem resgatados pela sociedade, se o sistema deixasse de ser complacente em relação à qualidade por conta das intenções eleitoreiras e se as famílias, renovadas por algum sopro divino e miraculoso, compreendessem a necessidade de reassumir com urgência as rédeas da educação de seus filhos, hoje outorgada a qualquer um que não eles, e pudessem oferecer aos filhos uma educação pautada pela qualidade, pelo amor, pela ética e pela integridade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sonhar nunca é demais, pois os sonhos são o combustível dos motores que nos levam às melhores mudanças. Por isso transcrevo abaixo um texto muito bom e inspirador (mas sem autoria) que recolhi na internet. Boa leitura! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Gandhi Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico. "Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul. Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com a possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Certo dia meu pai pediu-me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu pai ele me disse: -"Nos vemos aqui, às dezessete horas, e voltaremos para casa juntos". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que me esqueci da hora. Quando me dei conta eram dezessete e trinta. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai. Eram quase seis horas. Ele me perguntou ansioso: -"Porque chegou tão tarde?" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, disse-me: -"Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as dezoito milhas até nossa casa para pensar sobre isso". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação. Não pude deixá-lo sozinho. Guiei por cinco horas e meia atrás dele, vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria. Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: -"Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?" Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Este é o poder da vida sem violência e com AMOR (respeito pelo outro). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8947863028891055313?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8947863028891055313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8947863028891055313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8947863028891055313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8947863028891055313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/03/educando-sem-violencia.html' title='EDUCANDO SEM VIOLÊNCIA'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-6815137551174949162</id><published>2011-03-01T14:58:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T15:07:34.650-08:00</updated><title type='text'>A BAITA BOBAGEM BABACA... E OUTRAS COISINHAS AFINS.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#000099;"&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há momentos em que eu gostaria de ter os olhos nublados, os ouvidos moucos e o coração blindado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sempre que me sinto assim, mas de vez em quando a coisa bate, e bate forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto assim, por exemplo, quando ouço falar da tal da “Baita Bobagem Babaca” (ou, para os fãs, o BBB, Big Brother Brasil), esta escola de futilidades, de crueldade, de falta de ética e de moralidade. Em tempo, volto a dizer: não sou moralista, não sou puritana, não sou santa, não sou religiosa e nem sou bozinha demais... e mesmo assim considero um imenso desserviço ao país e aos seus cidadãos a veiculação do tal programa em rede nacional, com tanta divulgação enfiada goela abaixo do público que rumina e vegeta diante das TVs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico perplexa com o tanto de atenção que estes anônimos são capazes de atrair, de Norte a Sul do nosso país. O tal programa é como um imã que canaliza olhos, ouvidos e corações para as realidades toscas ali vividas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pelos Deuses, será que a vida das pessoas anda assim tão ruim, tão banal e desinteressante a ponto delas preferirem gastar seu tempo olhando na TV o que pessoas estranhas vivenciam do que vivendo suas próprias aventuras, emoções e experiências? Será que os livros perderão de vez esta batalha contra o monstro televisivo, que mata a palavra escrita e ainda gargalha com escárnio diante de um povo emburrecido e mentalmente enfraquecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, antes que alguém me pergunte, eu não o assisto, mas basta que estejamos vivos para saber do que se passa na tal casa. As notícias quentes sobre os “heróis’ do Pedro estão no jornal, nas revistas, nos ônibus, no elevador, em todo e qualquer canto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguém já viu tal divulgação e tanta festa em torno dos conteúdos educativos, dos assuntos relevantes, daquilo que pode mesmo erigir e edificar ou melhorar as condições de vida da população? Não, nós nunca vimos, e é isto o que mais dói. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recursos inimagináveis gastos nesta bobagem num país carente de cultura, de formação, de informação séria. Isso sem contar com o fato de que os telefonemas que as pessoas dão, certas de que exercem algum tipo real de poder ao escolherem fulaninho ou fulaninha rendem; à Vênus Platinada, todos os milhões que faltam ao país para que a saúde e a educação aconteçam de forma digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que estará fazendo o Bial neste programinha merreca, além de enchendo os bolsos de dinheiro e consolidando a sua popularidade? Jornalismo sério, para ele, é coisa do passado... Ah, sim! Uma das coisas que ele faz à perfeição é tentar redefinir este termo, “herói”. É, porque ao se referir aos habitantes daquela casa infame como “heróis” ou ele está redefinindo o termo ou está desmerecendo aqueles que, antes deste evento infeliz chamado BBB, assim foram chamados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este país é sério? Claro que não. Se fosse, além de privilegiar conteúdos melhores em todas as mídias, não estaria chorando junto a população do Rio de Janeiro por conta do incêndio que destruiu a tal cidade do samba e sim arregaçando as mangas com seriedade para sanar os efeitos dos deslizamentos de terra na região serrana no mês passado. Não é mesmo impressionante como uma tragédia daquelas, que privou muita gente de tudo o que tinha na vida, em termos materiais e afetivos, pode ser rapidamente nublada nos noticiários por outro evento muito menor, que priva algumas poucas pessoas de alguma diversão carnavalesca, mas que é lamentado às lágrimas, como se fosse o fim do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por estas e outras que ocasionalmente eu gostaria de ver menos, escutar menos, entender menos e me aborrecer menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos prêmios que recebemos da vida por dilatar nossa visão de mundo, aguçar nossa mente curiosa e questionadora e sensibilizar nossos corações é este, uma dolorosa solidão e um real distanciamento das coisas ditas normais e legais, das realidades que fazem a festa nas vidas dos alienados e adormecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um amigo professor que diz convictamente que “felicidade é saúde e ignorância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer definição melhor? Se o cara é saudável, pode tudo, come de tudo e todas que aparecem, pinta e borda e não se preocupa com nada que vá um centímetro além do seu umbigo ou da tela da sua TV (onde heróis de barro correm pela casa do BBB com microfones pendurados na cintura), como é que ele vai ser infeliz? Ele, que acredita nas mentiras públicas, na mídia perversa, que vive mergulhado na tríade cerveja com churrasco-futebol-sexo, que não tem a menor noção de que há uma realidade paralela muito mais elevada e interessante esperando apenas pelo seu interesse para se mostrar, vai ser infeliz porque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima encarnação eu quero nascer (e permanecer) assim: burra, bonita e muito saudável. Claro que daí então eu não estarei aqui, pretensiosamente escrevendo sobre meus perrengues para vocês, Mas tenho certeza de que sempre haverá quem o faça (quiçá com mais talento e brilhantismo do que eu!)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;* * * * * &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-6815137551174949162?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/6815137551174949162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=6815137551174949162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6815137551174949162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6815137551174949162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/03/baita-bobagem-babaca-e-outras-coisinhas.html' title='A BAITA BOBAGEM BABACA... E OUTRAS COISINHAS AFINS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-4559317351898501106</id><published>2011-03-01T14:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T14:57:27.717-08:00</updated><title type='text'>A INDIFERENÇA HUMANA.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A cultura da indiferença é uma cultura cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é assim apesar das campanhas religiosas, de alguns comerciais de TV sensíveis, dos muitos livros já escritos sobre o tema , das campanhas sociais e alguns bem intencionados nos exortarem a dirigirmos um olhar amoroso para o nosso semelhante, a estendermos as mãos em auxílio aos mais necessitados, a nos doarmos em favor do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço esta realidade muito bem porque, por conta dela, eu já tomei muitas atitudes em favor de outros seres humanos, de animais, de grupos necessitados de auxilio e me intrometi em várias realidades que não as minhas tentando ser útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotei crianças, recolhi animais abandonados, fui voluntária em n+1 ONGs e comunidades religiosas, dirigi voluntariamente instituições filantrópicas... e isso tudo pelo mero prazer de facilitar e tornar mais bela a experiência de vida dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que a vida ensina no cotidiano aos puxões de orelhas, na crua experiência dos dias, é algo bem diferente. A prática da vida no dia-a-dia, a violência das ruas, a lei de Gerson reinante em todo e qualquer canto (filas, trânsito, restaurantes e etc.) e a competitividade em todas as esferas sociais nos dão tapas na cara nos ensinando, por exemplo, a desviar os olhos quando vemos um homem bêbado, batido pela vida e reduzido a nada, jogado numa calçada qualquer, visto que “ele bebe porque quer”; ensinam-nos a fechar bem fechadinho o vidro nos semáforos, porque as crianças que vendem doces nas paradas dos carros são trombadinhas em potencial; nos ensinam a ignorar a presença do vizinho, porque além de a televisão ser bem mais interessante do que ele, ela nunca nos pede favores, apenas nos vende ilusões e mentiras (o que é muito mais cômodo). E é por isso, porque a vida é uma escola cruel, dura e fria, que acontecem coisas como a relatada a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo de uma idosa portuguesa foi encontrado, na cozinha de seu apartamento em uma vila a 25 km de Lisboa, Portugal, quase nove anos depois do registro de seu desaparecimento. A descoberta ocorreu na terça-feira (08/02), dia em que ela seria despejada por atrasar a prestação do imóvel. “Foi uma vergonha para o país. Se não fossem as Finanças (órgão responsável pelo despejo) quererem o dinheiro deles, o corpo continuaria lá”, diz Aida Martins, de 82 anos. Foi ela quem, em agosto de 2002, avisou as autoridades locais sobre o desaparecimento da vizinha, Augusta Martinho, que completaria 96 anos neste sábado, dia 12. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;“Eu olhava para a janela dela, que tinha luz acesa todos os dias. Até que um dia a luz apagou-se".&lt;br /&gt;A aposentadoria havia sido cortada em 2003. Aida enviou de volta os recibos que se amontoavam na caixa de correio de Augusta. A energia também foi cortada. “Quando eu ia trabalhar, olhava para a janela dela, que tinha a luz acesa todos os dias. Até que um dia a luz apagou-se”, conta a aposentada Fernanda Borges, de 55 anos, também moradora do prédio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após localizar um parente pela lista telefônica, como orientada, Aida afirma ter voltado à Guarda Nacional Republicana para abrir o inquérito. “Localizaram uma foto de quando ela era professora em outra cidade e me perguntaram se eu a reconhecia. Disse que sim", afirma Aida, que foi orientada a aguardar. Os pedidos de arrombamento não adiantaram, conta a idosa. “Eu disse: o condomínio paga a fechadura." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na terça-feira, os novos proprietários, um funcionário das Finanças e um chaveiro chegaram para tomar posse. A porta de entrada já havia sido aberta, mas o corpo de Augusta impedia a entrada na cozinha. Os bombeiros foram chamados. “Havia também o cadáver de um cão e de alguns pássaros, que deviam fazer companhia para ela, mas nunca houve cheiro algum”, diz Luís Pimentel, comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, que atenderam à ocorrência. Em 43 anos de profissão, diz ele, foi a primeira vez que se deparou com um caso como esses. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Ela era muito amiga dos animais. Ralhava com ela algumas vezes, pois dava comida aos gatos aqui na rua e atraía ratos”, diz Júlio Luís, de 60 anos, dono de um pequeno café ao pé do prédio da vítima. “Ela era pouco sociável. Só passava para jogar o lixo fora.” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apesar de ser uma das primeiras moradoras do prédio, Augusta era reservada, segundo os vizinhos. “Era só bom dia, boa noite na escada”, diz a aposentada Laurinda Cardoso, de 77 anos, que mora no andar de baixo ao de Aida. “Ela só tocava a campainha para pagar o condomínio”. O marido havia morrido alguns anos atrás. Ela não tinha família, não estava inscrita em nenhuma associação de terceira idade. “Sabíamos que ela morava ali, mas não mantínhamos contato”, diz Felipe Santos, da Junta de Freguesia (semelhante, no Brasil, à subprefeitura) de Rio do Mouro. “Ninguém consegue explicar como isso ocorreu. Mas ocorreu”. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E é assim que encerro a coluna de hoje, com uma minúscula oração: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-“Dona Augusta, neste momento eu peço ardentemente "Àquele que governa os Universos" que a senhora encontre pessoas boas e amáveis, carinhosas e ternas aí onde a senhora está agora e que isto seja suficiente para que a senhora esqueça os tristes momentos de isolamento e a morte solitária que teve que vivenciar. Amém.” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#663300;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-4559317351898501106?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/4559317351898501106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=4559317351898501106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4559317351898501106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4559317351898501106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2011/03/indiferenca-humana.html' title='A INDIFERENÇA HUMANA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8139939442646257239</id><published>2010-11-24T03:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T03:50:19.759-08:00</updated><title type='text'>UM CONTO DE FADAS REALIZADO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A internet pode ser aquilo que você quiser: fonte de problemas, de informações, de alegria, de amor ou de inspiração. Como tudo o mais na vida, a grande rede não é boa nem má, é apenas aquilo que você faz dela. Há pessoas que aprendem novas línguas pela internet, enquanto há também as que aprendem a fabricar bombas caseiras. Existe quem se dedique a informar os melhores caminhos na vida em seus blogs e sites e há aqueles que se dedicam a infernizar a vida do seu próximo, veiculando negatividades de todo tipo. Enfim, não são as pessoas que postam conteúdos em suas páginas que o levam por este ou aquele caminho, e sim seus cliques mais ou menos sábios que irão proporcionar-lhe viagens mais ou menos felizes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho sido razoavelmente sábia nas minhas incursões pela rede e, por conta destas escolhas, tenho aprendido muito e compartilhado com gente do planeta inteiro assuntos que jamais teriam chegado até mim de outra forma. E isto é uma dádiva, não é mesmo? Um milagre moderno, eu diria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem recebi um e-mail com um PPS muito interessante, que me comoveu de verdade, um sopro de vento sobre as brasas agonizantes da minha fé na capacidade humana de amar verdadeiramente. Nele se conta a história de um garoto incomum que, movido por desejos incomuns, realizou uma tarefa também incomum, inspiradora e emocionante. Sem nenhum rótulo religioso ou político partidário, este rapaz fez, em poucos anos de vida, aquilo que milhões de nós jamais realizaremos ao longo de eras. Falo de Ryan Hreljac, o menino que tirou a sede de meio milhão de africanos &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ryan nasceu no Canadá em maio de 1991. Um dia, na escola, quando ele tinha apenas seis anos, sua professora falou à classe sobre como viviam as crianças na África. Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede porque não havia poços de onde tirar água, imediatamente comparou sua realidade, onde girar a torneira era suficiente para se fartar de água pura durante horas, com esta nova realidade que se lhe apresentava. E então Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando chegou a casa, Ryan foi direto falar com sua mãe, Susan, e lhe disse que necessitava de setenta dólares para comprar um poço para as crianças africanas. Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa, com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana. Ele finalmente reuniu os setenta dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Porém, ao ser atendido, Ryan foi informado de que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar os 2.000 dólares, por mais que ele cortasse a grama e limpasse cristais durante toda a vida. Porém Ryan não se rendeu. Prometeu àquele homem que voltaria… e o fez. Contagiados por seu entusiasmo, todos se puseram a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro, conseguiram reunir 2.000 dólares trabalhando e Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda. A partir daí começa a lenda. Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoios. Quando um novo poço, em Angola, estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África. Assim Ryan conheceu Akana, um jovem que havia escapado das garras dos exércitos de meninos e que lutava para estudar a cada dia. Sentindo-se cativado por seu novo amigo, Ryan pediu a seus pais para ir vê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um grande esforço econômico, os pais pagaram sua viagem a Uganda e Ryan, em 2000, chegou ao povoado onde havia sido perfurado seu poço. Centenas de meninos dos arredores formavam um corredor e gritavam seu nome. - “Sabem meu nome?”, Ryan perguntou a seu guia. - “Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe”, ele respondeu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia, Ryan –com 19 anos- tem sua própria fundação e já conseguiu levar mais de 400 poços à África. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água. Recolhe doações de todo o mundo e estuda para ser engenheiro hidráulico. Assim, Ryan faz a seu modo muito mais do que estes governantes presunçosos (que conhecemos em toda parte) para acabar com a sede na África. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inspirador... não começa com “era uma vez”, mas é muito mais perfeito do que o mais perfeito dos contos de fada, não é mesmo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8139939442646257239?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8139939442646257239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8139939442646257239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8139939442646257239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8139939442646257239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/11/um-conto-de-fadas-realizado.html' title='UM CONTO DE FADAS REALIZADO.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-954644376289656328</id><published>2010-11-24T03:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T03:42:47.748-08:00</updated><title type='text'>PARA ONDE CORREMOS?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;-“Eu ando pela rua e os automóveis correm para quê? As crianças correm para onde?”... assim canta Adriana Calcanhoto, externando em palavras musicais minha perplexidade contemporânea sempre repleta de questões transcendentes e incômodas. Tudo corre: o tempo, as pessoas, os carros, os sentimentos... fica a pergunta: para onde? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Eu ainda posso me lembrar de um tempo em que nos fins de tarde havia cheiro de café e bolo de fubá fresquinho, postos sobre a toalha de tecido limpo e cheiroso, seco num varal ao sol. Era um tempo em que quase tudo girava em torno de coisas hoje consideradas tolas, na verdade tão importantes quanto o ar que respiramos: amizade, convívio familiar, alegria de conviver, afeto, apoio mútuo e bem-querer. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;(Hoje, a roupa é seca na secadora elétrica e tem cheiro de amaciante: o café sai das máquinas caras das cafeterias e é servido pelas mãos experientes, profissionais e frias de um barista, e o bolo de fubá, industrializado, perdeu o encanto daquele sabor caseiro, proporcionado pelas sementinhas de erva-doce e pelo carinho de quem o produzia.) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;O tempo passou e junto com ele se foi a poesia, a leveza, a integridade das pessoas, a claridade dos dias. Em troca o progresso nos trouxe coisas outras, tais como a insônia, o stress, a síndrome de pânico e a depressão. Brindes modernos estes, que recebemos gratuitamente já quando aportamos no cais da adolescência, que é quando começamos a ser cobrados como adultos pelo mundo que nos cerca. Sim, pois todo adolescente que se preza hoje cursa aulas de Inglês, Informática, cursinho, escola, baladas, tem vida social e amorosa intensas e faz de tudo para ser um clone bem sucedido das figuras globais, ícones de uma estética artificial e enlatada que acomete de desespero todos aqueles que, por infelicidade, não se adaptam ao modelo imposto. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Andamos tão apressados, desatentos e sobrecarregados de cobranças sociais, que me parece imprescindível perguntar: você já se perguntou alguma vez o que está fazendo com sua vida? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Para onde exatamente você está se encaminhando? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Os valores mudaram tanto que, ocasionalmente, fico estarrecida ao ver o quanto nos perdemos de nós mesmos. Parece que nós nos esquecemos de sentir, de cheirar, de parar para olhar, parar para viver e respirar, de parar para realmente vermos algo e nos surpreendermos com os milagres diários, de parar para nos emocionarmos. E por que, hoje em dia, nós não nos surpreendemos, nem sentimos, nem mergulhamos profundamente nas experiências, nem vivemos mais e mais? Pode ser que seja porque esperamos, equivocadamente, que um brilho mágico de glitter ou néon venha de fora para nos iluminar e enfeitar, enquanto que, na verdade, é apenas de dentro de nós que alguma luminosidade pode surgir. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Alheios a esta verdade, seguimos acomodados às expectativas alheias impostas pelo meio, expectativas que já vêm enlatadas com os conservantes do mais puro delírio social, enquanto aguardamos o lançamento da “felicidade instantânea”, quiçá vendida em pacotinhos tetrapack a preços módicos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Construir a própria felicidade trabalhando, correndo riscos, pensando, questionando valores, ousando e abrindo o peito ao bom e ao novo? Qual o quê! Nada disso, pois sempre será mais simples nos atermos à banalidade do usual, do comum e amplamente aceitável, para sermos festejados e consumidos por outros seres tão tacanhos e, porque não dizer, covardes quanto nós.&lt;br /&gt;Presos a valores risíveis e insanos, nem temos tempo de raciocinar, de refletir, repensar ou de escolher livremente, pois não podemos amar o azul num mundo só de amarelos, sob o risco de sermos considerados “estranhos” ou “anormais”. Não temos tempo nem vontade de enxergar as mil maneiras diferentes pelas quais estamos matando o romantismo, a fraternidade, o planeta e a vida, tal como a conhecemos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Vivemos assim, no “piloto automático”, fazendo só e tão somente aquilo "que deve ser feito", prioridade sempre definida pelo meio e pelo outro, nunca por nós mesmos, os mais prováveis soberanos dos nosso destinos. Optamos sempre por aquilo que nos é mais fácil, que é aceito e festejado pela família e pelo padrão social. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Eternamente apegados à mesmice generalista, vivemos para satisfazer estas expectativas pré-fabricadas que o meio nos impõe.  Esquecemos-nos dos nossos corações e da nossa pura criança interior. Eles também têm voz e querem falar mais alto, mas nós os silenciamos quando ignoramos o privilégio de podermos abandonar, a qualquer momento, o caminho predeterminado pela “matrix”, sem dever nada a ninguém e sem nos atermos ao orgulho vazio de sermos apenas aquilo que esperam de nós. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Diuturnamente testemunho sonâmbulos andando e colidindo entre si nas calçadas repletas de qualquer cidade. E sempre me espanta o número de mortos vivos que dirigem, orgulhosos e vaidosos, seus reluzentes carros do ano, indo e vindo em alta velocidade de não sei onde para lugar algum. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Vejo também, com certa compaixão, homens de terno que correndo pelas ruas sob o Sol abrasador, como quem corre num pesadelo (e sem saber do que!), enquanto mulheres de todas as etnias tentam ficar loiras, jovens (mesmo aos cinqüenta ou sessenta anos) e palatáveis aos machos de plantão, não se importando com a qualidade das relações afetivas que construirão em cima de tantos enganos e ilusões. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;A verdade é que, de certa forma, estamos nos tornando marionetes da ilusão, andróides impessoais, repetindo sem parar padrões consagrados. Conseguimos nos industrializar, nos pasteurizar, abolindo o brilho das nossas almas e nublando nossa capacidade de reflexão pessoal. Mas saiba: você sempre pode escolher despertar e não se submeter, portanto, acorde para sua realeza pessoal, sinta mais e pense menos, reflita mais e aceite menos as sugestões da matrix, escolha por si mesmo cada um dos seus passos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Comece escolhendo a sua comida, suas roupas e seu cabelo, sem se prender ao padrão global ou aos letreiros nas praças de alimentação. E vá, aos poucos, resgatando sua autonomia de cocriador da existência, vivenciando seus aspectos divinos, extraindo de si e da vida aquilo que de melhor puder extrair. Siga vivendo, enfim, com mais poesia e entrega, com mais atenção aos momentos, fruindo os fatos da vida em vez de atropelá-los. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;E saiba: só você pode fazer isso por você, ninguém poderá ajudá-lo nesta tarefa. Assim, sugiro que você arregace as mangas e comece agora o mais importante trabalho da sua vida, o de resgate daquele ser divino, pleno e reflexivo que você sempre foi. Ah, e um detalhe: faça isto enquanto é tempo, ok? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-954644376289656328?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/954644376289656328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=954644376289656328' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/954644376289656328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/954644376289656328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/11/para-onde-corremos.html' title='PARA ONDE CORREMOS?'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-733834208935267608</id><published>2010-11-17T12:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T13:05:15.865-08:00</updated><title type='text'>PAPO ARANHA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Televisão é tudo de bom, não é mesmo? Não fosse por ela, quem iria ensinar nossas crianças a exigirem brinquedos caros desde cedo? A dançarem a dança da bundinha aos cinco anos de idade e a terem comportamentos eróticos aos dez?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não fosse por ela, o que seria destas nossas vidinhas patéticas e condicionadas? Como iríamos saber o que está ou não na moda, o que devemos comer, como devemos dormir, amar e nos relacionar? Se há um Deus universal hoje em dia ele está na televisão, diluído entre o meio e a mensagem, regendo as vidas de bilhões de pessoas. Então, vamos louvá-lo... plim-plim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto droga que cria dependencia, enquanto circo e picadeiro, ela, a televisão, vai seguindo em frente como a mais fecunda fonte de alienação e desinformação que esta a humanidade já possuiu. Ela segue impávida, altiva, manipulando os fatos e as imagens ao seu bel prazer, exibindo na telinha apenas aquilo que deseja veicular, aquilo que é útil no sentido de tornar mais e mais mansos e manipuláveis os seres humanos, todos eles compradores em potencial, consumidores vorazes de tudo aquilo que se produza e se divulgue na mídia, desde os chocolates caríssimos às rebimbocas das parafusetas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recheada de reality shows (programinhas medíocres que impulsionam todos os dias para o estrelato instantâneo pencas de energúmenos bonitinhos) e de novelas permeadas de mentiras (onde as casas são imaculadamente arrumadas, como se ninguém morasse ali) e de pessoas pobres e miseráveis que se vestem bem e são bonitas, a televisão se afirma como produto indispensável ao cotidiano das massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus boletins informativos, cuida para que as notícias veiculadas sejam apenas as que interessam aos poderosos, deixando de lado as que podem ser potencialmente perigosas aos poderes constituidos, aquelas que poderiam alertar o incauto telespectador sobre a matrix em que ele está mergulhado, e vai, entre comerciais bonitos e mentirosos sobre a qualidade de produtos nocivos à saúde ou à sociedade, se infiltrar no psiquismo humano desde a mais tenra idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programas educativos? Ah, eles existem sim, e insuficientemente, aqui e ali. Onde mesmo, hem? Nos primeiros horários da manhã, quando apenas aqueles que não trabalham podem assistir. E estes, crianças em sua maioria, como não trabalham e não têm interesse algum pelos conteúdos destes programas, dormem até mais tarde, tornando absolutamente inócua a tentativa de se facilitar algo de bom e útil ao telespectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que, para piorar o quadro (se é que isso é possível), os canais da TV paga (último reduto da probabilidade de alguma vida inteligente dentro deste contexto), ao desejarem manter uma imagem moderna e atualizada, criam programas onde gente “do povo” bate papo, descontraidamente, diante das câmeras, abordando “temas de interesse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, já era mais de meia noite, eu estava zapeando aqui e ali, sem sono, e acabei sintonizando o canal da Globo, o Multishow, exatamente quando se iniciava um programa chamado “Papo calcinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–“Ops, o título é interessante, original, ao menos vale uma olhada”, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano. Na tela, quatro moças de classe alta, bonitas, bem vestidas, cheias de caras e bocas (verdadeiras caricaturas sociais), “resolvidas”, descoladas e emancipadas, discutiam abertamente suas reações na hora do orgasmo, na hora do “ai Jisuis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falaram amplamente, sorrindo e sem grandes pudores, sobre suas lágrimas de prazer, sobre as práticas incomuns que vivenciaram, sobre como se davam aos seus homens, (alguns quase desconhecidos por elas) sempre buscando a todo custo “gozar” desta e daquela forma, com ou sem lágrimas nos olhos, deixando claro que nada se buscava nestas relações além deste gozo, deste prazer, onde o corpo do outro é reduzido a brinquedo sexual, a objeto para uso e descarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu não seja puritana, não vou repetir aqui o que elas falaram em seus exatos termos, visto que desejo deixar espaço para a criatividade de cada um. Mas peço que vocês sejam muito generosos na hora de imaginar os termos usados nesta conversa íntima entre as quatro amigas adultas, saudáveis, liberadas, que trocaram figurinhas sobre suas aventuras sexuais apimentadas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Legal essa cumplicidade, essa abertura, este poder trocar experiências com as amigas, não é? Conteúdo adulto, nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal mesmo? Poderia até ser legal,não fosse pelo fato de isso te sido feito em frente às câmeras de televisão que veicularam para milhões de pessoas as intimidades toscas que essas mulheres viveram entre as suas pernas, pelo Norte e pelo Sul, na cama de qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde foi parar o sentido de intimidade, de privacidade? Onde foi parar aquela coisa boa de se ter uma amiga fiel, confidente, aquela a quem contávamos sussurrando, em segredo, nossas peripécias? Estará o mundo hoje tão frio e vazio de afetos e amizades que o melhor que podemos fazer é compartilhar, com milhões de estranhos e uma câmera de TV, aquilo que nos toca mais profundamente o corpo e a alma? Estarão as pessoas tão ávidas pela oportunidade de virarem celebridades instantâneas que até se desnudar, de forma vulgar e rasa, num programa de TV, está valendo a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristes tempos estes, em que a televisão reina nos lares, a necessidade de reconhecimento público embriaga as pessoas e a insensatez impera nas mentes e corações. O melhor botão da televisão, hoje em dia, é o “desliga”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-733834208935267608?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/733834208935267608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=733834208935267608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/733834208935267608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/733834208935267608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/11/papo-aranha.html' title='PAPO ARANHA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-469612924953232432</id><published>2010-11-17T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T12:33:56.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Bom dia leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela graça do Senhor já se foram as eleições. A propaganda eleitoral acabou e a vitória da “dama do pt” se fez. Em relação a mim a contragosto, pois não gostei de ver vencer alguém que coleciona em seu passado assaltos a bancos, seqüestros, episódios de tortura e outras coisinhas assim leves. Ver assumir a presidência do meu país alguém deste quilate (alguém pior do que eu mesma, visto que sou incapaz deste tipo de violência, mesmo para defender ideologias), me fez desacreditar de vez nas construções humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não vem ao caso, pois é certo que política, religião, futebol e gostar de arroz com piqui são assuntos que não se discute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu gostaria mesmo de ver, em termos de administração, era um governante eleito, (de esquerda, direita, centro, acima, abaixo, de dentro ou fora, tanto faz, já que dá tudo na mesma meleca), abrir os olhos ao que realmente importa em termos humanos, em termos de valorização da vida. Mas já desisti disso também, pois os números importam mais que as pessoas a todos os administradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não abri mão ainda da pequena esperança que nutro em relação ao coração das pessoas comuns, aquelas que como eu enfrentam a vida cotidiana com o coração aberto ao novo e ao belo, que batalham pela melhoria do ambiente onde estão, que nutrem sincero carinho pelo próximo, que agem com ética, mesmo ás custas de imensos sacrifícios pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, peço licença para dar passagem ao texto de Thiago de Mello, para deixar aqui uma sugestão singela de valores a se privilegiar no nosso cotidiano, por mais que lá fora as coisas sejam diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E não me venham falar sobre as implicações políticas deste texto, visto que eu o leio com olhos desapaixonados, distantes destas convenções. Se o texto foi ou não revolucionário, se foi escrito por este ou por aquele motivo não me importa, porque a qualidade das verdades do que ele contém transcende, em muito, momentos e intenções). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os Estatutos do Homem &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;(Ato Institucional Permanente) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;por Thiago de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo I - Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo II - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo III - Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo IV - Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. (Parágrafo único: O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo V - Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo VI - Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo VII - Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo VIII - Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo IX - Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo X - Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo XI - Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo XII - Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. (Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo XIII - Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo Final. - Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Santiago do Chile, abril de 1964) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-469612924953232432?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/469612924953232432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=469612924953232432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/469612924953232432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/469612924953232432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/11/bom-dia-leitores.html' title=''/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3712706697325505257</id><published>2010-11-17T12:19:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T12:29:01.361-08:00</updated><title type='text'>SOBRE CRIANÇAS E PROFESSORES.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;*&lt;br /&gt;E eis que comemoramos, dias atrás, os dias da Criança e do Professor. Dias de grande apelo comercial, diga-se de passagem, pois é quando o comércio vende brinquedos ás toneladas para pais ansiosos por agradarem a seus filhos e (nem tanto ás toneladas) pequenos mimos para algumas mães presentearem aqueles e aquelas que, com seu trabalho, educam e preparam para o futuro seus pequenos filhos e filhas.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Crianças e professores! Eis a fórmula perfeita para o desenvolvimento harmonioso de uma sociedade, para a criação de uma cultura de Paz, para a edificação de um amanhã vitorioso e melhor do que hoje.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;E não é isso que temos aos montes em cada canto do país, escolas lotadas de alunos e professores? Então por que, pergunto eu, nem tudo corre como deveria correr, nem tudo resulta como o esperado, nem tudo é aquilo de bom que poderia ser? Porque o que vemos no nosso dia a dia não espelha a realização destas esperanças?&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Pode ser porque as nossas crianças de hoje, em vez de terem pai e mãe dentro de casa, vivem com estranhos quase o dia todo, relacionando entre seus contatos mais próximos as avós, outros parentes, babás, tias da creche ou até mesmo vizinhos... ou também porque, em vez de brincarem de bonecas, cantarem cantigas de roda ou brincarem de pique - esconde, mãe da rua, balança caixão e pega-pega gastam seu tempo livre dançando, desde os cinco ou seis aninhos, a “dança da bundinha” com requintes de sensualidade, “conversando” o dia todo pelo computador com estranhos distantes ou jogando videogame, isolados nos sofás de suas salas, que é onde acontecem as maiores façanhas e aventuras de suas vidas.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Ocorre também que uma das razões para que as coisas não sejam como deveriam seja que os professores se tornaram meros peões do tabuleiro de xadrez da nossa sociedade politiqueira, onde a educação pública é moeda corrente nos contratos eleitoreiros daqui e dacolá. Peões, diga-se de passagem, altamente descartáveis, em qualquer tempo e por qualquer razão, pois a sociedade de hoje tem o professor como um mero coitado mal preparado que, por bem ou por mal, atende aos seus filhos no horário escolar e que nunca, nunca mesmo, é digno do apreço e da gratidão por parte dos mesmos pais que se omitem na hora da educação familiar, do convívio em casa, da exemplificação.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Outro motivo possível que me ocorre para o fracasso desta mistura "criança-professor" é o discurso tacanho dos poderes públicos, que usa as “inclusão”, “escolarização”, “democratização” e outras semelhantes, como justificativas débeis para todo e qualquer desmando imposto aos profissionais da educação, aos que labutam em sala de aulas todos os dias e que realmente sabem onde o sapato aperta (isso quando há sapato!) na hora de educar.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;E vejam bem, este profissional que nunca é ouvido, que nunca ganha o suficiente para o tamanho do trabalho que ele realiza, que nunca é valorizado como o ser de polivalente ação e importância que ele é, é justamente aquele que não desiste, que continua indo em frente mesmo quando é mal tratado pelos alunos, esculachado pelas administrações e espezinhado pela comunidade à qual atende. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;É ele quem não deixa a peteca cair apesar de tudo. É ele quem engole os sapos administrativos que querem sempre maquiar os índices e mostrar uma “realidade colorida”, quando na verdade as coisas são pardas ou cinzentas. Se tudo não está pior é por conta deste professor que age nas salas de aulas ministrando o saber acadêmico, acolhendo os sem família e tentando equilibrar a prática do magistério com a sanidade mental.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bem, não tenho mesmo a pretensão de saber onde estão e quais são as falhas que causam a falência da Educação no Brasil (posso até saber através da minha experiência pessoal, mas não penso que expor minha opinião sobre isso aqui seja de alguma utilidade), porém sei que posso afirmar que crianças bem direcionadas, educadas por mestres competentes, são e sempre continuarão sendo nossa única esperança de dias melhores, de uma sociedade mais justa e pacífica, mais tolerante e criativa. Porque aquilo que a Educação não construir, nada mais poderá realizar. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Para os meus colegas professores, mesmo atrasada: FELIZ DIA DO PROFESSOR! Para aqueles que são hoje as sementes do amanhã, FELIZ DIA DAS CRIANÇAS. E meu maior desejo é ver vocês cumprirem de forma plena, meritória e brilhante os seus papéis, para que um futuro mais belo e amplo seja possível.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3712706697325505257?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3712706697325505257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3712706697325505257' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3712706697325505257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3712706697325505257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/11/sobre-criancas-e-professores.html' title='SOBRE CRIANÇAS E PROFESSORES.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-2668937647032317228</id><published>2010-03-11T10:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T11:26:11.071-08:00</updated><title type='text'>ROGAI POR NÓS.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;(Esta crônica fopi escrita no dia seguinte ao terremoto que devastou o Haiti)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#006600;"&gt;É quarta-feira à tarde e faz um calor insuportável; os trovões rugem nos céus e da minha janela eu posso ver a chuva fresca caindo sobre a serra de Campos do Jordão... mas isso, só lá: aqui em casa, que é bom, não cai nem uma gota sequer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, sentada em frente à tela luminosa do computador, fico repassando na mente as últimas vinte e quatro horas que vivi, vinte e quatro horas recheadas de fatos diversos, cheias de novas informações e experiências, intensas e compensadoras (para mim, é isto que faz valer a pena viver: o aprendizado!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendo com tudo: com gente, com situações, com plantas (qualquer dia eu falo sobre os meus insights desencadeados por plantas), com animais, com tudo o que me cerca... sou aprendiz de tudo em tempo integral, é isto o que melhor me define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, hoje cedo fiquei mais de quarenta minutos sentada sozinha na praça central de Caçapava, enquanto esperava que o perito vistoriasse meu carro para eu poder consertar o estrago causado por uma colisão traseira ocorrida dias atrás. Não, não foi minha culpa, mas está me dando muito trabalho e chateação mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto ficava ali sentada, bebendo água e olhando as pessoas à minha volta, percebi um grupo de senhores já idosos sentados no banco ao lado, conversando animadamente sobre temas diversos. Pelo que pude notar este encontro não foi casual e acredito mesmo que ele seja quase que um ritual social, que seja aquele tipo de encontro diário, fraterno e bom que os sortudos aposentados, que já não são escravos do relógio, podem vivenciar (um dia eu chego lá!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou a mão à palmatória: sou mesmo curiosa e estiquei meus ouvidos xeretas para poder escutar a conversa (o que é uma coisa muito feia que você nunca deve fazer, certo?). De um deles ouvi um relato bem completo sobre a tragédia causada pelo terremoto de ontem no Haiti, assunto que fiquei pesquisando na internet até tarde da noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#006600;"&gt;Eu não sei de onde ele tirou as informações dele, mas elas eram tão boas e completas quanto as minhas, o que me levou a considerar a idéia de que ele também ficou insone noite adentro, procurando por fatos novos. A única dúvida que ele ainda tinha era se havia ou não brasileiros entre as vítimas fatais do terremoto, mas infelizmente, nesta altura do dia, com o Sol já se pondo, eu pude acessar a notícia de que há sim alguns brasileiros mortos pelos desabamentos causados pelo tremor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um outro senhor ouvi um desabafo sobre essa nova estocada do governo sobre o povo, de querer passar por cima da Lei da Anistia, que eles agarraram com as duas mãos quando interessou a eles, para desenterrar alguns esqueletos selecionados do tempo da ditadura militar ( mas apenas os que interessam ao governo; os outros podem continuar repousando tranqüilos em suas covas silenciosas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou mais ou menso assim: -“O povo ainda não percebeu que a ditadura voltou, só que agora camuflada e sorridente, mas nem por isso menos despótica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau, gente! Sinceramente, eu tive vontade de me meter no meio da conversa para cumprimentar e abraçar o velhinho, um cidadão consciente, crítico e atuante ainda, mesmo naquela idade avançada. Mas, como eles iriam achar que eu estava louca e daí eu teria que sair daquela sombra confortável para ir esperar pelo meu carro em algum lugar menos agradável, preferi ficar quietinha mesmo, festejando só por dentro a minha constatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, me pus a rememorar as imagens (poucas, por sinal) que consegui capturar na internet sobre o tal terremoto e me pus a pensar: poderia ter sido aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei as belas casinhas, as árvores maravilhosas da praça e as pessoas profundamente concentradas nos seus sonhos pessoais, tão centradas em suas vidinhas e alheias ao resto quee fiquei mesmo preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, poderia mesmo ter sido aqui, não há nada que impeça que isto aconteça. Mesmo porque, pelo visto, Deus resolveu pedir cidadania em outro país e, por conta disto, teremos que abandonar o já famoso jargão “Deus é brasileiro!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era brasileiro, meu bem, era! (ou será que não temos sofrido com as chuvas excessivas, as secas cruéis, as enchentes, os tufões, os deslizamentos, e agora... tremores?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos fatos: tremores de terra recentes no Brasil até agora: DIA 30/12 - Presidente Figueiredo/AM - magnitude 3.0 / DIA 02/01 - Sobral/CE – magnitude 2.7 / DIA 09/01 - João Câmara/RN – magnitude 2.0 / DIA 11/01 - Taipu/RN - magnitude 3.8 / DIA 11/01 - Vitória/ES magnitude ainda não divulgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensei: -"Nossa, precisamos urgentemente rezar, orar, mentalizar a luz e o bem; precisamos fazer a nossa parte, fazer o que for possível para ao menos tentarmos evitar que toda esta dor algum dia recaia sobre a nossa terrinha (e pensei assim acometida por um bairrismo egoista de dar dó, como se um ser humano do Haiti fosse diferente de um ser humano brasileiro em algum aspecto; como se fossemos algum tipo de ser especial nos planos da criação... É inacreditável como somos vaidosos e meio cegos: lá tudo pode, aqui não!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, por achar que o momento é propício para a prece e a irradiação de luz para toda humanidade, orei mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que possamos resistir ao ar que respiramos, todo cheio de impurezas” - rogai por nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que paremos de assassinar rios, peixes, baleias, golfinhos e animais de belas pelagens, eternamente movidos pela nossa ânsia de consumo e pela nossa excessiva vaidade” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que possamos ver nossos netos nascerem numa Terra ainda viva” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que compreendamos que temos que parar de usar o planeta como lata de lixo” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que resolvamos encarar de frente nossas responsabilidades para com as gerações futuras, que precisarão de alimentos, água e ar puros para sobreviver” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que paremos de pensar a vida em termos de números e estatísticas” - rogai por nós.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Para que o SER seja mais importante do que o TER” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que minhas mãos não precisem mais se cerrar em movimentos de defesa contra meus irmãos e possam se abrir, doadoras de dádivas fraternas” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Para que aqueles que têm muito se curem daquela cegueira crônica que os impede de enxergar aqueles que nada têm” - rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“E, se não for pedir muito, abençoai-nos com o perdão pela nossa voracidade, pelo nosso egoísmo, pela nossa inconseqüência, pela nossa crueldade e desrespeito para com as formas de vida diferentes de nós... abençoai-nos para que não tenhamos que amargar, em breve, a mesma dor que enfrentam nossos irmãos do Haiti no dia de hoje... amém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu ainda não sei para qual santo ou santa irei rezar esta minha oração, quase uma ladainha, mas sei que ele ou ela terá que ser um santo forte, incrivelmente competente e corajoso, porque a situação atual já está bem feia e eu nem sei se ainda há algum caminho de volta... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#006600;"&gt;E então, qual santo vocês me sugerem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-2668937647032317228?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/2668937647032317228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=2668937647032317228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2668937647032317228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2668937647032317228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/03/rogai-por-nos.html' title='ROGAI POR NÓS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1855322194681002394</id><published>2010-03-11T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T10:52:29.940-08:00</updated><title type='text'>A VIDA ACONTECE NO SALÃO DE BELEZA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Ontem eu, teimosa que sou, decidi mais uma vez dialogar com os cachos do meu cabelo, na esperança de convencê-los a darem tréguas ou a, quem sabe, se suavizarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque nestes tempos velozes de muita pressa, muitos compromissos e de uma incondicional paixão popular pelos cabelos lisos, não é muito simples ter que lidar com meus cachos pouco dóceis e nada compreensivos, cachos que já se levantam da cama armados até os dentes para a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cabe aqui uma pequena explanação: não são exatamente cachos, porque se fossem eu até que seria feliz... eu me pareceria com um querubim barroco ou assumiria um visual mais “descolado” e seguiria em frente, sem pestanejar. Mas não, não são cachos, são ondas. Em vez de cachos tenho ondas! Lugar de onda é no mar, certo? Então, o que elas estão fazendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, experiente que sou, decidi usar alguns argumentos mais efetivos para tal negociação, visto que minhas armas pessoais, a escova e o secador de cabelos caseiros, são singelas demais para o profissionalismo destas ondas rebeldes. E assim fui à cabeleireira, uma profissional que ocasionalmente doma minhas madeixas com alguns produtos químicos bastante fedorentos que se intitulam pomposamente de “escova progressiva”. E assim lá vou eu, ficar sentada quietinha enquanto aquela gosma branca e mal cheirosa é pacientemente espalhada, escovada e alisada nos fios do meu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de folhear algumas revistas mais ou menos antigas não sobra muito para fazer a não ser prestar atenção às conversas das outras clientes, que fazem as unhas ou apenas interagem umas com as outras em animados bate-papos enquanto eu fico ali, com meus olhos lacrimejantes e meu nariz ardendo terrivelmente com os vapores que saem do cabelo superaquecido pela chapinha, me perguntando (e respondendo a mim mesma) de quando em vez: “Quem será que teve esta idéia brilhante de adicionar formol a uma formula capilar para alisar cabelos? Não sei, e o duro é que funciona!”. E, mesmo sem querer, vou ouvindo incríveis confissões sobre problemas domésticos, dúvidas religiosas e relacionamentos ardentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa segue animada com a participação de todas e as idéias e palpites pululam aqui e ali. Receitas culinárias são trocadas, simpatias são ensinadas, opiniões sobre personagens de novelas mais ou menos maus são expressas e defendidas apaixonadamente e os assuntos se multiplicam, numa cumplicidade instantâneas, estranhamente capaz de colocar mulheres muito á vontade entre as quatro paredes de um salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vantagens e desvantagens do batismo precoce das crianças vêm à tona e as opiniões divergem. Tenho que admitir que nem todas as colocações que ouvi foram inteligentes, lógicas, coerente ou sensatas. De uma moça presente, que defendia a idéia de só se batizar os filhos mais velhos, quando eles pudessem dizer que gostariam de ser batizados, ouvi a pérola: -“A Igreja Católica diz que a gente tem que batizar os filhos porque todos nós nascemos com o pecado da castidade!” Puxa vida, e eu que sempre pensei que a tal castidade fosse uma virtude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outra ouvi que marido a gente só consegue manter fiel e ao lado da gente quando não faltam em casa “cama e comida boas”, num claro apelo aos instintos mais primários do ser humano (amigas: esta foi inteligente, não foi?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma senhora muito idosa, porém bastante vaidosa e simpática, ouvi um breve discurso sobre a falta de respeito das crianças de hoje pelos mais velhos e fiquei encantada quando ela, muito lúcida, atribuiu a culpa pelo problema às famílias desengonçadas e mal alinhavadas da nossa atual sociedade e não aos professores, os eternos culpados de tudo de ruim que acontece hoje em dia quando se trata de crianças ou adolescentes desajustados, violentos ou mal educados. Gente, é sério: quase me levantei da cadeira, com os cabelos ainda mezzo mussarela, mezzo calabresa, para aplaudir a velhinha, pois tenho a convicção de que se não houvesse a atuação dos professores em sala de aulas, domando más tendências e reparando alguns estragos emocionais vindos do lar, a coisa seria bem pior do que já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, meu cabelo ficou pronto (ou quase: o cheiro ruinzinho ainda persiste, pois só poderei lavá-lo daqui a dois dias, sob pena de perder os “efeitos lisos” do produto se lavar antes) e, pagando pelo serviço, me dirigi à porta carregando a sensação de ter sido testemunha de um momento intenso de intimidade entre estranhos, um momento Felliniano mesmo, onde o improvável (confissões íntimas entre estranhas) pode acontecer com toda naturalidade do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última colocação: desculpem, homens, mas vocês nunca conseguirão participar de algo assim, pois é privilégio da alma feminina, a grande responsável pela manutenção da vida no planeta e da paz possível entre os homens, esta capacidade de ser e compartilhar amistosamente aquilo que se pensa, sente e pratica com outros seres humanos, sem grandes reservas ou desconfianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não desistam ainda: se houver (e deve haver) reencarnação sobre o planeta, ainda há chance de vocês voltarem como mulheres e assim transcenderem estes limites meio estreitos que os acompanham e limitam, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenham todos um ótimo fim de dia!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1855322194681002394?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1855322194681002394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1855322194681002394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1855322194681002394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1855322194681002394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2010/03/vida-acontece-no-salao-de-beleza.html' title='A VIDA ACONTECE NO SALÃO DE BELEZA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8237094990700642767</id><published>2009-12-09T07:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T07:43:07.045-08:00</updated><title type='text'>PROFECIA HOPI.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A extraordinária profecia Hopi que se segue foi primeiramente publicada num manuscrito mimeografado que circulou entre diversas igrejas Metodistas e Presbiterianas norte-americanas em 1959. Algumas das profecias foram publicadas em 1963 por Frank Waters em The Book of the Hopi. O relato começava descrevendo como, quando dirigia através de uma rodovia no deserto em um dia quente do verão de 1958, um sacerdote chamado David Young parou para oferecer uma carona a um ancião índio, que aceitou com um aceno. Após viajar em silêncio por vários minutos, o índio disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou Pena Branca, um Hopi do antigo Clã Urso. Em minha longa existência eu pude viajar através deste mundo, buscando por meus irmãos, e aprendendo deles muitas coisas plenas de sabedoria. Eu segui pelas trilhas sagradas de meu povo, que vive nas matas e nos muitos lagos do leste, na terra do gelo e das longas noites no norte, e nos lugares dos sagrados altares de pedra construídos muitos anos atrás pelos ancestrais de meus irmãos no sul. De todos estes eu escutei as histórias do passado, e as profecias do futuro. Hoje, muitas das profecias viraram história, e poucas restam por acontecer - o passado se torna longo, e o futuro se torna curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E agora Pena Branca está morrendo. Todos os seus filhos congraçaram com seus ancestrais, e logo ele também deve estar junto a estes. Mas não sobrou ninguém, ninguém para declamar e passar adiante a antiga sabedoria. Meu povo se cansou dos velhos costumes - as grandes cerimônias que contavam de suas origens, de seu despertar para o Quarto Mundo, tudo foi abandonado, esquecido, mesmo havendo chegado a ser recontado. O tempo se tornou curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu povo aguarda por Pahana, o Irmão Branco desaparecido, [lá das estrelas] assim como todos nossos irmãos neste mundo. Ele não será como o homem branco que conhecemos agora, que são cruéis e ambiciosos. Nós falamos de sua vinda há muito tempo. Mas ainda aguardamos por Pahana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele trará consigo os símbolos, e a peça faltante dessa mensagem sagrada que agora é guardada pelos anciãos, e que nos foi dado quando ele partiu, o qual o poderá identificar como nosso Verdadeiro Irmão Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Quarto Mundo deve terminar em breve, e o Quinto Mundo terá início. Isto todos os anciãos em toda a parte sabem. Os Sinais ao longo de muitos anos estiveram sendo observados, e muito pouco resta por acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Primeiro Sinal: Nós estivemos falando da chegada dos homens de pele branca, como Pahana, mas que não viviam como Pahana e que iam tomar a terra que não lhes pertencia. E homens que derrubavam seus inimigos com trovões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Segundo Sinal: Nossas terras veriam a chegada de rodas rolantes carregadas de sons. Em minha juventude, meu pai viu essa profecia tornar-se realidade com seus próprios olhos - os homens brancos trazendo suas famílias em carros que cruzavam as pradarias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo mas com grandes chifres compridos, iriam atravessar o território em grande quantidade. Isto Pena Branca viu com seus olhos - a chegada do gado do homem branco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Quarto Sinal: O território seria cruzado por serpentes de ferro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Quinto Sinal: O território deveria ser entrecruzado por uma gigantesca teia de aranha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Sexto Sinal: O território deveria ser entrecruzado com rios de pedra que formariam figuras sob o calor do sol."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Sétimo Sinal: Você sentiria o mar se tornando negro, e muitas das coisas existentes morrendo por causa disso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este é o Oitavo Sinal: Você veria muitos jovens, que usariam cabelos longos como a gente de meu povo, vindo e congraçando com as nações das tribos, para aprender seus costumes e sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E este é o Nono e Último Sinal: Você ouvirá de uma morada nos céus, sobre a Terra, que deve cair com um grande estrondo. Vai parecer como se fosse uma estrela azul. Logo depois disso, as cerimônias de meu povo cessarão. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estes são os sinais de que uma grande destruição está chegando. O mundo deve balançar pra frente e pra trás. O homem branco irá combater contra outro povo em outras terras - com aqueles que possuíram a luz primeira da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumaça e fogo como as que Pena Branca viu o homem branco fazer nos desertos não muito longe daqui. Assim que estas acontecerem causarão doença e uma grande mortandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitos do meu povo, compreendendo as profecias, devem se salvar. Aqueles que estejam presentes ou vivam nos lugares do meu povo também devem ser salvos. Daí deve haver muito por reconstruir. E cedo - logo em seguida - Pahana regressará. Ele deve trazer consigo a aurora do Quinto Mundo. Ele deve plantar as sementes de sua sabedoria em seus corações. Mesmo agora as sementes estão sendo plantadas. Elas devem abrir caminho para o despertar no Quinto Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas Pena Branca não verá isto. Estou velho e morrendo. Você - talvez o veja. A seu tempo, a seu tempo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Índio caiu em silêncio. Eles chegaram a seu destino, e o Reverendo David Young parou para deixá-lo sair de seu carro. Eles nunca se encontraram novamente. O Reverendo Young faleceu em 1976, de modo que não viveu para ver o prolongamento de sua importante profecia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o texto completo e conheça a Rocha da Profecia em Crystalink. Saiba mais sobre os Kachinas, espíritos tutelares das nações zuni e hopi, em um artigo de Ardeth Baxter. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8237094990700642767?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8237094990700642767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8237094990700642767' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8237094990700642767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8237094990700642767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/profecia-hopi.html' title='PROFECIA HOPI.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1931263686145638595</id><published>2009-12-04T13:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T06:27:07.844-08:00</updated><title type='text'>OS LIVROS DOS QUAIS SOU FEITA.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Não, apesar do título eu não sou uma bonequinha de papel reciclado nem um manequim ou escultura de papier-machè. Sou de carne e osso, não tenho dúvidas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Mas a minha alma, meu ego, meu self, meu psiquismo, minha mônada (ou seja lá como queiram chamar a contraparte do meu eu físico, aquilo que em mim realmente importa), esta sim, foi construída ao longo da minha vida com os blocos dos ensinamentos dos meus pais e da educação formal, com a ferragem das experiências pessoais e a argamassa da idéias que conheci ao ler livros, muitos livros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Um dos que mais me tocou, na época em que o li pela primeira vez, foi “O PROFETA” de Gibran Khalil Gibran. Lá eu encontrei, expressas em palavras claras e muito bem alinhavadas, idéias profundas e belas, poeticamente apresentadas aos olhos dos leitores, quase que respostas aos meus questionamentos pessoais na época. Ler este livro me levou a muitos vôos reflexivos, me proporcionou muitas horas de meditação a respeito dos temas apresentados e inúmeros momentos de conversas agradáveis com amigos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;E assim, por ter visto neste livro beleza, utilidade e verdade, desejo partilhar com vocês dois pequenos capítulos, onde são abordados dois temas da nossa vida cotidiana, o conhecimento de si próprio e o ensino. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Mas não se atenham a estes trechinhos, sugiro que vocês leiam o livro todo algum dia, pois tenho certeza de que vocês irão apreciar muitíssimo cada um dos seus capítulos. Vamos lá: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;*****&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;“E um homem disse: -"Fala-nos do conhecimento de si próprio." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;E ele respondeu, dizendo: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;-"Vosso coração conhece em silêncio os segredos dos dias e das noites; mas vossos ouvidos anseiam por ouvir o que vosso coração sabe, desejais conhecer em palavras aquilo que sempre conhecestes em pensamento. Quereis tocar com os dedos o corpo nu de vossos sonhos. E é bom que o desejeis. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;A nascente secreta de vossa alma precisa brotar e correr, murmurando para o mar, e o tesouro de vossas profundezas ilimitadas precisa revelar-se a vossos olhos. Mas não useis balanças para pesar vossos tesouros desconhecidos e não procureis explorar as profundidades de vosso conhecimento com uma vara ou uma sonda, porque o Eu é um mar sem limites e sem medidas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Não digais: 'encontrei a verdade.' Dizei de preferência 'Encontrei uma verdade.'&lt;br /&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Não digais: 'Encontrei o caminho da alma.' Dizei de preferência: 'Encontrei a alma andando em meu caminho.' Porque a alma anda por todos os caminhos. A alma não marcha em linha reta nem cresce como um junco. A alma desabrocha, qual um lótus de inúmeras pétalas". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Então, um professor disse: "Fala-nos do ensino." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;E ele respondeu, dizendo: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;-"Homem algum poderá revelar-vos senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento. &lt;strong&gt;O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas vos conduzirá antes ao limiar de vossa própria mente. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar a sua compreensão. O músico poderá cantar para vós o ritmo que existe em todo o universo, mas não vos poderá dar o ouvido que capta a melodia, nem a voz que a repete. E o versado na ciência dos números poderá falar-vos do mundo dos pesos e das medidas, mas não vos poderá levar até lá. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque a visão de um homem não empresta suas asas a outro homem&lt;/strong&gt;. E assim como cada um de vós se mantém isolado na consciência de Deus, assim cada um deve ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da terra." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;*****&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;E assim, termino a coluna de hoje com um pensamento do meu também amado Nietzsche (é gente, Fernando Pessoa divide seu trono de predileto no meu coração com alguns outros autores que também admiro bastante!), um filósofo que através das suas idéias também faz, e em alto grau, parte daquilo que eu sou hoje.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;Este pensamento me é caro, porque muitas vezes fui considerada “insana” pelos surdos de plantão, por aqueles que só ouvem aquilo que as grandes massas proclamam repetidamente, fechando seus ouvidos ao novo, ao ousado, ao original e necessário (tudo aquilo que me move).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não conseguiam escutar a música". (Friedrich Nietzsche) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1931263686145638595?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1931263686145638595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1931263686145638595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1931263686145638595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1931263686145638595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/os-livros-dos-quais-sou-feita.html' title='OS LIVROS DOS QUAIS SOU FEITA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-6335358972261881706</id><published>2009-12-04T13:28:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T12:14:30.131-08:00</updated><title type='text'>PEQUENOS FATOS INFERNAIS.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Se não me engano, foi Jean Paul Sartre quem disse : -“O inferno são os outros”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Uau, que frase esta! De difícil interpretação e sentido amplo, ela com certeza gera uma margem que permite a alguns considerarem-na enfática e negativa, e  outros, correta e oportuna. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Vejamos: quando os outros são fonte de compreensão, amizade, ética, fraternidade, acolhimento e amor, na verdade são parte do Paraíso. Meu paraíso particular é assim: tem dias claros, muitas bibliotecas, espaços limpos e amplos cheios de amigos inteligentes, bondosos e compreensivos, com os quais eu posso conversar por horas e horas, exercitando minhas habilidades de reflexão e convívio fraternal. Tem também um silêncio onipresente, quase sagrado, que é ocasionalmente entrecortado por melodias suaves e harmônicas, do tipo que faz bem à alma. Na verdade, eu encontro esse paraíso na Terra em raríssimas ocasiões. Em ocasiões especialíssimas, diga-se de passagem. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Muito mais comum e corriqueiro do que isto, porém, é eu me ver envolvida em situações que me remetem ao arquetípico inferno, lugarzinho onde habitam as mentes mais incautas e que já foi, exaustiva e diversamente, descrito por inúmeras religiões e obras literárias como a “Divina Comédia”, de Dante. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Relaciono a seguir, para sua apreciação e diversão, alguns instantâneos deste meu inferno particular, o qual salta à vista sempre que me pego praticando aquele tipo de olhar que realmente vê e percebe o que ocorre ao meu redor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Quer coisa mais infernal, mais insuportável do que você estar preso no trânsito lento, num dia destes de calor insuportável e ter, ao seu lado, um carro dirigido por aqueles camaradas fortões, bombadões, de camisetinha regata colada ao corpo, um daqueles tristes Stalones tupiniquins, que toca num volume pantagruélico aquelas músicas paupérrimas e barulhentas, compostas para quem tem Q.I. de ostra? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Ou estar numa fila qualquer (são tantas as que a gente enfrenta que fica bem fácil imaginar uma) e o sujeito de trás, sem noção alguma de limites, começar a falar alto ao celular sobre coisas íntimas da vida dele, que você não deve nem quer escutar? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Ou ainda, se sentar para ver um filme no cinema e ter atrás de si um bando de gente que fica matraqueando sem parar, como se estivessem na casa deles, tornando o prazer de ver o filme uma tortura de autodisciplina (afinal, a gente bem que quer, mas não pode, encher as orelhas das criaturas barulhentas de palavrinhas desagradáveis, ou, se formos mais “fortinhos”, de uns bons cascudos!).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É... e isso tudo acontecendo enquanto aquele camarada enorme chega abraçado com a namorada, atrasado para a sessão, e fica na sua frente, tampando as legendas, enquanto espera os olhos se acostumarem à escuridão para poder encontrar um lugar para se sentar. E isso, para logo depois, assim que ele se sentar, tornar a se levantar pra comprar pipoca, refrigerante e depois ficar novamente na sua frente, repetindo o ritual anterior. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Tem também aquele momento em que você está na estrada, dirigindo contente com o vento no rosto, feliz e absorto, e o camarada do carro à frente de repente lança pelo vidro do carro uma latinha de refrigerante vazia que vem voando para cima do seu carro, obrigando-o a praticar manobras dignas de um ás do volante para não ser atingido. -“PORCO!”, é o que a gente grita por dentro (e às vezes para fora também!), mas não dá para fazer mais que isso... Ah, se desse, ah se desse! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tem mais algumas coisinhas que também me deixam mal, que talvez outras pessoas nem enxerguem. Por exemplo, toda vez que vou ao Carrefour e passo pela seção de rações (eu e meus eternos gatos!), fico desolada ao ver a seção de plantas morrendo, literalmente batendo as botas, por falta de água. Óh raios! Se os administradores da loja compram as plantas é porque pretendem vender; se pretendem vender, deveriam cuidar do seu patrimônio, senão pelo respeito que deveriam nutrir pela vida das plantas, ao menos para evitar o prejuízo certo de perder as plantas. Custa muito manter as plantas molhadas? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Outra coisa que me leva às profundezas abissais é ouvir de uma mãe de aluno, à qual pedi para conversar com o filho de uns oito ou nove anos sobre o péssimo comportamento dele na sala de aulas a frase- “Ai, professora... eu não sei mais o que fazer com o fulaninho, ele não me obedece, já tentei de tudo mas ele faz o que quer...” . Socorro, gente. Pode isso? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Se não dá para se dedicar a educar os filhos porque dá muito trabalho, porque então ter filhos para depois entregar sua responsabilidade pessoal nas mãos de um profissional que é apenas isso, p-r-o-f-i-s-s-i-o-n-a-l da Educação, e que não tem como função fazer papel de pai e mãe? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Para terminar de ilustrar parcialmente as cenas do meu inferno particular, trago ao palco os guardadores de carros, aquele camaradas mais ou menos sinistros, que ficam de plantão em todo canto da cidade, onde quer que haja uma vaga disponível, para extorqui-lo como se fosse a coisa mais natural do mundo. –“E aí, dona, posso dar uma olhadinha?”. Pode. Pode sim, não custa nada olhar, mas me explique agora porque é que eu tenho que pagar para um estranho por estacionar dentro da cidade, que come meus preciosos reais em diversas parcelas de IPTU? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Parem o mundo que eu quero descer... alguém sabe me informar quando é que sai a próxima astronave rumo “ao infinito e além”? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-6335358972261881706?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/6335358972261881706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=6335358972261881706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6335358972261881706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6335358972261881706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/pequenos-fatos-infernais.html' title='PEQUENOS FATOS INFERNAIS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-143001863292485429</id><published>2009-12-04T13:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T13:28:53.083-08:00</updated><title type='text'>CORAÇÃO DELATOR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Recebi, dias atrás, um convite da amiga Conceição Molinaro para assistir a uma peça teatral montada pelos seus alunos terceiranistas do curso de Artes Cênicas da escola Fego Camargo. Adoro Teatro, lógico que não poderia deixar de ir... nem sequer perguntei pelo nome da peça e já aceitei! Cheguei em cima da hora, coisa que não é do eu feitio e que me desagrada fazer, mas que naquele dia não deu para evitar. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Talvez como um tipo de castigo pela minha indisciplina temporal, cheguei e me sentei na última cadeira disponível, no cantinho da terceira fileira. Tudo bem, já que palco não havia, e sim uma pequena arena no centro do auditório onde o cenário simples se apresentava. Com certeza, teria boa visão dalí. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O som de um coração batendo se propagava pela sala e a iluminação, fosca e insuficiente, mal deixava entrever as peças do cenário: uma cama, uma janela, algumas cadeiras... cadeiras onde alguns personagens já aguardavam pelo início da peça, concentrados em seus papéis misteriosos.&lt;br /&gt;De repente, sons reverberam no meio da penumbra... vozes confusas, risos de escárnio, movimentação errática dos personagens por toda a cena. Tinha início a peça, uma crua descrição de um crime praticado por um homem atormentado, perturbado, demente. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nos primeiros minutos da peça já me vêm à memória alguns contos de Edgar Allan Poe... “O barril de amontilado”, “O corvo”, “Os dentes de Berenice”, “A queda da casa de Usher”... quase podia ler a assinatura de Poe nas sombrias imagens que pelo palco falavam, gritavam, se retorciam. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pessoas mais próximas à cena, muito provavelmente desacostumadas a interagir com atores teatrais assim tão de perto, se encolhiam meio assustadas quando o texto ficava mais intenso e a ação mais enérgica. E devo admitir que o clima era mesmo meio atemorizador... a insanidade do personagem, maquiada exageradamente pela penumbra onipresente na montagem, realmente intimidava. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E assim, os minutos passaram muito rápidos e a peça chegou ao clímax, momento em que o assassino é delatado por si mesmo, pelo seu próprio desequilíbrio. Ao final da peça não foram cerraram cortinas porque não as havia, mas alguns auxiliares conduziram os presentes para a saída rapidamente. Eu fiquei dentro do salão, aguardando para pode parabenizar minha amiga pelo excelente trabalho realizado pelos seus alunos. Agradavelmente surpresa (minhas antenas estão polidas!), descobri conversando com os atores após o término da peça, que realmente o texto ali interpretado era uma adaptação de um conto de Edgar Allan Poe. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fiquei mesmo impressionada com a capacidade que estes alunos tiveram de criar a atmosfera de uma forma tão convincente que foi capaz de trazer à minha memória o nome de Poe tão prontamente. Ainda mais porque descobri, pela própria professora Conceição, que eles foram totalmente responsáveis pela montagem, do texto à iluminação, passando pelo figurino, concepção dos personagens e tudo o mais. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero deixar ao fim desta coluna, senão mais e mais reflexões sobre os temas velhice, loucura e memórias (o espaço seria insuficiente!), os meus sinceros parabéns à equipe de alunos que tão brilhantemente soube criar um espetáculo assim original e minha felicitações à Conceição e à toda equipe da área de Artes Cênicas da escola Fego Camargo, por terem conseguido motivar estes jovens artistas a chegarem ao ponto que chegaram. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E a você, leitor amigo, deixo a sugestão de ir vê-los. Sei que eles irão apresentar a peça mais algumas noites, embora não saiba ao certo quando. Portanto, liguem para lá e se informem, vão lá prestigiar esses jovens talentos porque com toda certeza vocês irão gostar! &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-143001863292485429?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/143001863292485429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=143001863292485429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/143001863292485429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/143001863292485429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/coracao-delator.html' title='CORAÇÃO DELATOR'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1658439284578317117</id><published>2009-12-04T13:23:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T13:25:46.470-08:00</updated><title type='text'>O SOM DA NOITE.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia resolvi sair à noite com uma amiga para beber uma cerveja, jogar conversa fora, falar dos sonhos e esperanças, das dúvidas e temores, das coisas divertidas e das que assustam. Nada demais, o de sempre: sair para tirar o pó da alma, quebrar a rotina, sentir-se viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos a um barzinho charmoso, que sempre tem um som ao vivo muito bom e que, por quase nunca ser excessivamente alto (o que é a maldição destes lugares), acabou por me cativar. Falo do “Blues Brazil”, que fica ali pertinho da praça da Eletro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente deste barzinho não difere muito do ambiente de qualquer outro: meia luz, mesas dispostas de forma a propiciar alguma privacidade aos casais que ali estão e jovens prestativos atendendo atenciosamente aos clientes. Porém, há um algo que faz, para mim, toda diferença: a música. Eles sempre têm música ao vivo de qualidade por lá e, nesta noite em particular, havia um pianista. Um pianista dos bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era moreno e tinha bigodes fartos e intimidadores, porém sua face serena não parecia nada ameaçadora, deixando apenas aos bigodes a tarefa de impor respeito. Das suas mãos saiam maravilhas, era um algo quase mágico ver como seus dedos percorriam o teclado com facilidade e sensibilidade. Estimo em uns 50 anos sua idade, muito mais baseada no repertório amplo e bem construído, coisa de quem é maduro e experiente, do que em sua aparência, que se revelava atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que alguns dos presentes não estavam verdadeiramente “presentes”... muitos ali, envolvidos em seus mundos pessoais, mal escutavam as músicas que ele tocava tão bem. Eu já toquei na noite por muitos anos e sei bem como é isso: para cada dez presentes, há apenas um ou dois que percebem e curtem as músicas que interpretamos, mas esse poucos são suficientes para que nos sintamos percebidos, gratificados.&lt;br /&gt;Ele não parecia se importar muito com isso (os anos de prática nos ajudam a relevar), pois seguia tocando música após música com seu estilo pessoal, cheio de nuances jazzísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim foi uma festa ouvi-lo: conheço todo o repertório dele e, por sorte, as músicas estavam no meu tom e eu cantarolava baixinho, de onde estava, praticamente todas elas. Bossas, músicas internacionais, grandes obras da MPB, tudo enfileiradinho para o meu prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando eu corria os olhos em volta e me espantava com a falta de atenção das pessoas... será que elas não pressentiam a qualidade da música? Será que não tinham também vontade de cantar baixinho, exercitando o lado mais sensível da alma? Ah, não importa, cada um desperta para o belo em seu devido tempo e sei não há pressa, pois este despertar é inevitável em algum momento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali bebericando ao lado da minha amiga, entremeando conversa com cantoria por umas duas horas ou mais. E ao sair não resisti, fui até lá para cumprimentá-lo pelo bom gosto (igual ao meu, o que me leva a crer que é verdade que “narciso acha feio o que não é espelho”) e registrar que seu trabalho fez a minha noite mais bela, muito mais agradável e, com certeza, me fará voltar lá mais vezes ao lado de amigos para simplesmente curtir aquele som limpo, bem construído, carregado de expressão, que ele cria com tanta facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a sugestão: reúna alguns amigos e vá até lá uma noite destas para ouvi-lo tocar (mas não se esqueça de contar para mim depois como foi sua experiência, ok?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1658439284578317117?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1658439284578317117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1658439284578317117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1658439284578317117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1658439284578317117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/o-som-da-noite.html' title='O SOM DA NOITE.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-2842701025938512705</id><published>2009-12-04T13:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T13:48:13.466-08:00</updated><title type='text'>AS PROFECIAS MAIAS.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olá, amigos leitores. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Devo admitir que sempre tive ao menos um pezinho do meu intelecto fincado nos reinos do estranho, do diferente, do chamado “oculto”, fato que constantemente me leva a me interessar por coisas não muito convencionais. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Acontece que estas coisas, depois de algum tempo, acabam por se tornar populares, quer por modismos (como o caso da Índia, país de cuja cultura eu já assimilei vários hábitos há anos e que agora se tornou “a bola da vez” por conta da novela global), ou por mero reconhecimento público mesmo, caso da acupuntura, dos florais, da homeopatia, da iridologia, dos efeitos terapêuticos da meditação e outras coisinhas assim. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Desde muito cedo eu me interesso por assuntos transcendentes, diferentes, estranhos. Por conta disto, minha biblioteca é um tanto bizarra, contando com títulos variados que abordam muitos temas interessantes. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Nestes últimos anos, um assunto que tem tomado conta do meu imaginário (e de boa parte do meu tempo livre) é a questão da transição planetária, evento anunciado aos quatro ventos por muitas tradições filosóficas e/ou religiosas. De Nostradamus aos índios Hopi, passando pelo webbot, pelo Apocalipse Segundo São João, pelas previsões de atividades solares anormais pelos astrônomos e chegando aos Maias, temos um mosaico interessantíssimo de previsões variadas que apontam todos na mesmíssima direção: o ano de 2012, quando tudo deve convergir para um ponto de transição após o qual a Terra e sua civilização, tal como a conhecemos, jamais será a mesma. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Dentre todas estas fontes de informações, todas absolutamente disponíveis, de forma acessível e democrática, na internet (basta acessar &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;www.google.com.br&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt; e digitar profecias), pretendo abordar as Profecias Maias, para repartir com vocês um pouco do que andei estudando.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;É um tema polêmico, que pode suscitar desde más interpretações ou receios até gargalhadas jocosas de descrença... por isso sugiro que vocês leiam com isenção de ânimo: se não puder se levar a sério, com certeza poderá servir como uma ficção e tanto, que irá entreter seus dias. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Algumas das previsões feitas pelos Maias parecem estar começando a se precipitar do imaginário na realidade. Os Maias previram o “fim” desta humanidade centrada no aspecto material da vida em 21/12/2012 e deixaram sete profecias que ocorreriam antes deste dia. A quinta profecia disse: quebra da economia mundial. Você liga o noticiário e ouve: “Pânico nos mercados!”, " Dólar tendo maior alta em um dia”, “quebra de bancos”, “recessão na economia Americana”, e muito mais. Acontece que estes acontecimentos foram previstos pelos Maias há centenas de anos atrás. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Os maias foram um povo com amplo conhecimento de astronomia e matemática, que adoravam o céu. Eles previram o colapso de sua civilização (e acertaram) e previram o colapso da nossa também. Inclusive dizendo a data: 21/12/2012. Antes desta data, eles profetizaram sete profecias que aconteceriam com o mundo, que são elas: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;1ª Profecia: O final do medo &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2ª Profecia: Anuncia que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse do sol de 11/08/1999. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;3ª Profecia: diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta, produzindo mudanças climáticas, geológicas e sociais, em uma magnitude sem precedentes e a uma velocidade assombrosa. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;4ª Profecia: Diz que o aumento da temperatura do planeta, causado pela conduta antiecológica do ser humano e por uma maior atividade do sol provocará um derretimento de gelo nos pólos (terremotos, tsunamis, enchentes, furacões e outros eventos climáticos são todos derivados desta condição do aquecimento e estão acontecendo aos borbotões). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;5ª Profecia: Os sistemas falharão para que o ser humano enfrente-se a si mesmo, para que ele veja a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que nos levará a entender a criação. O sistema econômico, que regulamenta, quantifica e põe um preço nas relações do planeta está errado. A economia do ser humano contemporâneo está orientada por princípios de agressão e é incompatível com um universo em harmonia. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Vamos dar uma pausa, porque você ficou coçando a cabeça! Até aqui tudo aconteceu. É o que se ouve falar: aquecimento Global, derretimento das geleiras e agora a quinta-profecia está se cumprindo, a que diz respeito à economia mundial! Mas não se esqueça que estas profecias foram escritas a centenas de anos atrás! Terminando esta coluna de hoje, vamos abordar as outras duas profecias que faltam ser cumpridas: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6ª Profecia: Diz que nos próximos anos aparecerá um cometa (nota: Marduk, Nibiru/ Planet X) cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano. (alguns cometas grandiosos andaram passeando por perto do nosso planeta nos últimos anos, tendo sido avistados pelos astrônomos apenas quando já estavam absolutamente perto da atmosfera... por sorte, passaram ao largo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7ª Profecia: Fala do momento em que o sistema solar em seu giro cíclico sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos diz que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, o centro da galáxia sincroniza todos os seres-vivos e permite a eles concordar, voluntariamente, com uma transformação interna que produz novas realidades. E que todos os seres humanos tem a oportunidade de mudar e romper suas limitações, percebendo um novo sentido para a vida que não o material. Os seres humanos que voluntariamente encontrem seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua freqüência de vibração interior do medo para o amor, poderão captar e expressar-se através do pensamento, e com ele florescerá um novo sentido. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;E assim deixo aqui esta introdução, este painel, para voltar na semana que vem abordando mais profundamente a primeira profecia e, depois, uma outra por semana. Comentários e mais informações ou bate-papos sobre o assunto são muito bem-vindos: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="mailto:meublogdepapel@gmail.com"&gt;meublogdepapel@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&amp;amp;t=3458"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&amp;amp;t=3458&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-2842701025938512705?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/2842701025938512705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=2842701025938512705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2842701025938512705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2842701025938512705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/as-profecias-maias.html' title='AS PROFECIAS MAIAS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-4475175424463039140</id><published>2009-12-04T12:59:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T13:01:13.202-08:00</updated><title type='text'>A PRIMEIRA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Hoje começo a abordar as profecias Maias resumindo a primeira profecia: ela prevê que as atividades solares muito intensas (que já estão ocorrendo) causarão sérios problemas planetários (sugiro que vocês olhem para o clima, para os terremotos, para o degelo das calotas e etc.) e da possibilidade dada aos homens para que eles descubram seu potencial divino, sua capacidade de ser harmônico e respeitoso em relação à vida como um todo. Vamos ao texto...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;“A civilização Maia possuía grandes conhecimentos astronômicos e matemáticos. Através deles eles previram, com muita exatidão, eventos astronômicos que acontecem hoje, nos nossos dias, tais como eclipses, alinhamentos planetários e anormalidades na atividade solar. Podemos considerar os Maias como “os donos do tempo”, pela sua habilidade de perceber os ritmos temporais que, ao longo dos milênios, repetem padrões astronômicos regulares que afetam toda a galáxia. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Para os Maias há um processo universal cíclico que nunca muda, uma espécie de “respiração da galáxia”. O que mudaria, segundo eles, é a consciência do homem, que passa através destes ciclos num processo de mutação que leva sempre em direção à perfeição. Com base em suas observações, os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização (4° Ahau, 8° Cumku, isso é 3.113 a.C.) 5.125 anos no futuro, ou seja, sábado, 21 de dezembro de 2012, o Sol, ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante. Nesta época, a humanidade deve estar preparada para atravessar a porta que os Maias nos deixaram, quando a civilização atual, baseada no medo (que provoca a busca do controle, a avidez pelo dinheiro e todas as injustiças sociais e violência atuais), passará para uma vibração muito mais alta de harmonia. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Os Maias asseguravam que a sua civilização era a 5ª civilização iluminada pelo Sol, que eles chamavam de Kinich-Ahau, o 5° grande ciclo solar. Que antes havia existido outras quatro civilizações, todas destruídas por grandes desastres naturais. Achavam que cada civilização é apenas um degrau para ascensão da consciência coletiva da humanidade. Para eles, no ultimo grande desastre planetário, a civilização teria sido destruída por uma grande inundação, que deixou apenas alguns sobreviventes dos quais eles eram seus descendentes. Ao deixar suas anotações para a posteridade, eles pensavam que conhecer os finais desses ciclos auxiliaria muitos humanos a se prepararem para o que viria e que, graças a isso, eles poderiam ajudar a conservar sobre o planeta a espécie pensante, o ser humano. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A 1ª profecia Maia nos fala do “tempo do não-tempo“, um período de 20 anos chamado “Katun”, e os últimos vinte anos desse grande ciclo de 5.125 anos iria de 1992 até 2012. Profetizaram que neste tempo manchas do vento solar, cada vez mais intensas, aconteceriam, e que desde 1992 a humanidade entraria num último período de grandes aprendizagens, de grandes mudanças e que nossa própria conduta de depredação e contaminação do planeta contribuiria para essas mudanças acontecerem. Essa profecia diz que essas mudanças irão acontecer para que possamos entender como funciona o universo e para que avancemos para níveis superiores, deixando para trás o materialismo e nos livrando do sofrimento. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O livro sagrado Maia CHILAM BALAM diz que no final do último Katun (2012) haverá um tempo em que os homens estarão sumidos na escuridão, e que depois virão trazendo sinal futuro Os Homens do Sol e que a terra despertará pelo norte e pelo poente, e Itza despertará.&lt;br /&gt;A primeira profecia anunciou que sete anos depois do inicio do 1° katun, ou seja, em 1999, começaria uma época de escuridão (planetariamente e nos sentidos social, pessoal, comportamental), na qual todos nós nos defrontaríamos com nossa própria conduta, e disseram também que as palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós, como orientação para o despertar. Eles falam dessa época como o tempo em que a humanidade entrará no “grande salão dos espelhos”, (figura para ilustrar os questionamentos que todos farão a si próprios, defrontando-se com seus medos, dúvidas, defeitos e qualidades), uma época de mudanças para que o homem enfrente a si mesmo “no grande salão dos espelhos”, e possa analisar seu comportamento com ele mesmo, com os demais, com a natureza e com o planeta onde vive.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira profecia fala, enfim, sobre o final do medo. Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no Sábado, 21 de dezembro do ano 2012. Neste dia, a humanidade deverá escolher entre desaparecer da superfície da Terra como espécie pensante (a única espécie que ameaça destruir o planeta) ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo, compreendendo que tudo, absolutamente tudo, está vivo e consciente e que somos parte desse todo. E mais, que podemos existir em uma era de luz... depende apenas de nós mesmos.” &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-4475175424463039140?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/4475175424463039140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=4475175424463039140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4475175424463039140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4475175424463039140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/primeira-profecia.html' title='A PRIMEIRA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-637616266957888963</id><published>2009-12-04T12:57:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T12:59:09.257-08:00</updated><title type='text'>A SEGUNDA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Dando continuidade à publicação das Profecias Maias, resumo agora, de forma muito simplificada, o que diz a segunda profecia. Para maiores informações acesse: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YbF2oaqlRrs"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=YbF2oaqlRrs&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A 2ª profecia anuncia que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Naquele dia vimos algo como um anel de fogo, que se recortava contra o céu. Foi um eclipse sem precedentes na história pelo alinhamento, em cruz cósmica, de quase todos os planetas do sistema solar com o centro da terra. Eles se posicionaram nos quatro signos do zodíaco que seriam os signos dos quatro evangelistas, dos quatro guardas do trono que protagonizam o apocalipse segundo São João. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Os Maias sustentavam que a partir desse eclipse ou o homem perderia facilmente o controle de suas emoções ou então alcançaria sua paz interior e tolerância, evitando os conflitos. Desde então temos vivido uma época de mudanças grandiosas, tanto comportamentais quanto tecnológicas e climáticas, uma espécie de ante-sala de uma nova era, quando a noite fica mais escura antes do amanhecer. O fim dos tempos atuais, de acordo com as profecias Maias, seria uma época de conflitos e de grande aprendizagem, de guerras, separação, loucura, cenário que irá gerar, por sua vez, processos de sofrimento, destruição e consequente amadurecimento e evolução planetárias. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A segunda profecia indica que a energia que recebemos do centro da galáxia aumentará e acelerará a vibração em todo o universo, para conduzi-lo a uma maior perfeição. Isso produzirá mudanças físicas no sol e mudanças psicológicas no ser humano, que mudará sua forma de pensar e de sentir. Serão transformadas as formas de relacionamento (basta olhar para nosso entorno), de comunicação (por exemplo, a internet revolucionou a comunicação e os costumes), tanto quanto os sistemas social, econômico, da ordem e da justiça. Serão modificadas também convicções religiosas e alguns dos valores que aceitamos hoje. O ser humano irá defrontar-se com seus medos e angustias para compreendê-los, solucioná-los, e assim poderá sincronizar-se com novo o ritmo do planeta e do universo. A humanidade irá potencializar seu lado negativo, tendo então a oportunidade de ver e sentir, com maior clareza, os maus resultados da violência e do desrespeito de que é capaz em relação a si, ao planeta e aos semelhantes, fazendo disso o primeiro passo para mudar de atitude e conseguir a unidade que permite o surgimento de uma nova consciência coletiva. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Serão incrementados os acontecimentos que nos separam, mas também os que nos unem, agregando em grupos pessoas de vibração semelhante. Muitos vivenciarão as realidades do medo, da agressão, do ódio, das famílias em dissolução, dos enfrentamentos por ideologia, religião, modelos de moralidade e nacionalismo. Simultaneamente, outros tantos buscarão e encontrarão a paz interior, aprenderão a controlar suas emoções, aprenderão a ter mais respeito, serão mais tolerantes e compreensivos, encontrarão o amor e a unidade. Surgirão homens com altíssimos níveis de energia interna, pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a salvação. Mas também surgirão farsantes, que pretenderão obter lucro econômico à custa do desespero alheio. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Os Maias previram que a partir de 1999 começaria a era do “tempo do não-tempo”, uma etapa de mudanças rápidas, necessárias para renovar os processos geológicos, sociais e humanos. Ao final do ciclo cada um será seu próprio juiz, será o tempo dos humanos entrarem no grande salão dos espelhos para analisar tudo o que fizeram na vida. Cada qual será classificado pelas qualidades que tenha conseguido desenvolver na vida, ela sua maneira de agir dia após dia, seu comportamento com o semelhante e com o planeta. Todos irão se posicionar segundo o que sejam. Os que conservam a harmonia entenderão o que aconteceu como um processo de evolução no universo, mas haverá outros que, por ambição, medo ou frustração, culparão os outros ou a Deus pelo que acontecido. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Serão geradas situações de destruição, morte e sofrimento. Mas elas também darão lugar a circunstâncias de solidariedade e respeito pelo semelhante, de unidade com o planeta e com o cosmos. Isso significa que o “céu” e o “inferno” estarão se manifestando ao mesmo tempo sobre a crosta, e que cada ser humano viverá em um ou em outro dependendo de seu próprio comportamento. No “céu”, com a sabedoria para transcender voluntariamente o que acontecerá. No “inferno”, com a ignorância, para aprender com a dor e com o sofrimento. Duas forças inseparáveis: uma que entende que tudo no universo evolui para a perfeição, que tudo muda; outra, envolta em um plano de materialismo que só alimenta o egoísmo. Na época da mudança dos tempos, todas as opções estarão disponíveis, praticamente sem censura de nenhum tipo, e os valores morais serão mais frouxos do que nunca para que cada um se manifeste livremente como é. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A segunda profecia afirma enfim que se a maioria da população modificar sua mentalidade abolindo a violência, superando a falta de amor e se sincronizando com o planeta (elevando assim sua vibração), serão neutralizadas muitas das mudanças drásticas descritas nas profecias seguintes. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Devemos estar conscientes de que o ser humano sempre decide seu próprio destino, especialmente nesta época. As profecias são apenas advertências para que tomemos consciência da necessidade de mudanças de rumo, para evitar que toda a crise prevista para o planeta nos próximos anos se torne realidade. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-637616266957888963?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/637616266957888963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=637616266957888963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/637616266957888963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/637616266957888963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/segunda-profecia.html' title='A SEGUNDA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1152835280095869900</id><published>2009-12-04T12:54:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T12:56:59.484-08:00</updated><title type='text'>A TERCEIRA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Hoje abordaremos a terceira profecia Maia, lembrando que maiores informações sobre as Profecias podem ser encontrados na Internet com grande facilidade. É bom lembrar também que os Maias escreveram estas profecias há centenas de anos e que eles não possuíam ligações significativas com outros povos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os Maias, além de serem exímios astrônomos e poderosos matemáticos, conseguiam estados ampliados de consciência devido à seriedade com que lidavam com a prática de meditação, elevando assim a sua vibração energética. Alcançavam resultados surpreendentes quanto ao transitar no tempo, indo do passado ao futuro através da sensibilidade e do alto grau de percepção. Desta maneira conseguiam prever fatos relacionados com o desenvolvimento humano e geológico planetários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Maias viam a vida como um eterno processo de aperfeiçoamento da evolução natural e não tinham uma visão fatalista do tempo. A morte para eles não representava o fim da vida e sim um momento de transição deste para outro estágio. A vida, para eles, era eterna, nunca terminava. Tudo nascia, vivia, morria e voltava a nascer. Eram ciclos de repetição em todos os níveis de existência, num processo eterno de evolução da matéria e da consciência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Os maias acreditavam na reencarnação: para eles o processo de evolução era constante e eterno. Chamavam a reencarnação de caput-sigil, que significa voltar a experimentar a vida para obter mais sabedoria e compreensão. Acreditavam que o homem era constituído de três corpos: o físico, o astral (que é o molde etérico do físico) e o espiritual (a força energética que dá a vida). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A Terceira Profecia Maia fala da mudança climática no nosso planeta. A onda de calor irá se generalizar e grandes transformações virão a partir desta nova realidade. A maneira descuidada e inconsciente de lidar com a preservação ambiental e geológica, a prática constante da depredação do meio-ambiente (como exemplo os depósitos de lixo radioativo enviado para o fundo do mar, o desmatamento criminoso, a emissão diária de gases na atmosfera às toneladas); o despejo de resíduos não degradáveis poluindo nossos rios e oceanos, as queimadas, a poluição e a chuva ácida alteram a camada de ozônio na atmosfera da Terra (o ozônio tem duas funções primordiais: a primeira é absorver os raios ultravioletas do sol, protegendo o sistema ecológico da terra; a segunda é que, somado ao hidrogênio que chega à Terra sob a forma de água evaporada, transforma-se num poderoso bactericida, permitindo a salubridade do ar). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Segundo os Maias, com o aumento da temperatura haverá menos nuvens no céu e conseqüentemente, menos chuva. Isto afetará toda a vida do planeta devido aos grandes incêndios florestais e grandes secas que virão, prejudicando as colheitas, diminuindo a oferta de alimentos. Com a falta da chuva serão reduzidos os lagos e açudes, reduzindo a fauna. A economia será severamente atingida com a falta de alimentos e por conta disto, os preços irão subir muito, dificultando mais ainda a sobrevivência. Haverá racionamento de água, energia, haverá muita fome e muito descontentamento social. Aumentarão as pragas, insetos e doenças.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, erupções solares (previstas pelos Maias há centenas de anos e hoje corroboradas pelos cientistas) provocariam o surgimento dos ventos solares que causam danos aos satélites, interferindo em toda a atual rede de comunicação terrestre. Toda a informação do planeta ficaria comprometida com interrupções nas comunicações e nos sistemas de orientação; as práticas da navegação e da aviação, por exemplo, se tornariam impossíveis, deixando o homem imerso num forte caos planetário, conseqüência direta de suas ações inconscientes, de seus crimes praticados contra a natureza (e, sem se dar conta, contra si próprio). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Na quarta profecia Maia, que enfocaremos na semana que vem, veremos para onde nos conduzirá este aquecimento gradual da atmosfera terrestre e quais suas conseqüências em termos planetários e humanos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1152835280095869900?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1152835280095869900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1152835280095869900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1152835280095869900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1152835280095869900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/blog-post_04.html' title='A TERCEIRA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-941977925816274560</id><published>2009-12-04T12:50:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T12:53:34.485-08:00</updated><title type='text'>A QUARTA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Continuando a abordar as profecias Maias, textos gravados no Códice Dresden há cerca de mil e duzentos anos, hoje focalizaremos a quarta profecia, que parece muito mais ter sido escrita baseada nos telejornais atuais do que em conhecimentos ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os códices (há mais de um) é interessante saber que o Códice de Dresden, o mais completo e mais conhecido, encontra-se na Sächsische Landesbibliothek, a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas secções são ritualistas (incluindo os chamados "almanaques"), outras são de natureza astrológica (eclipses, ciclo de Vênus). O códice encontra-se escrito numa longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces. Terá sido escrito pouco tempo antes da conquista espanhola. De alguma maneira chegou à Europa e foi comprado pela biblioteca real da corte da Saxônia em Dresden no ano de 1739. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre é bom recordar que os Maias, apesar de não possuírem os instrumentos de medição comuns aos nossos dias nem os conhecimentos que temos hoje, eram exímios astrônomos e matemáticos invejáveis, sendo que todas suas predições se baseiam em observações atentas do céu, praticadas seguidamente durante várias gerações, seguidas por cálculos matemáticos diferenciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a quarta profecia, o aumento da temperatura planetária (causado pela conduta antiecológica dos homens) somada a uma atividade solar mais intensa que implicará em mais ventos solares (fatos já citados na terceira profecia), causará o derretimento das geleiras das calotas polares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para realizarem os cálculos sobre a atividade solar, os Maias utilizaram-se do ciclo de 584 dias do planeta Vênus, facilmente visível em sua órbita por se situar entre a Terra e o Sol, para calibrar seus cálculos solares. Diziam em seu Codex Desdren que a cada 117 giro de Vênus (187,2 anos ou 68.328 KINES ou ainda 5.125 anos) o Sol apresentava mudanças, enormes manchas e aumento dos ventos solares. Previram que a atividade solar irá aumentar gradativamente até atingir, ao fim ciclo de 5.125 anos, seu ápice, o que deverá também coincidir com o fim do ciclo de conta longa, de 25.625 anos, o chamado Dia Galáctico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer ou não crer nas profecias não importa, mas sempre será interessante estarmos atentos aos fatos científicos. Hoje sabemos que são previstos pelos astrônomos alguns períodos de atividade solar muito intensa (solar max) em data próxima a 2012, assim como sabemos que a magnetosfera, nosso campo protetor contra as descargas magnéticas solares, está bastante enfraquecido, o que nos deixa mais vulneráveis aos efeitos destas ejeções de massa coronal (para maiores informações sugiro que você veja a seqüência de vídeos que se inicia em http://www.youtube.com/watch?v=t6EPhHA7As8&amp;amp;feature=related )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O degelo das calotas polares está em plena realização e as manchas e as tempestades solares são hoje evidentes e previstas... nisto os Maias já acertaram. Agora resta-nos saber quais as consequências futuras destes fatos em relação à nossa civilização. A inundação das áreas costeiras e algumas alterações morfológicas dos terrenos conhecidos, por exemplo, já são de se esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que vem daremos continuidade ao tema, abordando a quinta profecia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-941977925816274560?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/941977925816274560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=941977925816274560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/941977925816274560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/941977925816274560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/quarta-profecia.html' title='A QUARTA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-7566530752500787815</id><published>2009-12-04T12:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T12:50:20.409-08:00</updated><title type='text'>A QUINTA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O povo Maia, capaz de profetizar há mais de 700 anos alguns eventos que já estão comprovadamente acontecendo, certamente possuía capacidades diferenciadas e um nível de consciência dilatado, assim como conhecimentos e percepções altamente evoluídos para sua época. Um povo ligado à natureza, à Lua, a água, ao nosso planeta e aos ciclos que o regem, os Maias foram uma civilização altamente intelectualizada para seu tempo. Desapareceram séculos atrás sem deixar muitos vestígios, mas deixaram atrás de si alguns códices contendo seus estudos astronômicos, aos quais tivemos acesso há alguns anos e que são chamados hoje de Profecias Maias. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Na quinta profecia os Maias predizem uma grande quebra na economia mundial. A quinta profecia diz que todos os sistemas baseados no medo (e todos nossos sistemas estão baseados nele atualmente: os religiosos, os sociais e os econômicos), sob os quais está fundamentada a nossa civilização, se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano, dando lugar a uma nova realidade de harmonia. Os sistemas falharão para que o ser humano enfrente-se a si mesmo, para que ele veja a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que os levará a entender e a participar mais harmoniosamente do processo universal da vida. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Somente cogitando sobre como poderia ocorrer essa quebra mundial da economia, poderíamos elencar alguns fatos: neste momento, praticamente todas as economias do mundo estão em crise e foi desencadeada uma onda especulativa em todas as partes. Em apenas um dia, um trilhão de dólares muda de mãos nos mercados financeiros internacionais. Apenas 15% de queda nos mercados podem fazer desaparecer o equivalente à riqueza anual de todas as fabricas dos Estados Unidos juntas. Desde 1995, a economia mundial não é mais dominada pelo intercambio de automóveis, aço, trigo e outros bens e artigos reais, mas pelo intercambio de dividas, ações e títulos de credito, o que quer dizer, de riqueza virtual, com a qual é muito fácil especular. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;O que é o dinheiro? Vejamos: a uma ilha isolada chega um próspero turista que entra no hotel, paga $100 pela estadia e sobe ao seu quarto. Imediatamente, o dono do hotel corre ao açougue e paga sua conta de $100, pendente há algum tempo. O dono do açougue corre pagar $100 ao dono do gado, quitando sua dívida. O dono do gado vai pagar imediatamente o dono da casa de produtos veterinários, a quem devia $100. O dono da loja corre pagar ao dono do hotel sua dívida de $100, contraída quando da acomodação de alguns parentes. Nisso, o hóspede desce, diz que não gostou das acomodações, pega seus $100 de volta e vai embora. Na verdade, nenhum dinheiro entrou efetivamente no sistema da ilha, mas todos puderam quitar suas dívidas mesmo assim. Dá para pensar, não é? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;A toda esta fragilidade de uma coisa que existe apenas teoricamente, some-se: situações de alto risco no sistema econômico e no sistema de controle de informações + o aumento na atividade do Sol (realidade astronômica, não esotérica), que pode causar danos irreparáveis nos satélites = grandes fatores de incertezas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Como já vimos na profecia anterior, os ventos solares, quando alterados, enviam uma dose incomum de raios ultravioleta e carga magnética à Terra, que expandem a atmosfera superior diminuindo a pressão que existe sobre os satélites que estão a baixas altitudes. Isso fará com que eles diminuam suas órbitas para outras muito mais rápidas e perderemos assim o contato temporal com eles - na melhor das hipóteses - e serão interrompidas todas as comunicações por satélite no planeta. Também pode acontecer que os quase 19.000 objetos que transitam na órbita da terra, ao receberem a dose alta de eletromagnetismo do Sol, tenham seus componentes eletrônicos danificados e deixem de funcionar para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Ao afetar-se a ionosfera pela emissão de raios solares, produzem-se alterações em todas as comunicações de radio e televisão, porque é nesta camada que são transmitidas e refletidas a diferente freqüência. Portanto, a economia e a comunicação são sistemas frágeis e interconectados com todos os outros. A rede elétrica é especialmente sensível aos ventos solares, como ocorreu durante nove horas em todo Quebec, em 1989. O sistema de eletricidade é a coluna vertebral de nossas sociedades contemporâneas... se ele falhar falharão, um atrás do outro, como pedras de dominó, todos os outros sistemas. Dizem que um sistema é tão forte quanto o mais fraco de seus componentes ou elos. Imaginemos como reagiria a nossa sociedade a todos esses acontecimentos simultâneos: a comida ficaria escassa; as comunicações seriam impossíveis; a tráfego enlouqueceria em todas as cidades, a economia ficaria paralisada; a maioria de nós perderia o juízo e teria inicio a uma desordem civil que, pela quantidade de pessoas envolvidas, ultrapassaria as expectativas e os controles civis e militares do governo. Essa situação de descontrole total modificaria para sempre todos os sistemas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Os sistemas religiosos baseados em um Deus que infunde medo também entrariam em crise e surgiria um único caminho espiritual comum a toda a humanidade, que terminaria com todos os limites estabelecidos entre as diferentes formas de ver Deus. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;E assim o novo dia galáctico, que é anunciado de alguma forma por todas as religiões e cultos como uma época de luz, paz e harmonia para toda a humanidade, poderia se tornar realidade, mesmo que à custa de um possível sacrifício de grande parte daquilo que conhecemos como vida hoje em dia. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Probabilidades, apenas probabilidades... nas quais os Maias acreditavam com grande firmeza. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-7566530752500787815?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/7566530752500787815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=7566530752500787815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7566530752500787815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7566530752500787815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/quinta-profecia.html' title='A QUINTA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3721594041656679660</id><published>2009-12-04T12:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T12:48:00.297-08:00</updated><title type='text'>A SEXTA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Dando continuidade ao assunto “Profecias Maias” vamos falar sobre a sexta profecia, uma das mais controversas devido aos altos graus de catastrofismo e possibilidade que encerra. A sexta profecia fala-nos de um cometa que se aproximará da Terra e colocará em risco a própria existência da Humanidade tal como a conhecemos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Os Maias, povo que possuía um nível de conhecimentos astronômicos e matemáticos extremamente avançados para sua época, viam os cometas como agentes precursores de mudanças, que vinham sempre com o intuito de alterar as estruturas conhecidas. O Códice K traz o vaticínio de vários Chilam Balam, embora o principal seja Pacal Votan, o Grande. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Ele fala que um corpo celeste misterioso se aproximará da Terra antes de 2.012. Este corpo celeste iludirá os mais sábios astrônomos: alguns pensarão tratar-se de um cometa enorme; outros, de objetos espaciais de outras galáxias. Este corpo celeste passará muito próximo da Terra e causará vários desequilíbrios no planeta: fará a Terra tremer, os mares invadirem continentes, vulcões acordarem, territórios sumirem, prédios despencarem (eventos causados por fenômenos magnéticos e gravitacionais). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Depois da passagem do corpo celeste e da volta à normalidade possível, a Terra gozará de um período de paz e de harmonia, quando uma renovada humanidade seguirá para um estágio superior de consciência e convivência. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Parece impossível que um cometa, meteoro ou asteróide nos atinjam assim tão subitamente? Seria mesmo uma bobagem sem tamanho imaginar que algo assim poderia mesmo ocorrer? Claro, afinal nossos astrônomos e pesquisadores saberiam de algo assim muito tempo antes que acontecesse e teriam todas as formas de evitar tal catástrofe, certo? Errado. Vejam a seguir três pequenos exemplos que provam que não estamos sequer minimamente preparados para prever, evitar ou enfrentar algo semelhante, por mais que acreditemos estar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;1- 15/09/2007: o meteorito de Carancas caiu a uma velocidade de três quilômetros por segundo, explodiu no solo e surpreendeu a todos. O povoado de Carancas, no Peru, tem dois mil habitantes e 3,8 mil metros de altitude. Fica perto do famoso Lago Titicaca, na fronteira com a Bolívia. “No dia 15 de setembro de 2007, às 11h45, ouvimos um estrondo. Parecia um terremoto”, conta Maximiliano Trujillo, presidente da comunidade de Carancas. Uma nuvem de poeira se ergueu. Destroços foram lançados a 200 metros e quebraram telhados de várias casas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;2- 04/03/2009: Asteroide de 40 m de diâmetro passa de raspão sobre a Terra. O asteroide DD45, de entre 30 e 40 metros de diâmetro, passou na segunda-feira passada a 60 mil quilômetros do sudeste do Pacífico, sete vezes mais perto que a Lua, para surpresa dos astrônomos, que não esperavam que o meteorito se aproximasse tanto da Terra. "Nenhum objeto desse tamanho ou maior foi observado tão perto da Terra", disse Rob McNaught, cientista do observatório australiano de Siding Spring. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;3- 27/10/2009: Um asteróide de cinco a 10 metros de diâmetro explodiu na atmosfera sobre o território da Indonésia com uma potência de 50 quilotons, potência três vezes maior que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pela Nasa (agência espacial americana). Ele não tinha sido detectado antes disso. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Como estes, há dezenas de outros fatos correlatos, E se você fizer uma pequena pesquisa sobre isto na internet não ficará desapontado. Além do que, estes poucos dados já nos dão bastante sobre o que pensar, não? Principalmente quando tomamos contato com a realidade de que asteróides e meteoros com significativo poder de destruição não são assim tão fáceis de se identificar: -“Os pequenos a gente só consegue observar quando eles estão muito próximos”, afirma Enos Picazzio, professor do departamento de astronomia da USP. E não se iludam com este “pequenos”, pois não é necessária a queda de um corpo celeste tão avantajado para se instalar o caos planetário. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Os Maias não falam em queda de um corpo celeste sobre a superfície de planeta e sim sobre a passagem de um corpo celeste de proporções avantajadas próximo à atmosfera terrestre, que causará eventos destrutivos em cadeia. E dizem que será difícil evitá-lo, pois este é um fato esperado como fator desencadeante das mudanças necessárias para o momento atual da humanidade. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Vamos todos torcer para que eles estejam errados, para que nada disto aconteça, para que possamos superar as crises humanas a partir de realidades mais suaves e gentis. Mas assim mesmo, olhemos para os céus, atentos e vigilantes... não nos custa nada, certo? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3721594041656679660?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3721594041656679660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3721594041656679660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3721594041656679660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3721594041656679660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/sexta-profecia.html' title='A SEXTA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-314053830207548815</id><published>2009-12-04T12:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T12:44:54.559-08:00</updated><title type='text'>A SÉTIMA PROFECIA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Iniciando a abordagem da sétima profecia Maia, vamos antes nos lembrar de que os Maias nunca anunciaram o fim do planeta ou da vida sobre a Terra, e sim uma mutação, uma transição grandiosa, que eles percebiam se aproximar com o chamado “amanhecer galáctico”. Devemos ter em mente que eles não eram profetas ou visionários, que eram apenas um povo apaixonado pelos astros e seus movimentos, pelos cálculos e pelo tempo, e que buscavam compreender o Universo que nos cerca através de abordagens de medição e interpretação das diversas fases daquilo que chamavam do “dia galáctico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é sobre isso que nos fala a sétima profecia, do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no nosso amanhecer dentro da galáxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos compreender melhor isso. Nosso sistema solar está situado quase na ponta de um dos inúmeros braços que compõem nossa galáxia, também chamada de Via Láctea. A Via Láctea é uma estrutura constituída por cerca de duzentos bilhões de estrelas, talvez mais, e tem uma massa de cerca de um trilhão e 750 bilhões de massas solares. Sua idade está calculada entre 13 e 14bilhões de anos. Esta galáxia possui um núcleo, um centro, que chamamos de Sol Central, sendo que ao redor dele orbita tudo aquilo que compõe a galáxia, inclusive nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O giro do nosso sistema solar em torno deste Sol Central leva cerca de 25.625 anos para acontecer, divididos num dia de aproximadamente 12.800 anos mais uma noite de igual duração. O que acontecerá na data prevista para 21 de Dezembro de 2012 é apenas que estaremos entrando, segundo os Maias, no amanhecer de um novo dia galáctico, visto que teremos nesta data dado uma volta completa ao redor do Sol central, encerrando assim mais uma longa etapa da nossa jornada eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste “amanhecer galáctico” (assim como em cada encerramento dos ciclos menores de 5.125 anos) toda a galáxia receberá um “raio de luz” (mais provavelmente um pulso magnético de imensas proporçôes) que pulsa a partir do centro da galáxia e que visa reordenar, realinhar, tudo aquilo que compõe nossa Via Láctea. É como se fosse uma pulsação do coração central deste canto do Universo, que objetivaria manter ordenado, integrado e vivo todo o imenso sistema a que sustenta. O que torna esta data tão especial, aos olhos dos Maias, é o fato dela encerrar a visão de uma nova fase, de uma retomada de caminhada, que deverá se dar a partir dos avanços conquistados pela humanidade em seus estágios anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para simplificar, vou usar uma imagem simples: se caminhássemos pela rosca de de um parafuso partindo de um determinado ponto, cada volta completa dele duraria 25.625 anos e, a partir de 21/12/2012, estaríamos dando continuidade ao nosso caminhar em direção ao mesmo objetivo a partir do mesmo ponto do início anterior, só que numa volta acima da rosca, num novo patamar de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que procupa a maior parte das pessoas é que os Maias dizem que esta transição deverá trazer para a humanidade o fim de tudo aquilo que não servirá a este novo período, quando as vibrações serão mais elevadas e pedirão de todos que sejam compatíveis com ela ou se retirem. E aí, no cômputo destas vibrações que não irão mais servir, que se encaixam quase todos os nossos hábitos violentos, desrespeitosos e materialistas, de dominação e intransigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os Maias, todo ser humano e todos os sistemas de governo deverão se modificar profundamente, abandonando as práticas predatórias, a promoção das desigualdades, a prática das guerras e do vandalismo ambiental para atender às necessidades deste novo dia que se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, todos sabemos o quão dificil seria isso ocorrer sem algum tipo de motivação poderosa, daí o fato de as profecias falarem em grandes catátrofes, em degelo dos polos, em verticalização do eixo planetário, em inversão dos polos magnéticos e outros eventos assim grandiosos, capazes de nos exterminarem em larguíssima escala, deixando aos sobreviventes a consciência vívida e a experimentação real dos amargos resultados da conduta humana imprópria e desarmônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum de nós pode saber até onde eles estariam certos, mas podemos estudar, pesquisar e descobrir: -que as calotas polares estão mesmo derretendo, inclusive mais depressa do que os cientistas previram; - que os polos magnéticos da Terra sempre sofreram inversões e que uma delas está ocorrendo neste exato momento; - que nosso Sol está se preparando para um solar max de vastas proporções, a ocorrer entre o fim de 2011 e início de 2013; - que a magnetosfera do nosso planeta, uma “capa” responsável pelo bloqueio das radiações solares e extra-atmosféricas, está muitíssimo debilitada; - que uma crise econômica global está mais próxima do que se imagina; - que guerras podem estourar a qualquer momento entre vários grupos desta humanidade belicosa e insensível à dor alheia, que segue há milênios profundamente apegada a rótulos onde as palavras nacionalidade, cor e credo (entre outras) são colados sobre tudo e sobre todos, como se não fossemos oriundos da mesma fonte e detentores da mesmíssima humanidade que a todos irmana e que torna cada pessoa estranha a mim apenas “um outro eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então que se registre que o momento é mesmo delicado, mas que não pede medo, não pede pânico e nem desolação: pede apenas consciência, abertura, confiança no aspecto Divino da vida, respeito e sobretudo AMOR a tudo e a todos que nos cercam. Esta transição virá, em maior ou menor grau, queiramos ou não, e participar dela não será opcional. Mas podemos escolher em que nível de consciência operaremos nos momentos que se aproximam... e assim, que se faça a cada um segundo suas capacidades e suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-314053830207548815?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/314053830207548815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=314053830207548815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/314053830207548815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/314053830207548815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='A SÉTIMA PROFECIA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-7024677267060490842</id><published>2009-09-30T03:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T03:51:46.907-07:00</updated><title type='text'>PROFECIAS MAIAS - SINAIS DOS TEMPOS.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;(publicado no diário de Taubaté em 01/10/2009)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Devo admitir que sempre tive ao menos um pezinho do meu intelecto fincado nos reinos do estranho, do diferente, do chamado “oculto”, fato que constantemente me leva a me interessar por coisas não muito convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que estas coisas, depois de algum tempo, acabam por se tornar populares, quer por modismos (como o caso da Índia, país de cuja cultura eu já assimilei vários hábitos há anos e que agora se tornou “a bola da vez” por conta da novela global), ou por mero reconhecimento público mesmo, caso da acupuntura, dos florais, da homeopatia, da iridologia, dos efeitos terapêuticos da meditação e outras coisinhas assim. Desde muito cedo eu me interesso por assuntos transcendentes, diferentes, estranhos. Por conta disto, minha biblioteca é um tanto bizarra, contando com títulos variados que abordam muitos temas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos anos, um assunto que tem tomado conta do meu imaginário (e de boa parte do meu tempo livre) é a questão da transição planetária, evento anunciado aos quatro ventos por muitas tradições filosóficas e/ou religiosas. De Nostradamus aos índios Hopi, passando pelo webbot, pelo Apocalipse Segundo São João, pelas previsões de atividades solares anormais pelos astrônomos e chegando aos Maias (entre outros), temos um mosaico interessantíssimo de previsões variadas que apontam todos na mesmíssima direção: o ano de 2012, quando tudo deve convergir para um ponto de transição após o qual a Terra e sua civilização, tal como a conhecemos, jamais será a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas estas fontes de informações, todas absolutamente disponíveis, de forma acessível e democrática, na internet (basta acessar WWW.google.com.br e digitar profecias), pretendo abordar as Profecias Maias, para repartir com vocês um pouco do que andei estudando. É um tema polêmico, que pode suscitar desde más interpretações ou receios até gargalhadas jocosas de descrença... por isso sugiro que vocês leiam com isenção de ânimo: se não puder se levar a sério, com certeza poderá servir como uma ficção e tanto, que irá entreter seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das previsões feitas pelos Maias parecem estar começando a se precipitar do imaginário na realidade. Os Maias previram o “fim” desta humanidade centrada no aspecto material da vida em 21/12/2012 e deixaram sete profecias que ocorreriam antes deste dia. A quinta profecia disse: quebra da economia mundial. Você liga o noticiário e ouve: “Pânico nos mercados!”, " Dólar tendo maior alta em um dia”, “quebra de bancos”, “recessão na economia Americana”, e muito mais. Acontece que estes acontecimentos foram previstos pelos Maias há centenas de anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maias foram um povo com amplo conhecimento de astronomia e matemática, que adoravam o céu. Eles previram o colapso de sua civilização (e acertaram) e previram o colapso da nossa também. Inclusive dizendo a data: 21/12/2012. Antes desta data, eles profetizaram sete profecias que aconteceriam com o mundo, que são elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª Profecia: O final do medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª Profecia: Anuncia que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse do sol de 11/08/1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3ª Profecia: diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta, produzindo mudanças climáticas, geológicas e sociais, em uma magnitude sem precedentes e a uma velocidade assombrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4ª Profecia: Diz que o aumento da temperatura do planeta, causado pela conduta antiecológica do ser humano e por uma maior atividade do sol provocará um derretimento de gelo nos pólos (terremotos, tsunamis, enchentes, furacões e outros eventos climáticos são todos derivados desta condição do aquecimento e estão acontecendo aos borbotões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5ª Profecia: Os sistemas falharão para que o ser humano enfrente-se a si mesmo, para que ele veja a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que nos levará a entender a criação. O sistema econômico, que regulamenta, quantifica e põe um preço nas relações do planeta está errado. A economia do ser humano contemporâneo está orientada por princípios de agressão e é incompatível com um universo em harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar uma pausa, porque você ficou coçando a cabeça! Até aqui tudo aconteceu. É o que se ouve falar: aquecimento Global, derretimento das geleiras e agora a quinta-profecia está se cumprindo, a que diz respeito à economia mundial! Mas não se esqueça que estas profecias foram escritas a centenas de anos atrás! Terminando esta coluna de hoje, vamos abordar as outras duas profecias que faltam ser cumpridas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6ª Profecia: Diz que nos próximos anos aparecerá um cometa (nota: Marduk, Nibiru/ Planet X) cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano. (alguns cometas grandiosos andaram passeando por perto do nosso planeta nos últimos anos, tendo sido avistados pelos astrônomos apenas quando já estavam absolutamente perto da atmosfera... por sorte, passaram ao largo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7ª Profecia: Fala do momento em que o sistema solar em seu giro cíclico sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos diz que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, o centro da galáxia sincroniza todos os seres-vivos e permite a eles concordar, voluntariamente, com uma transformação interna que produz novas realidades. E que todos os seres humanos tem a oportunidade de mudar e romper suas limitações, percebendo um novo sentido para a vida que não o material. Os seres humanos que voluntariamente encontrem seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua freqüência de vibração interior do medo para o amor, poderão captar e expressar-se através do pensamento, e com ele florescerá um novo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim deixo aqui esta introdução, este painel, para voltar na semana que vem abordando mais profundamente a primeira profecia e, depois, uma outra por semana. Comentários e mais informações ou bate-papos sobre o assunto são muito bem-vindos... meublogdepapel@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&amp;amp;t=3458)&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-7024677267060490842?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/7024677267060490842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=7024677267060490842' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7024677267060490842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7024677267060490842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/09/profecias-maias-sinais-dos-tempos.html' title='PROFECIAS MAIAS - SINAIS DOS TEMPOS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-472017293791921624</id><published>2009-09-25T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T18:18:03.670-07:00</updated><title type='text'>PROIBIÇÕES</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;*******&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Outro dia eu li, em algum lugar, que são as leis e as proibições estipuladas por elas que fazem da nossa sociedade algo possível. Fiquei pasma! Eu sempre havia pensado que esse papel coubesse ao amor ou à fraternidade! Mas não, li que devemos agradecer apenas às leis. Como não concordei com isto, parei para refletir e cheguei a algumas conclusões pessoais e, assim, venho aqui para partilhar com vocês algumas proibições criadas por almas mais amáveis e complacentes, mais amorosas e poéticas. Sim, proibições. Mas não do tipo “Não pise na grama”, “Não fume”, Não entre sem autorização”. Não, vou falar de proibições outras, também urgentes e realmente benéficas a todos nós, de proibições que apenas nos prestigiam e promovem enquanto seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, não acreditava e ainda não acredito muito em proibições, pois minha vida inteira conspirou para me fazer a acreditar que nada na vida é proibido, nada mesmo; tudo pode ser feito e vivenciado. Porém, se é verdade que tudo PODE ser feito ou vivenciado, nem tudo DEVE ser feito ou vivenciado. Por amor a nós mesmos e por amor ao outro, talvez devamos estar sempre muito atentos ao que é lícito ou não fazer, pois sermos a causa da desarmonia ou da infelicidade do outro é a última coisa que deveríamos desejar. E assim, entre o poder e dever, vamos nos equilibrando pela vida afora, caminhando sutilmente no fino fio da navalha que separa o bem do mal, o certo do errado, o que se deve ou não fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas proibições a seguir, tão sensatas, urgentes e carinhosas, eu quero compartilhar com você e quero que você as respeite e pense nelas, que as leve a sério, certo? E não pense que elas nasceram da minha mente. Não senhor, elas vieram diretamente dos pensares de Pablo Neruda. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É proibido chorar sem aprender, levantar-se um dia sem saber o que fazer, ter medo de tuas lembranças. É proibido não rir dos problemas, não lutar pelo que se quer, abandonar tudo por medo, não transformar sonhos em realidade. É proibido não demonstrar amor, fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.&lt;br /&gt;É proibido deixar os amigos, não tentar compreender o que viveram juntos, chamá-los somente quando necessita deles. É proibido não seres tu mesmo diante das pessoas, fingir que elas não te importam, ser gentil só para que se lembrem de ti, esquecer aqueles que gostam de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido não fazer as coisas por si mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e de seus compromissos, não viver cada dia como se fosse um último suspiro. É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso só porque seus caminhos se desencontraram, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que as vidas deles valem mais que a tua, não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte. É proibido não criar tua história, deixar de dar graças a Deus por tua vida, não ter um momento para quem necessita de ti, não compreender que o que a vida te dá, também te tira. É proibido não buscar a felicidade, não viver tua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não sentir que sem ti este mundo não seria igual.” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;*******&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complementando (com muito menos brilhantismo, tenho certeza!) os pensamentos do poeta, enumero outras proibições: desde já fica terminantemente proibido esquecer-se de se encantar com o azul dos céus, deixar de beber a água fresca da fonte; fica proibido esquecer-se de celebrar cada encontro, de chorar cada partida; fica proibido desacreditar da bondade, esquecer as coisas belas da infância, deixar de brincar livremente sempre que der vontade. Fica proibido censurar o desejo, essa mola que no impulsiona sempre para frente e cria universos. Fica proibido viver os dias futuros sem lamber a colher da massa do bolo, sem enfiar o dedo no glacê, sem rolar no chão com o cachorro, sem dormir com o gato, sem beijar a quem se ama, sem dar as mãos a quem precisa. Fica, em última instância, terminantemente proibido viver sem se enterrar, até o último fio de cabelo da cabeça, na ampla, benéfica, poética e inestimável experiência que é a VIDA! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*******&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-472017293791921624?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/472017293791921624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=472017293791921624' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/472017293791921624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/472017293791921624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/09/proibicoes_25.html' title='PROIBIÇÕES'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-4036188015150122531</id><published>2009-09-23T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T05:32:15.423-07:00</updated><title type='text'>A EDUCAÇÃO DO OLHAR</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os olhos são as janelas da alma”. E o que é mesmo que essa nossa alma inquieta tanto espia, estendendo sem parar a sua curiosidade para fora de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos as pessoas, seus carros reluzentes, suas roupas mais ou menos caras, seus corpos mais ou menos magros; olhamos os outdoors coloridos, cheios de promessas vãs de felicidade; olhamos os semáforos eternamente fechados para nós; olhamos as vitrines coloridas, sempre recheadas com os objetos mais ou menos obscuros dos nossos desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos, olhamos, olhamos... na verdade vemos quase nada, mas olhamos tudo o tempo todo, até nos fartarmos, até nos cansarmos. Olhamos sem ver e olhamos sem parar, olhamos ansiosamente, colecionando cenas na retina como as praias colecionam grãos de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com grande sabedoria Rubem Alves diz: -“Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O ato de ver não é coisa natural, precisa ser aprendido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás um amigo me mostrou algumas fotos de uma viagem que fez à Argentina, e em uma delas ele estava dentro de uma barcaça de rio pronto para fazer um passeio. Ele me falou sobre a barca, sobre o rio, sobre o preço da passagem e reclamou que a foto poderia ter ficado melhor se o dia não estivesse tão cinzento. Enquanto ele falava, a única coisa que verdadeiramente me chamava à atenção na foto era uma árvore ainda parcialmente coberta com as mesmas flores púrpuras que eu via derramadas, às centenas, por sobre toda calçada. Aquela árvore soberana, frondosa e bela, havia providenciado para os passantes um belíssimo tapete de flores, colorido como um dia de primavera. Que importava que o dia estivesse cinzento? Bastava olhar para aquela festa toda, dividida entre o chão e a árvore, para qualquer tristeza zarpar na mesma hora. Mas acreditem se quiserem: ele nunca, jamais, tinha visto as flores e a árvore antes de eu chamar a atenção dele para o fato. Ele até mesmo ficou surpreso com o fato de existir uma árvore lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente olho sem ver o movimento dos carros na rua, as filas dos bancos, das lotéricas, dos correios; eu olho sem ver as vitrines sempre cheias de coisas novas que apenas repetem as antigas em novas cores e formas; eu olho sem ver as massas que percorrem as ruas como zumbis, indo e vindo incessantemente, numa aparente alienação que chega a me cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meus olhos realmente param, vêem, reparam e se encantam com folhas, pedras, animais e flores quando os encontro num parque ou jardim (mesmo com os mais minúsculos!); meus olhos se regalam com as nuvens do céu quando são fofas demais, “penteadas pelos ventos” ou pesadas e escuras, prontas para deixar desaguar aquele mundaréu de água sobre esse mundo de meu Deus. Cada curva, cada textura, cada cor, cada forma exibida pela mãe natureza entra grandemente em mim, e não só pelos olhos, mas pelos poros. É um tipo de olhar mais pleno, que observa e repara atentamente. Um olhar mais integral, que permite a fusão do observador ao objeto observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos se enternecem com filhotes de qualquer espécie. Eles, os meus olhos, também percorrem alegremente a parte mais alta dos prédios da cidade quando ando pelas ruas, encontrando quase sempre uma janela mais antiga, uma linha arquitetônica do início do século ou até mesmo outros olhos atentos, que também olham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os olhos têm que ser educados para que nossa alegria aumente”, eis Rubem Alves de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela cor que cria água na nossa boca, lembrando-nos de algum sabor inesquecível? Ela habita o mundo das coisas belas que nos rodeiam e que nem sempre percebemos, focalizados que estamos em poupar tempo. E são do mundo das coisas belas também aquela concha com forma bizarra e original, aquele quadro bonito pendurado na parede, os cachos redondinhos dos cabelos de uma criança, a mancha de molho de tomate com forma de borboleta sobre a toalha da mesa, o raio de sol que se esgueira pelo buraquinho da porta e vem mostrar para nós a poeira dançarina que habita nosso quarto, os olhos brilhantes daqueles que amam, as formas sensuais dos instrumentos de cordas, as texturas variadas que formam os corpos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se podes olhar, vê; se podes ver, repara... e assim adentrarás este mundo das coisas belas, mundo proibido aos de olhos apressados e insensíveis, aos amargos e rancorosos, àqueles que já perderam de uma vez por todas o contato com aquela criança interior que vive dentro de cada um e que aponta com teimosia e fé inabalável para o futuro mais bonito, mais colorido e absolutamente encantador que ela sabe ser possível.&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-4036188015150122531?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/4036188015150122531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=4036188015150122531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4036188015150122531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/4036188015150122531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/09/educacao-do-olhar.html' title='A EDUCAÇÃO DO OLHAR'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-6046727980964303200</id><published>2009-09-23T16:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T16:57:26.557-07:00</updated><title type='text'>MUDAM AS MOSCAS, MAS A CACA...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste feriado de sete de Setembro fui para o sul Minas Gerais encontrar alguns amigos muito especiais para trocar idéias e revitalizar a mente, abrir a percepção e derrubar antigos conceitos falidos, discutindo assuntos incomuns e urgentes para nós. E algumas das nossas discussões, talvez as mais acaloradas, cutucaram aquele meu ladinho mais chato, mais “crica”, aquele meu lado que olha meio impiedosamente para os fatos da vida. E assim, eis que me peguei pensando na jornada humana, traçada a ferro, fogo, suor e lágrimas ao longo da história planetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: há quinze mil anos éramos modernos caçando, com lanças de pontas de pedra afiada, a carne para nossas mesas, nos sentindo digníssimos exemplares masculinos, plenos de coragem e virilidade; há aproximadamente oito mil anos éramos moderníssimos ao caçar e guerrear com lanças e espadas de metal, nos sentindo digníssimos exemplares masculinos, plenos de coragem e virilidade; há cerca de mil anos, nos tornamos atualíssimos ao descobrir a pólvora e ao aprendermos a matar à distância, sem precisar sujar as mãos com o sangue da caça ou do inimigo, nos sentindo digníssimos exemplares masculinos, plenos de coragem e virilidade. Hoje disparamos bombas (atômicas ou não), canhões, metralhadoras, fuzis, gases tóxicos e outras armas poderosas no planeta inteiro a cada segundo, nos sentindo digníssimos exemplares masculinos, plenos de coragem e virilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tudo o que sempre fizemos foi sobreviver belicosamente, provando masculinidade (para conquistar a fêmea), subjugando o inimigo que nos colocava em risco, numa busca desesperada de poder, de dominação, de reconhecimento e aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de seis mil anos descobríamos a joalheria e nos enfeitávamos com milhares de penduricalhos variados, nos sentindo as rainhas da beleza e da sedução; há mais de quatro mil anos atrás descobríamos a maquiagem e os óleos embelezadores, nos pintando, nos embelezando e nos sentindo as rainhas absolutas da beleza e da sedução; nos tempos do Rococó descobríamos os saltos altos, as perucas e os espartilhos, nos sentindo as rainhas absolutas da beleza e da sedução; nos anos 60 do século XX desestruturamos as formas e queimamos sutiãs nas ruas, nos sentindo as rainhas absolutas da beleza e da sedução; atualmente, maldizemos a natureza que nos constitui e zombamos dela furando, cortando, costurando e mutilando nossos corpos para diminuir isso, aumentar aquilo, imobilizar um músculo, esticar aquilo outro ou extirpar um pedaço aqui e outro ali, nos sentindo as rainhas absolutas da beleza e da sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tudo o que fizemos ao longo dos milênios, foi nos sujeitar a todo tipo de modismo e imposição estética para sermos desejadas e consumidas pelos homens, numa busca desesperada de poder, de reconhecimento e aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me parece, olhando assim meio de relance, que a jornada empreendida pela humanidade dos tempos pré-históricos aos dias de hoje, tenha sido coroada por algum êxito maior do que a mera sobrevivência. Antes que você esbraveje demais já vou avisando que eu concordo - uma sobrevivência permeada por ocasionais conquistas tecnológicas agradáveis, por certo, mas que apenas geraram novas formas de conseguir as mesmas coisas de sempre. Afinal, é claro que é melhor caçar mulheres com um BMW reluzente do que com um porrete de madeira e é muito mais agradável seduzir um homem com implantes de silicone nos seios do que cozinhando ou parindo filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudam as moscas, mas a caca continua a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorrentados às tendências e necessidades humanas atávicas, nós seguimos através das eras como robôs, criando formas diferenciadas de produzir resultados cada vez mais sofisticados para atendermos às mesmas necessidades ancestrais de dominação, sedução, conquista, posse ou destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceção feita aos verdadeiros artistas, seres especiais que seguem uma trilha paralela e escrevem uma história um pouco diferente a partir de códigos próprios, nós apenas repetimos padrões, hipocritamente mascarando estas repetições com rótulos de novidade, talvez para não ficarmos chocados com nossa falta de originalidade. Na verdade, temos andado em círculos ao buscar as mesmas coisas de sempre (o poder, o reconhecimento e a aceitação) da mesma forma de sempre: através da violência, da sedução, com egoísmo e força bruta, sem solidariedade nem consciência em relação à vida que fora de nós habita. Se você não me acredita, apenas leia atentamente todo este jornal que você tem em mãos e assista a todos os noticiários da TV de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não deixar um gostinho amargo ao final desta pequena coluna, registro que quero muito crer que as coisas poderão um dia mudar e que a consciência humana ainda poderá atingir a maioridade, liberando-se destes condicionamentos ancestrais tão pobres, limitadores e tristonhos, transcendendo o ego a ponto de realmente evoluir na direção de uma redenção humana e planetária. Vamos todos torcer por isto?&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-6046727980964303200?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/6046727980964303200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=6046727980964303200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6046727980964303200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6046727980964303200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/09/mudam-as-moscas-mas-caca.html' title='MUDAM AS MOSCAS, MAS A CACA...'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-5818449588945388540</id><published>2009-07-31T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T17:05:29.040-07:00</updated><title type='text'>AOS MEUS AMIGOS NO MEU ANIVERSÁRIO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caros amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 31 de Julho de 2009, estou completando cinquenta anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, meio século! Eu quase não acredito, meu coração estacionou lá pelos vinte e não consegue crer que já chegamos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chego aos cinquenta feliz, inteira, de bem com a vida. É, de bem com a vida, mas não porque ela me dê tudo o que desejo e penso merecer, e sim porque estou aprendendo a aceitar as coisas como elas são, sem me arrebentar por causa disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego aos cinquenta com o mesmo olhar estatelado que tinha quando criança. E chego olhando, de dentro da minha mente, a vida que acontece lá fora como quem olha um picadeiro a partir da arquibancada. Ocasionalmente eu me viro e vejo ao meu lado pessoas que me encaram como se eu fosse o palhaço do picadeiro... mas tudo bem, isso deve fazer parte do processo de vida delas, onde eu deixo de ser platéia para ser a artista..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há fios brancos no meio dos meus cabelos, mas persisto na mania de tingi-los e assim eles praticamente não são notados. Eles já foram castanhos, louros, já tiveram luzes, já foram crespos ou alisados. Longos, curtos, arrepiados, domados, picotados, masculinos... experimentei de quase tudo em termos de cabelo e sigo encantada vida afora com o fato de que eles sempre crescem e me dão a oportunidade de reparar algumas solenes cagadas estéticas, sempre cometidas em nome da vontade de mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudar o que, mudar para quê? Sei lá, só sei que é imprescindível para mim mudar, nem que seja a marca do xampú. Sem mudanças a vida parece começar a perder a cor, começar a cheirar mal. Água estagnada, sabe como é? Parece que tudo começa a criar um depósito de sujeira no fundo, começa a incomodar...e aí a gente tem que agitar, renovar, filtrar, fazer um algo qualquer que possa mudar o status quo. E este mudar pode significar apenas um singelo tosar de madeixas ou, o que no meu caso já ocorreu muito, descartar tudo aquilo que se é num determinado lugar para partir para outra num lugar novo, começando do zero com a cara e a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito simples fazer, assim de bate-pronto, um balanço de cinquenta anos de vida, ainda mais quando se é um ser tão complexo quanto eu. Nada é muito simples na minha vida e às vezes tenho a impressão que meus dias todos caminham na contra-mão dos dias ditos "normais". Tudo o que é simples na vida dos outros na minha acaba por tomar proporções épicas. Saibam que não é nada fácil ser eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por mais incomum, incômoda, estranha, original e atrapalhada que eu possa ser ou parecer às vezes, eu afirmo que tenho um pézinho careta bem plantado no solo da normalidade. Cultivei flores, plantei árvores, tive filhos de formas variadas (próprios ou importados) e escrevi, senão livros, muitas e muitas poesias e crônicas que hoje voam por aí, independentes de mim. Chorei a morte dos meus queridos pais, fiz amigos, inimigos, me casei, me separei, me casei novamente, tornei a me separar (com dois homens de sobrenomes idênticos e de profissões iguais, diga-se de passagem, tipo da coisa que só acontece comigo), namorei, desisti de namorar, abracei o celibato (se vai durar eu não sei, mas estou amando!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei ao longo da minha vida amigos queridos perdidos no tempo, assim como provavelmente não serei lembrada com muito prazer em alguns outros ambientes. Bocuda demais, sempre disse em bom tom e com sinceridade excessiva aquilo que pensava, coisa para a qual a maioria dos seres não está preparada. Se isso me rendeu algumas antipatias, é verdade que também cativou pessoas afins e me proporcionou um sono bom e tranquilo. Não sei mentir, sempre digo a verdade. No nosso mundo isto é um defeito, por certo... mas ninguém é perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve momentos em que me afastei demais do caminho da minha alma, seguindo momentaneamente pelas as trilhas seguras que outros já palmilharam, sem reparar que minha essência é a do lobo que segue ao largo dos pastores e dos rebanhos, abrindo por si mesmo seus caminhos às custas de muita determinação, coragem e desassombro. Nestes momentos me perdi de mim mesma a ponto de não reconhecer mais minha própria imagem, a ponto de me tornar mero borrão existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinquenta anos de idade e ainda não sei muito bem o que faço aqui, nem descobri respostas para a maioria das questões mais cruciais que habitam minha mente. Mas pressinto que vou indo bem no sentido de encontrá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que isso serve para alguma coisa, posso dizer que embora nem sempre eu saiba muito exatamente o que quero da vida, hoje em dia eu ao menos sei bem o que eu não quero. E eu não quero sentir raiva nem ódio de algo ou de alguém, não quero solidao, não quero acordar para apenas sobreviver a mais um dia... quero significado para as horas, quero prazer para os minutos Também não quero incompreensão, dias sem beleza, sorrisos falsos e amizades oportunistas; quero apenas a simplicidade das conversas bobas sem hora para acabar, os sorrisos da alma, os toques do coração. Quero a comida feita pra partilhar, a canção cantada a muitas vozes, o olho olhando no olho, a mão pegando na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dias mortos, quero celebração; não quero artificialismos, quero a coisa genuína. Não quero roupas caras nem ambientes sofisticados, quero só o aconchego da amizade e a sinceridade das dores e dos sonhos humanamente compartilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu morresse amanhã com certeza partiria sem dor, sem pena, sem a sensação de ter deixado para trás algo incompleto ou mal feito. Sei que fui sempre inteira no que resolvi fazer, que fui sincera nas minhas colocações e que fui ao limite das minhas curtas pernas. Nada teria a lamentar partindo hoje, muito menos a temer, pois ao aceitar minha falibilidade e minha pequenez humanas eu descobri que não posso tudo, e assim sei que o pouco que eu posso fazer eu sempre faço da melhor forma que consigo fazer. E então arrepender-me de que? Temer o que? Lamentar o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso... e agora você deve estar se perguntando porque foi que eu enviei este texto meio doido para você. Oras, é muito simples: você é em parte responsável por tudo aquilo que eu sou hoje. Em maior ou menor grau, para o bem ou para o mal (figura de linguagem, meu amor, pois bem e mal não existem, são apenas conceitos criados a partir do nosso pequeno ponto de vista) você me ajudou a crescer, a refletir, a sobreviver, a me tornar. Este "vir a ser " não seria o mesmo sem a sua presença nos meus dias e com certeza haveria um lacuna em mim sem a sua contribuição. Foram os nossos muitos "ontens" que possibilitaram este hoje que eu agora vivencio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce deve ser aquele ou aquela que me ensinou a crer, ou a descrer... deve ter feito com que eu risse ou chorasse, deve ter me indicado um livro, um filme. Quem sabe você teria me dado uma receita de algo delicioso? Talvez você seja aquele tipo de amigo especial que ouviu minhas lamúrias chatas nos meus tempos mais confusos...ou um dos que compartilharam comigo aqueles três anos duros da minha fratura. Ou, quem sabe, foi um amigo da adolescência, da mocidade? Você pode ser aquele ou aquela que, ostentando o nome de filho ou filha, de irmão ou irmã, primo ou prima, veio para perto de mim para partilhar os dias com mais intimidade, com trocas mais intensas. Pode ser alguém que tocou e cantou comigo, dividindo entre sons momentos nos quais pudemos entrever o paraíso. Ou ainda você pode ter sido quem estava ao meu lado nos momentos em que uma bobeira qualquer acabou em risadas ou em alguma pequena calamidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não me importa qual sua participação na minha vida, pois sei que de alguma forma ela foi preciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso eu lhe agradeço: MUITO OBRIGADA! Obrigada por estar ou ter estado ao meu lado, aturando amorosamente este todo incoerente (porém belo) que eu sou. Muito obrigada pela partilha, pelo aviso, pelo puxão de orelhas, pelo riso fácil, pela lágrima compartilhada, pelo livro emprestado, pela grana na hora mais difícil, pelo auxílio nos momentos críiticos, pelo presente de ontem, pelos sonhos de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada por ser meu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjins.... com carinho demais da conta sô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-5818449588945388540?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/5818449588945388540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=5818449588945388540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/5818449588945388540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/5818449588945388540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/07/aos-meus-amigos-no-meu-aniversario.html' title='AOS MEUS AMIGOS NO MEU ANIVERSÁRIO.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3681684732757460079</id><published>2009-07-21T04:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T04:21:19.222-07:00</updated><title type='text'>PRIMEIRO ENCONTRO COM A BELEZA.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#660000;"&gt;Noutro dia, para não variar, eu fui à cidade para resolver alguns daqueles probleminhas cotidianos que aborrecem a todos nós: pagar contas, comprar alguma coisa que falta em casa, ir aos correios e etc. Andava pela calçada meio apressada, em busca de economizar alguns minutos preciosos, quando os ouvi... e seus sons me alcançaram bem antes de os olhos poderem vê-los. Daí os ouvidos me cativaram e convenceram-me (sou muito fácil de ser convencida por sons!) a mudar de rota, guiando-me em direção à praça, quando o que eu queria mesmo era ir ao banco, situado um tanto ao lado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Cercados pela agitação popular, que sempre invade a praça no meio da tarde, é que eu os vejo: são três homens no palco ao ar livre e, embora eu não saiba ao certo se são peruanos, bolivianos ou equatorianos, tenho certeza que vieram dos Andes, pois os traços são inconfundíveis. Vieram de longe, com certeza, e vieram trazendo na bagagem aquela música inimitável, inigualável, aqueles sons envolventes e místicos que fazem a maior festa na minha alma.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Vieram com flautas de todos os tipos: quenilla, quena, quenacho, samponhas de vários tamanhos diferentes, ocarinas e mais; a percussão, toda feita ali, ao vivo, na mão, contava com pequenos assobios de pássaro, com carrilhões de sininhos, chocalhos e outras coisas que mal conheço; tinham também um charango (pequeno instrumento de 10 cordas) e mais uma infinidade de fontes sonoras que, reunidas em execuções magistrais, conseguiram me transportar aos cumes de Machu Pichu num passe de mágica, como por encanto!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Vestindo trajes nada tradicionais, pareciam-se mais com indígenas norte-americanos cheios de cocares do que com digníssimos descendentes dos Incas, o que provavelmente são. Imagino que se vistam assim porque, graças a Hollywood, os indígenas norte-americanos são reconhecíveis a milhas de distância e, como suas roupas chamam muito a atenção, a probabilidade de fazer sucesso é bem maior. Mera estratégia de marketing: quando são identificados rapidamente conseguem atrair mais atenção e, consequentemente vendem mais seus cds e produtos típicos!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não eram assim tão jovens: dois deles já exibiam muitos fios de cabelos brancos em meio às vastas cabeleiras, amarradas em disciplinados rabos de cavalo, mas se desdobravam, tocando apaixonadamente seus instrumentos, alternados constantemente para colorir e enriquecer as melodias com harmonias e sons interessantes... (falar mais sobre estes homens que vivem da sua arte, que encarnam seus sonhos sem submissão ao sistema alienado que nos cerca é um capítulo à parte, vou deixar para outra ocasião).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Em meio às dezenas de pessoas que, das calçadas, olhavam admiradas o pequeno show vespertino, uma garotinha de uns dois anos se maravilhava com os sons, com as formas, com os movimentos no palco e não despregava os olhos um segundo sequer dos músicos à sua frente. Ela oscilava, muito bonitinha, para lá e para cá, ensaiando uns passinhos ritmados que pretendiam ser uma dança. Os olhinhos dela brilhavam e, de vez em quando, ela se virava para nós, que estávamos mais abaixo, como que para se certificar que todos estavam prestando atenção àquela coisa maravilhosa que ela via e ouvia, para ter certeza de que ninguém estava perdendo um segundo sequer de toda aquela beleza... (talvez ela tivesse, em algum cantinho do seu pequeno ser, a intuição da importância daquela música, das centenas de anos de cultura andina que se exibia ali, naquele espaço e naquele momento).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas bonito mesmo era quando eles terminavam uma música e ela abria os bracinhos, alinhando as palmas das mãozinhas para aplaudir. Antes de bater a primeira palma, ela olhava para trás e via se alguém mais ia aplaudir e, assim que soava a primeira palma, ela desatava um aplauso sonoro e alegre, feliz e espontâneo, como deve sempre ser a festa da alma de uma criança diante de algo tão belo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Os músicos, muito bons por sinal, venderam muitos cds (eu comprei um, claro!), assim como flautas e objetos de decoração, todos lembranças que algumas pessoas carregarão para sempre em suas vidas. Mas aquela garotinha em especial, embora não tenha comprado nada, com certeza carregará para sempre dentro de si uma lembrança de maior valor: o dia em que ela festejou, sob um céu de puro azul e no meio da praça central, sua descoberta pessoal da beleza, da música, do encanto de que são capazes aqueles sons que viajaram centenas de anos e milhares de quilômetros para encontrá-la ali, tão pequenina, naquele exato momento da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3681684732757460079?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3681684732757460079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3681684732757460079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3681684732757460079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3681684732757460079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/07/primeiro-encontro-com-beleza.html' title='PRIMEIRO ENCONTRO COM A BELEZA.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-6475692393917064811</id><published>2009-06-17T16:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T16:38:49.506-07:00</updated><title type='text'>O IMPÉRIO DO CONSUMO - por Eduardo Galeano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;Oi gente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;Em minha coluna semanal no Diário de Taubaté eu sempre veiculo textos que, de alguma forma, têm ao menos um pézinho na internet. E é o caso deste excelente texto que transcrevo abaixo, texto que nos desperta a atenção para as verdadeiras motivações que definem nossos hábitos de consumo, que nos sacode do comodismo da repetição de fórmulas e escolhas no dia-a-dia, motivando-nos a pensar mais antes de comprar, de comer, de escolher onde gastar nosso suado dinheirinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;Leiam com calma e com atenção, eu garanto que vale muito a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#330000;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;.........................................................................................................................&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#333300;"&gt;O IMPÉRIO DO CONSUMO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#333300;"&gt;(por Eduardo Galeano)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#333300;"&gt;A explosão do consumo no mundo atual faz mais barulho do que todas as guerras e mais algazarra do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco, aquele que bebe a conta, fica bêbado em dobro. A gandaia aturde e anuvia o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Mas a cultura de consumo faz muito barulho, assim como o tambor, porque está vazia; e na hora da verdade, quando o estrondo cessa e acaba a festa, o bêbado acorda, sozinho, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos quebrados que deve pagar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;A expansão da demanda se choca com as fronteiras impostas pelo mesmo sistema que a gera. O sistema precisa de mercados cada vez mais abertos e mais amplos tanto quanto os pulmões precisam de ar e, ao mesmo tempo, requer que estejam no chão, como estão, os preços das matérias primas e da força de trabalho humana. O sistema fala em nome de todos, dirige a todos suas imperiosas ordens de consumo, entre todos espalha a febre compradora. Mas não tem jeito: para quase todo o mundo esta aventura começa e termina na telinha da TV. A maioria, que contrai dívidas para ter coisas , termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas que geram novas dívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos. O direito ao desperdício, privilégio de poucos, afirma ser a liberdade de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Dize-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa as flores dormirem, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores estão expostas à luz contínua, para fazer com que cresçam mais rapidamente. Nas fábricas de ovos, a noite também está proibida para as galinhas. E as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem metade dos calmantes, ansiolíticos e demais drogas químicas que são vendidas legalmente no mundo; e mais da metade das drogas proibidas que são vendidas ilegalmente, o que não é uma coisinha à-toa quando se leva em conta que os EUA contam com apenas cinco por cento da população mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;«Gente infeliz, essa que vive se comparando», lamenta uma mulher no bairro de Buceo, em Montevidéu. A dor de já não ser, que outrora cantava o tango, deu lugar à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. «Quando não tens nada, pensas que não vales nada», diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, em Buenos Aires. E outro confirma, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: «Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas, e vivem suando feito loucos para pagar as prestações».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade, e a uniformidade é que manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todas partes suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora do que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde quantidade com qualidade, confunde gordura com boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a «obesidade mórbida» aumentou quase 30% entre apopulação jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou 40% nos últimos dezesseis anos, segundo pesquisa recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free, tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar desce do carro só para trabalhar e para assistir televisão. Sentado na frente da telinha, passa quatro horas por dia devorando comida plástica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Vence o lixo fantasiado de comida: essa indústria está conquistando os paladares do mundo e está demolindo as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que vêm de longe, contam, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade e constituem um patrimônio coletivo que, de algum modo, está nos fogões de todos e não apenas na mesa dos ricos. Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão sendo esmagadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida em escala mundial, obra do McDonald´s, do Burger King e de outras fábricas, viola com sucesso o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;A Copa do Mundo de futebol de 1998 confirmou para nós, entre outras coisas, que o cartão Mastercard tonifica os músculos, que a Coca-Cola proporciona eterna juventude e que o cardápio do McDonald´s não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército do McDonald´s dispara hambúrgueres nas bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O duplo arco dessa M serviu como estandarte, durante a recente conquista dos países do Leste Europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;As filas na frente do McDonald´s de Moscou, inaugurado em 1990 com bandas e fanfarras, simbolizaram a vitória do Ocidente com tanta eloqüência quanto a queda do Muro de Berlim. Um sinal dos tempos: essa empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados a liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. O McDonald´s viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama de Macfamília, tentaram sindicalizar-se em um restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas, em 98, outros empregados do McDonald´s, em uma pequena cidade próxima a Vancouver, conseguiram essa conquista, digna do Guinness.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;As massas consumidoras recebem ordens em um idioma universal: a publicidade conseguiu aquilo que o esperanto quis e não pôde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que a televisão transmite. No último quarto de século, os gastos em propaganda dobraram no mundo todo. Graças a isso, as crianças pobres bebem cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite e o tempo de lazer vai se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisão, e a televisão está com a palavra. Comprado em prestações, esse animalzinho é uma prova da vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Pobres e ricos conhecem, assim, as qualidades dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos ficam sabendo das vantajosas taxas de juros que tal ou qual banco oferece. Os especialistas sabem transformar asmercadorias em mágicos conjuntos contra a solidão. As coisas possuem atributos humanos: acariciam, fazem companhia, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o carro é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados. Os buracos no peito são preenchidos enchendo-os de coisas, ou sonhando com fazer isso. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar asalfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas escolhem você e salvam você do anonimato das multidões. A publicidade não informa sobre o produto que vende, ou faz isso muito raramente. Isso é o que menos importa. Sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias. Comprando este creme de barbear, você quer se transformar em quem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;O criminologista Anthony Platt observou que os delitos das ruas não são fruto somente da extrema pobreza. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social pelo sucesso, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Eu sempre ouvi dizer que o dinheiro não trás felicidade; mas qualquer pobre que assista televisão tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro trás algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX marcou o fim de sete mil anos de vida humana centrada na agricultura, desde que apareceram os primeiros cultivos, no final do paleolítico. A população mundial torna-se urbana, os camponeses tornam-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo, e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em todas partes, mas por experiência própria sabem que atende nos grandes centros urbanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os esperadores olham a vida passar, e morrem bocejando; nas cidades, a vida acontece e chama. Amontoados em cortiços, a primeira coisa que os recém chegados descobrem é que o trabalho falta e os braços sobram, que nada é de graça e que os artigos de luxo mais caros são o ar e o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Enquanto o século XIV nascia, o padre Giordano da Rivalto pronunciou, em Florença, um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam «porque as pessoas sentem gosto em juntar-se». Juntar-se, encontrar-se. Mas, quem encontra com quem? A esperança encontra-se com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas, encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente encontra-se com as coisas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;O mundo inteiro tende a transformar-se em uma grande tela de televisão, na qual as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos.&lt;br /&gt;Os terminais de ônibus e as estações de trens, que até pouco tempo atrás eram espaços de encontro entre pessoas, estão se transformando, agora, em espaços de exibição comercial. O shopping center, o centro comercial, vitrine de todas as vitrines, impõe sua presença esmagadora. As multidões concorrem, em peregrinação, a esse templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora é submetida ao bombardeio da oferta incessante e extenuante. A multidão, que sobe e desce pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago; e para ver e ouvir não é preciso pagar passagem. Os turistas vindos das cidades do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas benesses da felicidade moderna, posam para a foto, aos pés das marcas internacionais mais famosas, tal e como antes posavam aos pés da estátua do prócer na praça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam até o centro. O tradicional passeio do fim-de-semana até o centro da cidade tende a ser substituído pela excursão até esses centros urbanos. De banho tomado, arrumados e penteados, vestidos com suas melhores galas, os visitantes vêm para uma festa à qual não foram convidados, mas podem olhar tudo. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsulaespacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo à descartabilidade midiática. Tudo muda no ritmo vertiginoso da moda, colocada à serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje, quando o único que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, são tão voláteis quanto o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa na velocidade da luz: ontem estava lá, hoje está aqui, amanhã quem sabe onde, e todo trabalhador é um desempregado em potencial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Paradoxalmente, os shoppings centers, reinos da fugacidade, oferecem a mais bem-sucedida ilusão de segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, além das turbulências da perigosa realidade do mundo.&lt;br /&gt;Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar na historinha de que Deus vendeu o planeta para umas poucas empresas porque, estando de mau humor, decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é uma armadilha para pegar bobos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;Aqueles que comandam o jogo fazem de conta que não sabem disso, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta. A injustiça social não é um erro por corrigir, nem um defeito por superar: é uma necessidade essencial. Não existe natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#333300;"&gt;(Eduardo Galeano é autor  do livro  " Veias Abertas da America Latina").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333300;"&gt;....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-6475692393917064811?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/6475692393917064811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=6475692393917064811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6475692393917064811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6475692393917064811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/06/o-imperio-do-consumo-por-eduardo.html' title='O IMPÉRIO DO CONSUMO - por Eduardo Galeano'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-7437101781461569936</id><published>2009-05-09T11:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T12:02:44.181-07:00</updated><title type='text'>FELICIDADE DE PAPEL, LINHA E ARROZ.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;(ao meu irmão Enio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas sempre foram muitas e nos tempos de férias elas são ainda mais abundantes. Eu as vejo sempre coloridas, freneticamente voando de um lado para o outro, subindo aos pulos ou descendo e arrastando atrás de si muitos metros de cauda de papel filetado. São alegres e me remetem à infância, tempo em que eu presenciava meu irmão, cinco anos mais velho e artesão de primeira linha, produzir pernas de pau altíssimas (eu tinha medo quando ele as usava, pois ele me parecia monstruoso em cima daquilo), carrinhos de rolimã cheios de recursos (como freio e direção) e as famosas pipas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pipas, quadrados, arraias, maranhões, capuchetas. Os nomes eram muitos, mas o que importava mesmo é que elas eram bonitas, coloridas e meio mágicas: bastava colocar linha (linha dez, por favor, nunca nada mais fino!) e soltar “no vento”. E elas voavam, iam longe, aonde eu imaginava que eu mesma jamais poderia ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das etapas mais elaboradas da produção de pipas era a fabricação do cerol.  Com pedaços de garrafas quebradas era feito o vidro moído às marteladas, dentro de um pano de prato ou camiseta meio velha (para desespero da minha mãe). Ficava um pozinho muito fino, que ele misturava com cola de madeira (uma meleca feita através do derretimento de uma placa marrom, dura, de cola seca em água quente), uma coisa que fedia tremendamente e empestava a casa toda. De nada adiantavam os rogos de minha mãe para que ele fosse fazer aquilo “nos quintos”: era lá mesmo, em casa, que ele perpetrava suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na montagem do esqueleto de madeira ele era mestre: suas obras pareciam sair das mãos de um engenheiro adolescente, pois elas quase nunca ficavam “pensas” nem “embicando” sozinhas. De vez em quando faltava cola para unir os papéis de seda coloridos (quanto mais recortes coloridos melhor, mais valiosa a pipa), e ele usava arroz cozido, vindo diretamente das panelas da minha mãe. Caso vocês não saibam, um grão de arroz cozido, esmagado entre dois pedaços de papel, age como uma cola bem razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acontecesse de alguma das pipas ficar “fora de esquadro”, se houvesse algum desequilíbrio final, ele imediatamente o corrigia com uma imensa rabiola, feita segundo os mais rígidos padrões: no começo, o papel era amarrado à linha em espaços bem próximos, que iam se alargando mais e mais até o comprimento desejado. Esta era a única etapa do feitio em que eu era autorizada a ajudar, talvez porque fosse a menos interessante e a mais enfadonha, e eu agarrava a oportunidade com as duas mãos, cortando e amarrando freneticamente os papeizinhos ao longo dos muitos metros de linha (havia também uma carretilha para enrolar a linha, feita de lata de óleo e pedaços da madeira e arame como manivelas, uma verdadeira maravilha da engenharia de utilidades....mas isso fica para uma próxima crõnica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pipa pronta e em mãos, ele seguia para o campo de batalha como um soldado orgulhoso. Punha a pipa no ar e começava a procurar alguma vítima para capturar, atento aos inimigos que se aproximavam com suas linhas também cortantes. E a batalha começava, com investidas e recuos memoráveis, recheada de emoções. Quando alguém conseguia capturar uma pipa inimiga a cena era quase pungente: a criatura cativa, presa à linha de seu algoz, girava loucamente sobre si mesma e, sem outro recurso, acabava por descer até as mãos do seu captor, para ser novamente levada às alturas, em outra linha, pelas mãos de seu novo proprietário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram lutas de vida e morte, onde o instinto primal de homens jovens era treinado, como numa idade da pedra moderna, de maneira socialmente aceita: sem sangue, sem embates corporais, sem violência física. A tocaia, a caça, a apropriação, a declaração de superioridade sobre outro homem, tudo vinha á tona soberbamente naquelas tardes mornas, embora nem tivéssemos consciência disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia então (por vários e vários motivos, imagino eu) os acidentes que hoje vitimam os motociclistas, e raríssimas eram as ocasiões em que alguém se feria com o cerol. Tudo se resumia ao lúdico, ao aventureiro, ao treino das habilidades manuais. Tudo era apenas brincadeira, alegria, tentativa e erro, experiências para trocar depois em conversas intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo a linha, as varetas, o papel e a cola de arroz eram símbolos de felicidade e nós nem sabíamos disso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-7437101781461569936?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/7437101781461569936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=7437101781461569936' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7437101781461569936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7437101781461569936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/05/felicidade-de-papel-linha-e-arroz.html' title='FELICIDADE DE PAPEL, LINHA E ARROZ.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3334105791130592144</id><published>2009-05-09T11:57:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:59:05.743-07:00</updated><title type='text'>SOBRE MENINAS E CANÇÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;(dedicada ao coral Mensageiro da Amizade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é quarta-feira, dia de escrever a coluna para o jornal de amanhã. Estou tremendamente resfriada (os olhos lacrimejam, o nariz arde, o ouvido e a garganta doem) e isso não me parece um bom ponto de partida para escrever, já que geralmente fico mal-humorada, chata e pessimista quando gripada. Porém, como esta coluna é um algo que eu desejo que seja um ponto positivo no dia dos leitores, trato de botar um cabresto na mente indisciplinada, trancafiando no porão da alma a rabugice e o mau-humor. E me ponho a tentar visualizar as coisas boas da minha vida, aquelas mais legaizinhas e amenas, as que fazem meus dias valerem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então me recordo do ensaio do coral de ontem, quando mais uma vez estive com minhas meninas maravilhosas para ensaiar músicas variadas para a missa do dia das mães. Sim, eu dirijo um coral de vozes femininas. De vozes femininas por mera falta de quorum masculino, diga-se de passagem. Taí, esta é uma pergunta que se impõem (responda quem puder!): porque é que em todos os corais as vozes masculinas são escassas? Corais sofrem sempre de falta crônica de homens, isso é fato, e eu me pergunto se isso é devido à vergonha de cantar ou à falta de sensibilidade para o belo. Não sei, não sei... só sei que quem canta os males espanta, que quem canta reza duas vezes e que cantar mantém a alma alegre, o coração feliz e a mente jovem. Pobres homens, nem sabem o que estão perdendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixem-me falar um pouco das minhas meninas: elas vêm de vários cantos da cidade para compartilharem com amor um canto em comum, são muito dedicadas, ensaiando com afinco, sempre atentas às minhas indicações, dando o melhor de si em cada nota e em cada frase musical. Das modas de viola às musicas em latim, elas seguem persistentes e alegres, saltando os obstáculos, superando as dificuldades e fazendo com carinho o trabalho paciente de construir, com os sons de suas vozes, as tramas do tecido musical que irá alegrar e sensibilizar os ouvidos de quem as prestigiar com sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as meninas, elas têm obrigações caseiras: cuidam dos parentes, fazem o serviço de casa, fazem compras e mantém a vida andando, sempre nos trilhos. De vez em quando alguma delas falta ou se atrasa, vindo logo pedir desculpas (como se isso fosse necessário, como se eu não soubesse que viver é imprevisível, que a vida nos brinda todos os dias com o bom e o mau, com o fácil e o difícil, com a alegria e com a tristeza). Não, queridas meninas, não é necessário explicar nem justificar: eu sei que todas cantam por amor. E também sei que o que se faz por amor a gente só deixa de fazer quando é absolutamente inevitável, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas também são vaidosas, como convém a uma menina: aparecem de vez em quando de chapéu, de lencinhos aqui e ali, de saias e blusas bonitas, baton vermelho ou cor-de-rosa e cabelos sempre arrumadinhos. Roupas coloridas, tudo sempre combinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais encanta nelas é que a alegria que elas ostentam em nossos encontros é perene, resistente, pois apesar dos percalços da vida nenhuma delas é amarga ou triste, cinzenta: não, são leves como plumas, são simpáticas e acolhedoras. E olhem que isso não é nada fácil para quem já viveu o que elas viveram: criaram filhos, netos, talvez bisnetos. Já perderam os pais há anos, perderam irmãos, maridos, algumas perderam filhos. Passaram pelas perdas que a vida impõe a todos nós, mas não perderam o que havia de melhor em si: a vontade e a alegria de viver. E mais do que apenas viver: viver bem, produzindo beleza, amizade e alegria aos sessenta, setenta, oitenta ou noventa anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas meninas têm muitos nomes: Tereza, Orlanda, Maria, Darci, Aparecida, Dione, Clarinda, Francisca, Nair, Irene... são muitas meninas e muitos nomes, não dá para colocar todos aqui. E esses nomes, se tudo correr bem, serão ainda mais numerosos no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas queridas, a vocês eu deixo meu abraço mais amoroso. E a você, leitor, eu desejo a sorte de um dia poder encontrá-las num palco qualquer, de poder ter a oportunidade de partilhar com essas meninas especiais um pouco da beleza que elas são capazes de produzir.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3334105791130592144?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3334105791130592144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3334105791130592144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3334105791130592144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3334105791130592144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/05/sobre-meninas-e-cancoes.html' title='SOBRE MENINAS E CANÇÕES'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-7063334514716638936</id><published>2009-05-09T11:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:51:00.271-07:00</updated><title type='text'>NAMASTÊ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Hoje cedo eu acordei indisposta, com náuseas, suando frio. Coisa simples de entender: há dois dias meus filhos estavam com virose e eu, que os atendi e tratei, provavelmente me contaminei e acabei por apresentar os sintomas. Nada sério, na verdade, mas o fato acabou por me impedir de ir à escola lecionar, me levando também ao médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas quase duas horas em que aguardei pelo atendimento, muito gentil por sinal, visto que eu não previ que adoeceria e, portanto, não tinha consulta marcada (obrigada mais uma vez, Dr. Paulo Pereira!) pude constatar que sala de espera é tudo de bom para quem gosta de observar a vida e as pessoas, não para criticar ou julgar, apenas para reconhecê-las semelhantes, humanas, iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado as revistas da mesinha, passei a olhar ao redor, absorvendo com os olhos a essência daquelas pessoas estranhas que me cercavam no momento. Uma moça bem vestida e apressada chegou, entregou uns papéis à recepcionista, ficou cinco minutos aguardando e acabou por pedir à atendente que telefonasse quando estivesse perto do nome dela ser chamado, pois ela tinha muito a fazer. E foi-se embora, retornando apenas quando eu já estava saindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra senhora, sentando-se ao meu lado, perguntou-me meio insegura se eu conhecia o profissional com o qual ela iria se consultar. Eu lhe disse que sim, tecendo bons comentários a respeito dele para tranquiza-la (nada além da verdade, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma jovem mãe, também à espera da sua consulta, fazia prodígios para entreter a filhinha de um ano e meio, ávida por alguma brincadeira ou distração que pudesse alegrá-la, uma coisa difícil de encontrar naquele ambiente tão limpo, tão despojado e preparado apenas para adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor já grisalho, impaciente, olhava o relógio de minuto em minuto, suspirando aliviado quando seu médico chegou, entrando apressado no consultório. Fiquei imaginando comigo mesma o que ele teria de tão importante a fazer a ponto de ficar tão agitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra mãe chegou, já no fim da tarde, conduzindo pela mão um garotinho de uns dez anos de idade, que aparentava sofrer de algum pequenino problema motor. Seu olhar e suas atitudes, pacientes e desveladas, sugeriam um amor pleno e incondicional ao filho, talvez fragilizado pelo aparente problema neurológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tudo isso acontecia e as pessoas chegavam, iam embora, entravam ou saiam dos consultórios, as secretárias atendiam a todos sem perder a calma nem a concentração, agendando consultas e respondendo às dúvidas dos clientes com  profissionalismo e correção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, na tarde de hoje, o microcosmo humano daquela sala de espera, rico e variado, exibiu um breve panorama das emoções humanas, todas tão conhecidas por todos nós: o medo, a alegria, a ansiedade, o amor, a impaciência e outros tantos estados de espírito que apenas pude pressentir nesta breve observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva à conclusão que, sem dúvida alguma, tudo aquilo que nos une e iguala, como seres humanos, é bem maior e mais válido do que aquilo o que nos separa. Ou seja: o desejo de ser feliz e de prosperar que a todos nós anima, os medos e receios que humanamente compartilhamos, a esperança que teimamos em manter viva e o amor de que somos capazes, são muito mais significativos como fatores de união e amor ao próximo do que as pequenas diferenças que ostentamos de credo, cor, raça, sexualidade ou de ideais o são como fatores de desarmonia, violência ou guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu que todos pudéssemos ver isso com a clareza necessária para abandonarmos de vez os julgamentos, a violência, a discriminação e a opressão, vendo no outro apenas um reflexo de nós mesmos. E assim me lembro que a saudação tradicional dos induístas e yogues, o “Namastê” tem exatamente este sentido, ao agregar em si a idéia: “O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em ti”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namastê a todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-7063334514716638936?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/7063334514716638936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=7063334514716638936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7063334514716638936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/7063334514716638936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/05/namaste.html' title='NAMASTÊ'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-6868833425913088421</id><published>2009-05-09T11:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:47:07.435-07:00</updated><title type='text'>MUDANÇAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt; .&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;.&lt;br /&gt;Eis aqui uma constatação tão óbvia quanto simples: todos nós estamos sujeitos a muitas mudanças ao longo da vida. Mudam os amigos, mudam os cortes de cabelo; muda a moda, mudam as gírias; mudam as fases da Lua, mudam os governos e os dirigentes políticos; mudam os artistas das novelas, mudam os amores e os desafetos. Mudanças, mudanças... não sei não, mas penso que toda mudança, seja lá em que nível for, é incomoda, assustadora e preocupante. E os seres humanos são, em sua grande maioria, ávidos por estabilidade, pela mesmice, pela segurança ilusória que nos dá encontrar as mesmas coisas, as mesmas pessoas e a mesma rotina todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo pede apenas hábito, paciência, repetição e determinação; já o novo exige adaptação, exige flexibilidade, solicita aceitação e espírito de aventura. Abrir mão do que já foi importante, deixar ir algo que já não nos serve mais, abandonar posturas, objetos, relações desgastadas ou sonhos hoje inúteis é doloroso, é aventuresco, é incerto...  deixar ir embora o conhecido para abrir as portas ao novo é tudo que nós, humanos, não sabemos encarar sem tremer na base. Mas há aqueles inevitáveis momentos em que o antigo pesa como chumbo, incomoda, irrita, entristece; há fases na vida em que mudar é imperativo, necessário, inevitável mesmo, e o medo e a preguiça são trancafiados nos porões da mente e pulamos resolutamente no vazio do novo, ansiosos e esperançosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse foi meu caso nesta semana: eu precisei mudar de casa. Nada de novo para mim, sou campeã neste tipo de coisa: já perdi a conta das casas em que morei nestes meus quase cinqüenta anos. Provável herança do meu pai, que não sabia parar por muito tempo no mesmo lugar, esta necessidade de mudar me persegue como um fantasma, mantendo-me sempre às braçadas por sobre as ondas da vida. Penso que todo mundo tem que ter raízes e asas, mas as minhas raízes são curtas demais enquanto que as asas são grandiosas e ávidas por vôos... preciso equilibrar isso, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita: desta vez não me mudei por mera vontade de mudar, mas por necessidade mesmo. Vizinhos barulhentos, incômodos e invasivos, somados a uma casa inadequada, me levaram a sair do comodismo para procurar um lugar melhor para viver. E então me vi novamente envolvida naquele torvelinho (odioso torvelinho, diga-se de passagem!) de caixas, sacos de roupa e objetos mil. Livros incontáveis, muitos cds, centenas de dvds... e outras coisinhas banais que eu não me lembrava mais que existiam. Encontrei muito lixo, tranqueiras e coisas inúteis, mas (que bom!) encontrei também gratas lembranças, subitamente resgatadas pelas operações de empacotamento e desempacotamento. Fotos dos meus filhos pequeninos em festas de aniversários, reuniões de amigos e passagens de ano; certificados de “melhor mãe do ano”, carinhosamente assinados pela letra trêmula dos pequenos; cartões de aniversário engraçadinhos, fazendo piadas com a passagem dos anos; trabalhinhos escolares com mãozinhas decalcadas em guache; cartinhas antigas que rememoram momentos divertidos e emocionantes da vida familiar. Memórias visuais que vêm para remexer o fundo do ser, para ressuscitar sentimentos semimortos, para fazer viver novamente por alguns momentos o que já passou, mas deixou saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que estou fisicamente muito cansada de separar coisas para jogar fora ou para doar; estou exausta de limpar, faxinar, desempacotar e guardar coisas que parecem não acabar nunca; estou totalmente dolorida (mentira, as pálpebras e a língua não doem!) e absolutamente esgotada com o trabalho duro que isso tudo dá, mas minha alma está feliz: além de inaugurar uma nova fase na vida (torçam por mim para que ela seja boa!), eu encontrei em meio a este lufa-lufa muitas coisas legais nas minhas caixinhas de fotos, documentos e guardados: encontrei alguns pedacinhos de amor que eu adorei rever e que, de agora em diante, visitarei com mais frequência, sem esperar que outra catástrofe pessoal do tipo “mudança” me chacoalhe para que eu as resgate.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-6868833425913088421?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/6868833425913088421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=6868833425913088421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6868833425913088421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/6868833425913088421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/05/mudancas.html' title='MUDANÇAS'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8846901722284237405</id><published>2009-05-09T11:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T11:41:25.235-07:00</updated><title type='text'>QUANTIDADE, VELOCIDADE E UMA OU OUTRA BARBARIDADE.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Tenho saudades do tempo em que gente era gente: gente, pessoa, com olhos, boca, rosto, sentimentos e coração. Todos se conheciam pelos nomes, sabiam datas de aniversário e cultivavam o encontro com o outro como um algo precioso, uma oportunidade a compartilhar sempre que possível. Talvez fosse um tempo em que o rolo compressor da velocidade não atropelasse a todos e a tudo; um tempo no qual a quantidade de pessoas aglutinadas em torno de uma realidade qualquer não era tão grande. Talvez fosse um tempo em que havia menos pessoas em nossas vidas, mas as que haviam mereciam de nós toda consideração e afeto, mereciam mais atenção e respeito.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Eu me preocupo bastante e acho absurdos os índices atuais de crescimento demográfico (principalmente quando o planeta adoece gravemente, prometendo medidas regeneradoras cruéis em busca de seu reequilíbrio), mas entendo que a população cresça a níveis alarmantes todos os anos no mundo inteiro. Afinal, uns 90% das pessoas que decidem tornar-se pais ou mães nunca parou para pensar nas profundas implicações que cercam a manutenção digna de cada nova vida, na imensa responsabilidade que cada novo ser representa (ou ao menos deveria representar) para seus pais, para a sociedade e para o planeta. Eu, ao menos, tento compreender a necessidade emocional do casal que decide ter filhos “para vivenciar a maternidade e a paternidade”, como se ao novo ser que por aí vem fossem suficientes a curiosidade e o desejo meio egoísta desses dois para ter garantida uma vida decente e digna. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não entendo a razão deste crescimento populacional não ser acompanhado por um desenvolvimento efetivo nos recursos materiais e humanos necessários ao suporte deste acúmulo de vidas.  Não, o crescimento do entorno não prospera na medida em que crescem as populações: sempre há médicos faltando, escolas faltando, empregos faltando, espaço faltando, comida faltando, moradias faltando, ética faltando. Como diria o caipira (ainda há caipiras?): “-É, cumpadi... é uma vida de fartura: farta tudo”!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;É verdade que existem áreas em que algo sobra, mas essa sobra, em geral, não me parece muito promissora. Sobra TV, falta cultura; sobram revistas de moda, fofocas ou novelas, falta boa literatura; sobra sexo, falta amor; sobra cerveja, falta convívio familiar; sobra futebol, festa e balada, falta compromisso com a realidade; sobram shopping centers, falta consumo consciente; sobra religião, falta integridade; sobram namorados e transas, falta afeto e respeito; sobram amizades instantâneas, faltam alma e coração nas relações pessoais; sobra assistencialismo por parte do governo, falta responsabilidade familiar em relação à educação e gestão dos próprios filhos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o planeta doente, já febril e superlotado, pede socorro, a população cresce desmedidamente e os governos fazem apenas nada para desestimular essa loucura. Ou os governos estão cegos ou apenas se acomodam, pois mexer com isso é por a mão em vespeiro, é um tipo de suicídio político. Aliás, aos que vivem salvaguardados pelo poder, o que importam as dores alheias? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;E o Papa, num arroubo quixotesco, investe contra os moinhos de vento da carne na África, mantendo a proibição do uso da camisinha amparado por um discurso antigo, para mim extremamente discutível e ambíguo. Baseado em escrituras que, se tomadas ao pé da letra, sem reflexão e considerações mais aprofundadas podem parecer um tanto descabidas, ele proíbe aos africanos o uso dos preservativos, sem reconhecer que nascer ali já é quase uma sentença de morte cruel e dolorosa, não uma benção divina dos céus. Será que ele compreende que, com raríssimas exceções, nascer na África hoje é estar, desde a primeira respiração, condenado a morrer brutalmente? Diariamente, adultos e crianças morrem de fome, à míngua; outros, nas brutais disputas de poder, nas guerras civis; outros tantos de AIDS, que lá prolifera livremente. O resto do mundo se cala, ignora, faz de conta que não é com ele, mas a dor existe, o sofrimento é real e é cruel. Mas a proibição da camisinha, última barreira contra a disseminação da AIDS, só irá melhorar este quadro, certo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Porém, a esperança permanece: em meio a tudo isso há ainda algumas pessoas que protestam. Protestam, perplexas com essa veloz impessoalidade, com essa coisificação do ser humano, gerada pelo número excessivo de vidas sobre o planeta. Vidas banalizadas exatamente pela sua quantidade grandiosa (quando se tem muito de uma coisa, ela acaba por ter seu valor diminuído). Pessoas protestam, como o meu querido Luiz Fernando Veríssimo a seguir:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;“Nesta altura da vida já não sei mais quem sou. Vejam só que dilema: na ficha da loja sou CLIENTE; no restaurante FREGUÊS; quando alugo uma casa, INQUILINO; na condução, PASSAGEIRO; nos correios, REMETENTE; no supermercado, CONSUMIDOR. Para a Receita Federal, CONTRIBUINTE; se vendo algo importado, CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou  MUAMBEIRO; se o carnê está com o prazo vencido, INADIMPLENTE; se não pago impostos, SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios, MASSA. Em viagens, TURISTA, na rua, caminhando, PEDESTRE; se sou atropelado, ACIDENTADO. No hospital, PACIENTE; nos jornais viro VÍTIMA. Se compro um livro, LEITOR; se ouço rádio, OUVINTE. Para o Ibope, ESPECTADOR; para apresentador de televisão, TELESPECTADOR; no campo de futebol, TORCEDOR. Se sou tricolor, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na CHESF, sou COLABORADOR). E, quando morrer, uns dirão FINADO, outros DEFUNTO, para outros, EXTINTO, para o povão PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei DESENCARNADO; evangélicos dirão que fui ARREBATADO. E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL!!! E pensar que um dia já fui mais EU”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8846901722284237405?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8846901722284237405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8846901722284237405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8846901722284237405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8846901722284237405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/05/quantidade-velocidade-e-uma-ou-outra.html' title='QUANTIDADE, VELOCIDADE E UMA OU OUTRA BARBARIDADE.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3626420094056918874</id><published>2009-02-01T03:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T03:35:46.721-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A BAILARINA E O HOMEM RIDÍCULO E VIL.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ocasionalmente me pego prestando bastante atenção em crônicas, em poesias, nas letras das músicas que tocam no meu carro (são cds que seleciono com carinho, atenta apenas ao meu gosto pessoal). E, como não poderia deixar de ser, depois de ouvi-las, tento “ler nas entrelinhas” aquilo que não foi dito. Deixo aqui duas das minhas fontes de curtição e reflexão para vocês se deliciarem com elas e, quem sabe, pensarem sobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro, enquanto faz um rápido “mea culpa”, o autor (meu bem-amado Fernando Pessoa) discorre sobre a pretensa perfeição alheia em detrimento de sua parca, porém admitida, humanidade, enquanto que no segundo os autores (Chico Buarque e Edu Lobo, sempre maravilhosos) falam sobre uma perfeição inexistente, mas que nossos olhos enxergam, nas vidas alheias, em projeções que todos nós fazemos, inevitavelmente, em alguns momentos de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA EM LINHA RETA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada.&lt;br /&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&lt;br /&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo.&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo&lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse não uma violência, mas uma cobardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?&lt;br /&gt;Ó principes, meus irmãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIRANDA DA BAILARINA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando bem todo mundo tem pereba, marca de bexiga ou vacina&lt;br /&gt;E tem piriri, tem lombriga e tem ameba só a bailarina é que não tem&lt;br /&gt;E não tem coceira, verruga nem frieira, nem falta de maneira ela não tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futucando bem todo mundo tem piolho ou tem cheiro de creolina&lt;br /&gt;todo mundo tem um irmão meio zarolho só a bailarina é que não tem.&lt;br /&gt;Nem unha encardida, nem dente com comida, nem casca de ferida ela não tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não livra ninguém, todo mundo tem remela quando acorda as seis da matina&lt;br /&gt;Teve escarlatina ou tem febre amarela só a bailarina é que não tem...&lt;br /&gt;Medo de subir, gente, medo de cair, gente, medo de vertigem, quem não tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confessando bem todo mundo faz pecado logo assim que a missa termina.&lt;br /&gt;Todo mundo tem um primeiro namorado só a bailarina é que não tem.&lt;br /&gt;Sujo atrás da orelha, bigode de groselha, calcinha um pouco velha ela não tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre também pode até ficar vermelho se o vento levanta a batina&lt;br /&gt;Reparando bem todo mundo tem pentelho só a bailarina é que não tem...&lt;br /&gt;Sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na família quem não tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando bem... todo mundo tem....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Edu Lobo/ Chico Buarque)&lt;br /&gt;...............................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso: nem super-heróis nem vilões, somos apenas humanos. Fico aqui torcendo para que todos nós ajustemos nossa visão e equilibremos nossos julgamentos, reconhecendo que somos muito menos vis do que tememos ser e que ninguém, mas ninguém mesmo, deixa de ter as características imperfeições humanas que possuímos e, que por sinal, nos irmanam e igualam diante da vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3626420094056918874?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3626420094056918874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3626420094056918874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3626420094056918874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3626420094056918874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/02/bailarina-e-o-homem-ridiculo-e-vil.html' title=''/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1343721157573042943</id><published>2009-02-01T03:29:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T04:15:44.610-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A VIAGEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Sábado e o relógio já marca 23h00min. Após oito horas de aulas na faculdade e outras tantas de espera, finalmente embarco e sento no banco do ônibus que deverá conduzir-me de volta à minha casa, distante 200 km. Estico as pernas e reclino o encosto do banco, preparando meu ambiente das próximas três horas e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é então que eu o vejo: ele deve ter uns trinta anos, aproximadamente 1.70m de altura, cabelos crespos de cor indefinida e pele parda (daquele tom mais indefinido ainda que, em minha opinião, deveria se chamar "pardus brasiliensis", visto ser a cor da esmagadora maioria de nós). É um tipo de homem comum, desses que vemos todos os minutos de todos os dias em qualquer lugar de qualquer rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele carrega uma mochila puída, que creio que um dia tenha sido preta. Sem jeito, ele pede licença com um leve sotaque nordestino e coloca a mochila no bagageiro sobre a minha cabeça, saindo apressado em busca de alguma coisa que deixou lá fora. Retorna em seguida com uma criança de uns dois anos nos braços seguido de perto por uma mulher tão parda e comum quanto ele, talvez alguns anos mais nova. Eles transpiram suor e ansiedade, talvez pela viagem, talvez pelas incertezas da vida, não sei bem ao certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se senta ao meu lado depois de acomodar a mulher, a bagagem dela e a criança nos dois bancos ao lado dos nossos e começa a mexer nos bolsos, tirando deles algumas notas amarrotadas, que alisa e arruma em algum tipo de ordem que foge ao meu conhecimento. Depois de contar tudo com muito cuidado, torna a guardar o dinheiro no bolso da calça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus começa a andar e ele pergunta algo à mulher do outro lado do corredor, em voz baixa. Ela responde também baixinho, e ajeita melhor a criança no banco, reclinando-a sobre seu colo para que durma mais confortavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo imagino: são marido e mulher e estão viajando com o filho para algum lugar, por alguma razão. Porém, eles não são em nada parecidos com as pessoas que viajam nesta linha, gente próspera que geralmente viaja por prazer, lazer, para aumentar a cultura ou as experiências da vida. Não, eles me parecem na verdade ter usado seus últimos tostões naquela viagem que os levará de Curitiba a São Paulo num percurso de mais de seis horas e quatrocentos quilômetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pergunto silenciosamente: eles vão em busca de que, movidos pelo que? Estão em busca de encontrar algo bom lá na outra cidade grande ou estarão buscando deixar algo inútil e doloroso para trás? Serão, como outros milhões de brasileiros, impelidos sempre em frente pela fome, pela esperança de dias melhores, pela busca da melhoria material ou estarão apenas voltando às suas origens distantes, vencidos pela dureza econômica, pelo descaso social e pela falta de amor e fraternidade que atinge indistintamente brancos e negros, velhos e jovens, religiosos e ateus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer da viagem ele se levanta algumas vezes do seu banco e vai em socorro da mulher quando é necessário mover a criança sem acordá-la, com um carinho quase impossível de se prever em mãos tão grossas e aparentemente insensíveis. E eles agem em movimentos cadenciados, quase ensaiados, sussurrando entre si palavras quase inaudíveis, nas quais pressinto cumplicidade, parceria e sintonia, como se ambos pulsassem numa mesma velocidade e intensidade, em total e completa harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a pobreza que vi estampada nas roupas e bagagens, denunciada também pelas poucas notas tão cuidadosamente ajeitadas no fundo dos bolsos rotos, de repente se esvai, evapora, deixando em seu lugar a sensação de uma riqueza inigualável, de um possuir um algo que não tem preço. No lugar da pobreza, salta aos olhos agora apenas uma realização humana admirável, a do encontro real, afetuoso e respeitoso entre dois seres humanos que, apesar dos tropeços e do peso da vida cotidiana, usualmente dura e injusta, conseguem reservar um espaço dentro de si para o amor e o carinho, para o cuidado mútuo, para uma parceria efetiva compartilhada com outro ser, carente de cuidados, recursos e amor, o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste momento, subitamente, parecem-me fúteis minhas pequenas buscas intelectuais, de crescimento profissional, da satisfação do ego com aquisições materiais, do encontro perfeito que meu coração idealiza. Tudo isso de repente me parece esvaziado de valor, pois compreendo que por mais que eu atinja todos meus objetivos atuais nada terá valido a pena se eu não levar junto comigo meu coração, se eu me esquecer que sem o outro "eu" não sou, se me deixar levar pela idéia (ilusória e geral) de que ter as vontades satisfeitas é o único e certo caminho para a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca soube seus nomes nem endereços, nunca pude saber ao certo os motivos da sua viagem, mas sempre que me lembro da lição de amor e ternura que presenciei naquele ônibus envio a eles pensamentos de afeto e desejos de felicidades. Eles merecem!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1343721157573042943?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1343721157573042943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1343721157573042943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1343721157573042943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1343721157573042943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2009/02/viagem.html' title=''/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3118320417813267239</id><published>2008-12-17T02:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T02:47:11.342-08:00</updated><title type='text'>NATAL DE PAZ, NATAL DE LUZ, NATAL DE AMOR...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.” (Mateus 25:34–36).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É dia 11 de Dezembro de 2009, faltam apenas 14 dias para o Natal, data máxima da cristandade, uma festa de amor, paz e fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 22h00min e eu sigo de carro com minha filha procurando um endereço nas ruas próximas ao shopping center. Garoa, o tempo não está bom e, seguindo as instruções que um amigo me deu, aventuro-me a seguir um caminho que parte da frente da Ford em direção ao Jardim Aeroporto, a Avenida Charles Schneider. Ao terminar de fazer a primeira curva, minha filha fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Mãe, eu acho que tem uma pessoa jogada na pista, perto do canteiro... não deu para ver se é homem ou mulher, mas tem alguém deitado lá!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retruco que não vi nada, que não percebi nada estranho no caminho, mas ela segue afirmando o que viu, assustada até. Sigo uns metros adiante, encontro um retorno e volto devagar, atenta a qualquer sinal de uma presença humana no asfalto molhado. E então eu vejo: um corpo caído do outro lado do canteiro central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro o carro ao lado do canteiro, ligo o pisca-alerta, peço a ela que fique dentro do carro fechado e desço para olhar. E é verdade: lá está um homem de cerca de uns sessenta anos ou mais, caído em pose estranha, desacordado no asfalto. Verifico que ele respira, mas não me atrevo a tocá-lo (o lugar é ermo, a noite está escura, chove e prefiro esperar que alguém apareça para ajudar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente ligo para190, identifico-me e fico esperando pelo socorro, postada em frente ao corpo, desviando o trânsito para que ninguém corra o risco de atropelar o homem. Assim como eu não o vi de longe, as pessoas também podem não vê-lo, certo? Gesticulo então para cada carro que passa, pedindo-lhes que sigam pela outra pista, evitando um provável atropelamento. Todos que passam olham curiosos para fora do carro, tentando entender o que faz uma mulher no meio da pista às dez da noite, debaixo da garoa, gesticulando como um guarda de trânsito. Sim, todos olham, mas olham sem ver, pois ninguém para, se interessa ou oferece ajuda. Um motociclista mais jovem passa, para, volta e pergunta o que houve. Ao ouvir meu relato e a observação de que já chamei o resgate, segue seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem acorda, se move e geme; eu pergunto o que houve, se ele está ferido. Ele balbucia coisas que eu não entendo e assim eu permaneço lá, por uns cinco minutos, pedindo a ele que não se levante, que tenha calma. Este é o tempo que leva para uma viatura da PM encostar, logo seguida pelo carro do resgate dos bombeiros. Eles me perguntam o que ocorreu e eu narro os fatos. Os paramédicos (muito grata pela presteza e profissionalismo de vocês!) examinam o homem, colocam-no na maca e se preparam para levá-lo ao hospital. Não fico para ver o final, estou com frio, molhada, abalada e quero ir para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou embora pensando: ele é pobre sim, percebe-se pelas roupas gastas, pelo chinelo de dedos velho. Embora eu não tenha sentido cheiro de bebida, ele pode ter bebido e caído, comportamento execrável, certo? Mas não consigo me desvencilhar da idéia de que, seja lá o que for que tenha acontecido, ele é ou foi filho de alguém; ele deve ser pai de outros alguéns e, é quase certo, há pessoas em algum lugar da cidade que esperam por ele, que aguardam preocupadas pela sua volta (ou não, o que seria muito pior). E me lembro que o Natal se aproxima, que todos festejarão a data cristã do amor divino, e confraternizarão desejando paz, alegria e prosperidade aos seus conhecidos, absolutamente indiferentes aos desconhecidos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É dia 13 de Dezembro de 2009, faltam apenas doze dias para o Natal, data máxima da cristandade, uma festa de amor, paz e fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sete e meia da noite e eu sigo pela Rua Rafael Braga em busca da casa de um amigo que me acompanhará à festa de Tremembé. Ao fazer o retorno, já quase no fim da avenida, para subir a rua da casa deste amigo, vejo uma criança muito pequena encostada num muro, acocorada e encolhidinha, com cara de choro e absolutamente sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo, olho, paro, dou marcha à ré, estaciono ao lado da calçada e desço, com calma, para não assustá-lo. Ele está descalço, veste uma blusinha de soft (faz frio!) e chupa uma manga meio podre. Pergunto a ele sobre a mamãe e ele chora, misturando o caldo da manga, que não tira da boca, com suas lágrimas. Ele não responde, então pergunto se ele está com algum irmãozinho e ele apenas continua a chorar. É quase um bebê, não tem nem dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo agachada ao lado dele, olhando em volta, buscando ansiosamente com o olhar alguém que possa estar ligado a ele. É quase noite e fico preocupada. E então vejo vir do fim da rua um garoto de uns oito ou nove anos, só de calção, segurando uma pipa. Ele chega e eu pergunto se ele está com o garotinho. Ele nega, diz que não, e me pergunta: -“Tia, porque você não “pega ele” pra você e leva pra sua casa?” Fico aborrecida e digo a ele que não é assim que as coisas funcionam. Quando digo que vou ligar para polícia vir recolher o garotinho, ele diz que é seu irmão e que está com ele. Duvido, peço a ele que confirme e ele, com naturalidade, diz que saiu pra ir buscar não sei o que, pedindo que o pequeno não saísse dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começo a lhe “passar um pito” por ter deixado o garotinho sozinho às margens da movimentada avenida, correndo risco iminente de vida, chega um adolescente de uns quinze ou dezesseis anos, mais bem vestido que os dois, também segurando uma pipa. Ele diz que está com os dois e eu conto o que aconteceu. Ele ri bastante quando digo que o garoto maior me sugeriu levar o pequeno embora comigo, para minha casa. Não acho a menor graça e começo a falar da irresponsabilidade dos dois, já voltando para o carro. E então o garoto menor fala agressivamente, talvez se sentindo subitamente corajoso, amparado pela presença do maior -”Vai embora tia, pega seu carro e some... vai cuidar da sua vida”. E vem em direção ao carro, quando lhe digo que eu acho que ele não tem nem tamanho para saber do que está falando e que eu vou resolver de uma vez o problema da forma certa. Pego o celular e começo a ligar para a polícia. Ele se atemoriza, pega o menorzinho pelo braço e fala –“Ih, tia, a gente já ta indo, a gente já ta indo...” e sai junto com o maior, arrastando o pequenino ainda choroso pelo braço em direção ao fim da avenida. Respiro fundo, dou a partida e sigo meu caminho, com lágrimas incômodas ameaçando brotar dos olhos, tentando compreender (e aceitar, o que é quase impossível) que as coisas são assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite, há 2009 anos, Jesus nasceu pobre, numa manjedoura, mas ele tinha pai e mãe, ele dispunha de proteção e amor e recebeu a visita de Reis. Neste Natal, quantas crianças pequenas estarão chorando encolhidas junto a paredes, solitárias e atemorizadas pela brutalidade dos dias? E nós estaremos festejando junto aos nossos, alheios ao choro alheio e à dor que afligem alguns desvalidos da nossa sociedade. Dois mil e nove anos depois da vinda do Mestre ainda caminhamos errática e lentamente na direção de nos tornarmos seres amorosos, fraternos e verdadeiramente humanos em relação ao nosso próximo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.” (Mateus 25:34–36).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3118320417813267239?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3118320417813267239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3118320417813267239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3118320417813267239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3118320417813267239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/12/natal-de-paz-natal-de-luz-natal-de-amor.html' title='NATAL DE PAZ, NATAL DE LUZ, NATAL DE AMOR...'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-5136082028543655041</id><published>2008-12-17T02:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T02:52:47.713-08:00</updated><title type='text'>A MESMA PRAÇA...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A MESMA PRAÇA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente percorro as ruas do centro da cidade ao menos umas três vezes por mês e meus motivos são banais: as contas a pagar, os badulaques a comprar, os bancos a visitar. Rotina normal, todos nós fazemos isso e, verdade seja dita, nem sempre com muito prazer... depois de algum tempo os pés doem, o barulho irrita, o movimento intenso desgasta e tudo que queremos é ir embora, voltar para casa, deixar de lado o calor e o cansaço.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Porém, adquiri um hábito que torna minhas pequenas peregrinações comerciais menos chatas, menos cansativas. Sempre que vou á cidade passo pela praça D. Epaminondas, prestando atenção ao que ali ocorre (olhando com os olhos da face e vendo com os olhos da alma), à vida que ali acontece pintada em cores vibrantes, passionais, a la Almodóvar, uma vida recheada de faces, corpos, sabores e sons dos mais variados.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Já vi de tudo ali: crianças, vestidas de branco, tocando em doces flautas doces algumas cantigas de roda saudosas; meninas meio magricelas, vestidas com roupas brilhantes, tentando seduzir a multidão com uma dança do ventre bonitinha, mas ainda incipiente, decorada, sem espontaneidade (mas sei que isso virá a seu tempo, juntamente com as formas mais fartas e arredondadas que, no tempo propício, tornam o corpo feminino mais sedutor); um desenhista-retratista com seu cavalete, seus papéis, seus lápis e obras acabadas, ganhando a vida com arte e sensibilidade (aplaudo em pé: isso sim é ser fiel à sua alma, ao seu sentir... quantos de nós faríamos isso: viver como gostaríamos de verdade, deixando de lado as ambições desmedidas e os julgamentos alheios?)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Num outro dia havia um senhor sentado ao pé de uma árvore, tocando simultaneamente uma gaita de boca e um chocalho, produzindo sons interessantes, ritmados, envolventes (em sua caixinha de papel eu deixei dois reais, visto que ele embelezou o meu dia com sua música incomum!); um duo tocando e cantando, sertanejamente, as paixões humanas, físicas, descrevendo suas desventuras amorosas em palavras como “pintei na parede um retrato dela, tatuei no braço o nome dela, guardei no peito a saudade dela...” ou algo assim.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Já ouvi gente pregando, em alto e bom som, suas pequenas convicções e verdades pessoais aos presentes numa patética tentativa de arrebanhar adeptos novos; já presenciei cantores e cantoras entretendo a multidão com cantigas populares enquanto senhores de mais idade, provavelmente aposentados, discutem calorosamente seus pontos de vista enquanto olham de soslaio para as pernas das mulheres que passam de vestidos curtos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Nas Sextas-feiras e nos Sábados, floristas entram e saem da igreja da praça com imensos ramos de belas flores, deixando-nos a imaginar as belas decorações que os noivos providenciam para seus convidados.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;As feiras de artesanato, então, são uma verdadeira festa quando lá estão: crochê, patchwork, pintura em tecidos, bijuterias penduradas nas placas de madeira dos bichos-grilos, pecinhas de gesso ou madeira pintadas de forma divertida, doces caseiros, adesivos colantes e muito mais. Não sou muito (não muito!) consumista, mas já deixei meu suado dinheirinho lá por várias vezes. Sábado passado mesmo eu comprei uma lata para panetone pintada à mão (por isso mesmo mais valiosa) que pretendo dar de presente a uma amiga professora no Natal e comprei também um belo chapeuzinho lilás que pretendo usar nos dias quentes de verão para não queimar minha pele.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;(Cá entre nós, houve um dia em que nesta mesma praça eu até tomei uma lambada de uma sem-teto que tentei ajudar a passar menos frio no Inverno, mas isso é uma longa história que eu prometo contar em outra oportunidade, certo?).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O que importa mesmo é que a praça é um microcosmo social, um mosaico colorido, mutável, divertido e deveras original a retratar a realidade do nosso povo. Ali a pobreza, a riqueza, o preto, o branco, o velho, o novo, a feiúra, a beleza, o correto, o duvidoso, o bom gosto e o brega se misturam com uma liberdade digna de nota. Há espaço para tudo e para todos e os fatos acontecem democraticamente, sem discriminação.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;E agora então, quando chega o tempo do Natal, a praça ganha algumas árvores decorativas originais, feitas de material reciclável, e recebe também uma carreta que estacionou por lá (com cadeira de Papai Noel, com o próprio e tudo o mais) a nos lembrar que as festas são chegadas e que o ano vai acabar. Chegou aquele tempo do ano que ainda desperta em alguns doces sentimentos de gratidão e reflexão, prometendo momentos de confraternização e alegria, mas que também trás a bordo um consumismo exagerado de bens e uma produção exacerbada de expectativas que nem sempre são realistas ou realizáveis.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas vamos deixar para falar sobre Natal nas próximas semanas, ok? Hoje o importante mesmo é deixar aqui um convite: quando você for ao centro da cidade gaste um tempinho olhando, vendo, ouvindo e sentindo a vida que anima a praça. Compre um algo qualquer de um daqueles artistas, promova e elogie os trabalhos expostos, deixe uma moeda para o artista anônimo e humilde que alí oferece o que tem de melhor dentro de si, cante com os cantores e aplauda os músicos ou dançarinos... nada disso custa muito, só um tempinho de atenção. Seja você também uma pecinha colorida daquele mosaico tão rico, variado e bonito que retrata a vida da nossa gente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-5136082028543655041?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/5136082028543655041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=5136082028543655041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/5136082028543655041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/5136082028543655041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/12/mesma-praa.html' title='A MESMA PRAÇA...'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8591549402882314323</id><published>2008-12-17T02:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T02:32:03.681-08:00</updated><title type='text'>UM CASAL FELIZ</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bom dia a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é sempre surpreendente, não? Há dias em que pela manhã estamos nos sentindo vencedores, seres maravilhosos, plenos de sucesso. Daí então algo ruim acontece e nos leva a um estado de espírito negativo, escuro. Ou vice-versa: levantamo-nos com aquela sensação de que carregamos o peso do mundo nas costas e subitamente “póim!”: algo de bom acontece e a vida se nos mostra sorridente novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é comum a todos nós, mas pensando bem, me parece que o que nos faz realmente vencedores ou perdedores é a constância com a qual nos entregamos a construir nossos dias, a nossa regularidade em relação às nossas escolhas, nossa perseverança nos mesmos pontos de vista e a nossa entrega ao que fazemos. E penso que foi isto que este casal escolheu fazer: ser sempre fiel ao desejo de amar o outro dedicadamente.  Boa leitura a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM CASAL FELIZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem saí às ruas da cidade para buscar algo que não encontrei e que, admito, dificilmente encontrarei: uma forma de gelo dos tempos antigos, daquelas de alumínio, que tinham uma alavanca maneira para soltar os cubinhos de gelo sem esforço. Mais um item entre tantos outros que, sendo corriqueiro na infância, torna-se raridade nos dias práticos, desencantados e artificiais de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não foi saudosismo exacerbado nem sessão nostalgia; o fato é que acabei de ler os resultados de algumas pesquisas científicas que mostram que a prática de aquecer ou congelar água em recipientes plásticos pode ocasionar a liberação de uma substância cancerígena (não me recordo agora do nome da danada!) na água e, consequentemente, pode nos adoecer seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, pra que dar sopa para o azar? E assim, munida das melhores intenções, entrei em umas seis ou sete lojas, todas localizadas próximas ao mercadão de Taubaté e “necas de pitibiriba”, eu não encontrei a tal forminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não encontrei o que buscava, verdade seja dita: encontrei um outro algo muito raro, interessante e bastante agradável de ver: encontrei um casal feliz, com uma história incomum e inspiradora, atrás do balcão de uma pequena loja (da qual eu também não recordo o nome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que entrei na loja e perguntei sobre a tal forminha, sendo informada que não havia a menor chance de encontrá-la onde quer que fosse dentro da cidade e então, já saindo, percebo que há uma infinidade de modelos de copos para liquidificadores expostos nas prateleiras. Bem, eu tenho um que está parado no armário há uns dois anos por falta de copo e aproveito a chance, perguntando ao lojista sobre o modelo tal da marca tal. E então o balconista, homem de seus cinqüenta e tantos anos, vira-se para a mulher, que aparenta uma idade semelhante e está do outro lado da loja, perguntando gentilmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Meu amor, você sabe se temos no nosso estoque um copo assim assado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela responde no mesmo tom de voz tranqüilo, sereno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Espere um pouquinho, meu querido... eu já vou olhar lá nos fundos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instantes depois ela volta, já com a peça nas mãos e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Meu bem, eu encontrei... é o último deste modelo, precisamos repor o estoque”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele retira o copo das mãos dela e agradece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Obrigado, querida...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fico ali, testemunha muda da ternura e do respeito que flui entre os dois. Observadora e curiosa como sempre, não resisto e pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Desculpem a curiosidade, mas há quanto tempo vocês são casados?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele responde, sem rodeios nem reservas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Atualmente estamos juntos há seis anos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Atualmente?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Sim, porque nossa história é meio diferente das outras...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então começa a narrar as peripécias pelas quais passaram os dois. Namoraram quando jovens por alguns anos, mas por força das circunstâncias, acabaram por romper o relacionamento e acabaram se casando com outras pessoas. Passam-se mais de vinte anos e ambos, cada qual na sua cidade, divorcia-se de seu par e segue sua vida, como centenas de nós o fazemos costumeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, num determinado momento, movida por aquele sonho indestrutível de ser e fazer feliz que toda mulher possui dentro de si, ela decide-se a fazer uma pesquisa, buscando pelo nome dele nas listas telefônicas e encontra um número. Ela liga, se reconhecem, falam dos anos passados e descobrem que ambos estão livres, disponíveis, e que nunca, jamais, esqueceram-se um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário escrever aqui os detalhes do fim da história, não? Numa apoteose digna dos contos de fadas, eis que uma nova (e grande!) família surge no cenário: ele, suas quatro filhas, ela e suas duas filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeita com a narrativa espontânea e agradável, comento que o que me levou a perguntar sobre o casamento deles foi o respeito e o carinho que percebi na relação dos dói (algo incomum nos nossos dias apressados), expresso ali não em um ambiente de festa, de comemoração ou diversão, mas em plena luta diária, atrás de um balcão, onde ambos lutam pelo pão de cada dia, expostos a todo tipo de irritação e frustração, situações que todos enfrentamos no nosso dia-a-dia e que, costumeiramente, nos fazem ficar rabugentos e mal-humorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esclarece: após terem passado por casamentos fracassados, ambos aprenderam que o que realmente faz a diferença numa relação não é a quantidade de dinheiro, a boa aparência ou um outro algo qualquer que não a amizade, o carinho, a dedicação e o respeito mútuo. Fala também do empenho consciente em tratar o outro bem, em fazer com que o outro se sinta especial o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-los tão conscientes destes valores, tão dedicados à manutenção daquela relação duramente reconquistada, alegremente previ que este convívio compensador e saudável com certeza seguirá adiante, cheio de momentos felizes e de carinho por muito e muito tempo ainda.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8591549402882314323?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8591549402882314323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8591549402882314323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8591549402882314323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8591549402882314323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/12/um-casal-feliz.html' title='UM CASAL FELIZ'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-3559889539863834474</id><published>2008-12-17T02:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T02:30:59.389-08:00</updated><title type='text'>Meu blog de papel.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;MEU BLOG DE PAPEL.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sou usuária da internet há muitos anos. Foram muitas as listas de discussões das quais participei, inúmeros os bons amigos virtuais que cultivei e várias as produções que postei na grande rede. Uma vida paralela à vida real infiltrou-se nos meus dias lentamente, a exigir tempo, dedicação, carinho e empenho (tenho por lema pessoal que se vale a pena fazer, vale a pena fazer bem feito!). Uma vida imaterial, virtual, impalpável, mas nem por isso menos valiosa do que a vida física e real, esta que todos vivemos com os pés no chão, problemas na cabeça, amores no coração, filhos a criar e contas a pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajei pelo mundo todo e conheci realidades outras em frente ao pequeno monitor do meu computador; estabeleci amizades inesperadas ao trocar idéias, descobrindo afinidades com pessoas de todas as partes deste e de outros países. Também ampliei meu pequeno e limitado mundo pessoal nestas andanças, aprendendo mais e mais sobre de tudo um pouco em minhas pesquisas e viagens virtuais, muitas vezes realizadas em noites insones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitas vezes ouvi críticas duras à grande rede, principalmente por conta da pornografia e de outras coisas ruins ou perigosas que podemos encontrar dentro dela, mas pensando com isenção de ânimo concluí que, como instrumento, ferramenta ou meio de comunicação, a internet é como tudo o mais na vida: nem boa nem má, ela apenas servirá fielmente aos anseios da mente que dela se utiliza, oferecendo aos seus usuários aquilo que eles buscam e que encontrariam, de qualquer forma, dentro ou fora da internet. Mais uma vez, o coração de cada um estará onde estiver também seu tesouro, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi que criei e alimentei pacientemente alguns blogs (páginas pessoais onde podemos postar o que desejarmos) para veicular meus pensamentos que, sempre cheios de questionamentos, perplexidades e dúvidas, acreditei que encontrassem eco em outras mentes curiosas e reflexivas. E encontraram, visto o volume de correspondência que recebi ao longo destes anos. Escrevi crônicas, poesias, comentei notícias, intermediei discussões, postei minhas alegrias e tristezas e assim comuniquei-me com o mundo de uma maneira impensável até a alguns anos atrás, graças à tecnologia que hoje nos permite acessar todo o planeta a partir de um clique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar desta imensa simpatia que nutro pela internet, desejo que fique registrado: nada tenho contra gente de verdade, contra o encontro físico, as palavras, os sorrisos, os abraços, os olhos nos olhos ou os livros de papel. Além de possuir inúmeros amigos de carne e osso, possuo uma vasta biblioteca pessoal e considero meus livros, cds e dvds como meu maior patrimônio (assim como também a maior causa dos rombos no cartão de crédito!) e penso que não há prazer maior para um leitor apaixonado pela leitura do que abrir uma revista, um jornal ou um livro novo, sentindo-lhe o cheiro da tinta e a textura das páginas, numa preparação para o prazer que se encontrará na viagem proporcionada pela história ali contida. Há, então, espaço suficiente no mundo de hoje para o real e para o virtual, concordam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilibradamente, penso que sei separar as coisas, direcionando para cada uma destas realidades apenas a energia e o empenho necessários, dosando tudo com alguma sabedoria. A César o que é de César: se é verdade que a internet é um universo à parte, uma conquista moderna de valor incalculável, também o é que são as pessoas de carne e osso que a tornam possível e que é o contato humano real a base que cria, sustenta e realiza as nossas vidas, nas quais se insere a realidade internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidada a escrever esta coluna semanal aceitei com prazer, por acreditar que seria mesmo muito bom poder partilhar meus pensamentos com você, leitor do Diário de Taubaté. Mas peço-lhe desde agora um favor: não fique na expectativa de que eu vá brindá-lo com obras-primas da literatura ou com textos de grande brilhantismo e erudição a cada semana, pois eu mesma não cultivo esta vaidade. Almejo apenas ser a colunista que, informalmente e sem pretensões, lhe oferece num dia entretenimento, noutro um ponto de partida para novas reflexões ou ainda, quem sabe, desejo ser a amiga que você encontrará semanalmente aqui, nesta mesma bat-hora e neste mesmo bat-canal para falar da vida em seus múltiplos aspectos, por vezes de forma bem-humorada, por outras melancolicamente. Minha paixão pela Música e pelo Cinema transparecerá algumas vezes; minha indignação com as injustiças e com as incoerências ocasionais da sociedade também; meu apetite voraz pelo que há de espiritual nos dias, pelo aspecto mais transcendente da vida também colocará as manguinhas de fora vez ou outra... eis aqui um rápido “menu” do que virá pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio, porém, que há algo que eu posso afirmar sem chance de errar: a cada semana eu oferecerei a você, sincera e afetivamente, alguns olhares singulares e reflexivos sobre esta nossa vida cotidiana, sempre recheada de situações, pessoas e questões sociais que se renovam a cada minuto. E se há algo que me deixaria muito contente é saber que você pode entrar em contato comigo para comentar, criticar, trocar idéias, complementar ou apenas para dar sinal de vida e dizer o que lhe vai na mente. Para isso deixo aqui meu e-mail e meu convite para que você faça contato:  &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:meublogdepapel@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;meublogdepapel@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Seja bem-vindo! Puxe uma cadeira, fique à vontade e aceite um cafezinho... de agora em diante nós vamos mais mesmo é prosear!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-3559889539863834474?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/3559889539863834474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=3559889539863834474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3559889539863834474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/3559889539863834474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/12/meu-blog-de-papel.html' title='Meu blog de papel.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-1494946264727983409</id><published>2008-09-10T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T09:53:08.122-07:00</updated><title type='text'>DE FLORES E DESEJOS.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se um desejo é ponto de partida&lt;br /&gt;Para o fazer, o ter e o conquistar&lt;br /&gt;Porque não poderia ser ele também&lt;br /&gt;Mais um caminho que nos leve a amar?&lt;br /&gt; *&lt;br /&gt;Se move terras, céus, pessoas, mundos&lt;br /&gt;Se ele até planta o trigo que faz pão,&lt;br /&gt;Sei que é possível ao desejo também&lt;br /&gt;Levar amor a qualquer coração.&lt;br /&gt; *&lt;br /&gt;Pobre desejo, vil e desprezado,&lt;br /&gt;Incompreendido e aviltado até&lt;br /&gt;A sete chaves vai trancafiado&lt;br /&gt;Por todo aquele que nega quem é.&lt;br /&gt; *&lt;br /&gt;Humanos somos, seres desejosos&lt;br /&gt;Nossa essência Deus criou assim&lt;br /&gt;E compreender sem censura os desejos&lt;br /&gt;Pode ser um melhor caminho, enfim.&lt;br /&gt; *&lt;br /&gt;Como alquimistas do sentimento,&lt;br /&gt;Viajantes atentos do eterno viver,&lt;br /&gt;Semeemos em paz os nossos desejos&lt;br /&gt;Em novos férteis jardins a florescer.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-1494946264727983409?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/1494946264727983409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=1494946264727983409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1494946264727983409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/1494946264727983409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/09/de-flores-e-desejos.html' title='DE FLORES E DESEJOS.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-2999173639258889060</id><published>2008-09-10T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T09:48:49.889-07:00</updated><title type='text'>DO PÓ AO PÓ.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Queria ter nascido rude e seca&lt;br /&gt;capim rasgando o duro chão estéril&lt;br /&gt;praga ferrenha e dura de arrancar&lt;br /&gt;um mato feio, duro e sem mistério.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Queria ter nascido rude, áspera,&lt;br /&gt;rasa qual cova de defunto pobre&lt;br /&gt;incapaz de ver mais do que o óbvio&lt;br /&gt;deste insensato mundo que me cobre.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Mas eis que nasço como planta frágil&lt;br /&gt;em terra fértil, fofa e bem cuidada&lt;br /&gt;e se de folhas já sei um bom tanto&lt;br /&gt;das tais raízes não entendo nada.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Tal natureza maldiz e atraiçoa,&lt;br /&gt;não permitindo em solo ruim viver&lt;br /&gt;mas em troca promete mil maneiras&lt;br /&gt;de ensinar-me aos poucos fenecer.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Quando das folhas não restar mais nada&lt;br /&gt;e só um sopro for todo meu ser&lt;br /&gt;secarei muda, inerte e compassiva,&lt;br /&gt;deixando a vida para então viver.&lt;br /&gt; *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-2999173639258889060?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/2999173639258889060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=2999173639258889060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2999173639258889060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2999173639258889060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/09/do-p-ao-p.html' title='DO PÓ AO PÓ.'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-8350342174238522936</id><published>2008-08-31T10:19:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T10:31:54.726-07:00</updated><title type='text'>vidiotas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No olhar de hoje focalizo este pequeno vídeo... sem mais comentários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Escrevi muito sobre o assunto porém, ao reler, não gostei e joguei tudo fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Confio na sua capacidade de ver e tirar suas próprias conclusões...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm"&gt;http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Boas reflexões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-8350342174238522936?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/8350342174238522936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=8350342174238522936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8350342174238522936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/8350342174238522936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/08/vidiotas.html' title='vidiotas'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5601516217073734989.post-2461539891092338243</id><published>2008-08-27T04:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T05:16:21.017-07:00</updated><title type='text'>Mais cacos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Olá vocês...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Joguei fora os blogs de ontem e alinho agora novas palavras (para veicular velhas idéias), reincidindo no vício da expressão pública daquilo que vai por dentro de mim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Questiono muito esta mania besta de botar na tela o que sinto e penso, mas assim mesmo escrevo estas palavras para inaugurar um blog. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Freud explica? E ainda: se explicar, resolve?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Reflexo da vida ou espelho impreciso da realidade, esta tela luminosa em frente a nós exibe apenas fragmentos da realidade do mundo, pedaços reais ou inventados dos outros e uma ou outra coisinha sobre nós mesmos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Basta ligar um botão e um mundo das imagens e idéias despenca sobre nossas cabeças como uma praga egípcia, rápida e divina... e então nos entregamos à agradável tarefa de tentar dar significado e pertinência a tudo isso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Será nosso papel de seres pensantes compreender e saber ordenar estas e outras peças erráticas até formarmos um todo coerente? Ou será que apenas deveríamos olhar para as coisas com olhar bovino, calmo, sereno e descompromissado, sorvendo a taça da mediocridade dia após dia até o fim de nossas vidas, sem questionamentos incômodos e inúteis?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Perguntas sem respostas, já nascem orfãs de pai e mãe no momento em que são formuladas...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Bem-vindos ao caos de idéias que permeia as palavras deste blog, mas saibam desde já que para realmente mergulhar nas idéias que movem esta escritora será necessário ver além dos olhos e compreender além da tridimensionalidade banal da vida.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Enjoy the trip... e não se esqueçam: "carpe diem".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;....&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5601516217073734989-2461539891092338243?l=grandeluabranca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/feeds/2461539891092338243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5601516217073734989&amp;postID=2461539891092338243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2461539891092338243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5601516217073734989/posts/default/2461539891092338243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeluabranca.blogspot.com/2008/08/mais-cacos.html' title='Mais cacos...'/><author><name>Grande Lua Branca - Érica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07951870429760836552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_4HrqzF1nxX4/TOZMcDZ_beI/AAAAAAAAABo/PGnhwmo60bY/S220/LUZ106161.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
